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Perspectivas

Inaugurado novo Quartel dos BombeirosFoi escrita uma página da história do CSP

A Associação dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública viveu um dia histórico ao ver concretizado o sonho de inaugurar um novo Quartel, que foi alimentado durante décadas, por muitos que dirigiram os destinos daquela corporação.
Pelas 9 horas, procedeu-se à cerimónia do Içar Solene das bandeiras e á abertura das instalações pelo Comandante da Corporação, de tarde decorreu a cerimónia oficial.

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Inaugurado novo Quartel dos Bombeiros Foi escrita uma página da história do CSP

Por Jornal Rostos

A fanfarra do Corpo de Salvação Pública após percorrer as ruas das freguesias do Barreiro e da Verderena deu vida à cerimónia do içar das bandeiras.
A bandeira da Corporação foi transportada pelos atletas da Secção Desportiva do Corpo de Salvação Pública.
Eram muitas as pessoas familiares ou amigos do Corpo de Bombeiros que, com lágrimas nos olhos viveram de forma intensa aquele momento histórico. Após o içar solene das bandeiras, seguiu-se uma visita às novas instalações.
De tarde decorreu a cerimónia inaugural das novas instalações com a presença de entidades oficiais.

Breve nota histórica

A Associação dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, Corpo de Salvação Pública foi fundada em 22 de Junho de 1931 por Jorge Sobral. A Associação foi gerida por uma Comissão Administrativa até 22 Janeiro de 1932, data em que, em Assembleia Geral, foram eleitos os primeiros Corpos Gerentes.

Esta comissão implementou uma estrutura administrativa e, trinta dias depois, apresentou, um projecto de Estatutos que foi aprovado e remetido ao Governador Civil dando origem ao alvará nº 78 do Governo Civil de Setúbal.
Os primeiros Corpos Gerentes foram constituídos por António Augusto Roque, Presidente da Assembleia Geral; Francisco Ramos Palermo, 1º Secretário e João dos Santos, 2º Secretário. O Presidente da Direcção era Heitor Antunes da Costa e o Vice- Presidente Manuel Francisco Torrão. O Conselho Fiscal tinha como Presidente Joaquim Quintela Paixão e como Vice - Presidente Miguel Pereira Rosa.

Comandada por Jorge Sobral, “um experimentado bombeiro voluntário saído da Corporação do Sul e Sueste”, a Associação conseguiu, “com muita dificuldade”, congregar 178 sócios.

Inicialmente o Corpo de Salvação Pública usou como quartel um pequeno armazém, propriedade de J.A. Pimenta, no Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, vulgarmente conhecido por Largo Casal, e pouco tempo depois mudou-se para um outro armazém mais amplo na Rua Almirante Reis, onde se fixou até hoje.

Alfredo da Silva dá mesmo indicações expressas para que os portões das suas fábricas do Barreiro “se abrissem sempre aos valentes Bombeiros do Corpo de Salvação Pública”.
O corpo activo foi formado por 17 homens que dispunham apenas de uma moto-bomba e alguma material de sapador. Sob a direcção de Jorge Sobral os bombeiros adaptaram um automóvel usado e transformaram-no em viatura Pronto Socorro.

Segundo a própria associação, os Bombeiros Voluntários do Barreiro passaram por três fases recheadas de triunfos e dificuldades, logísticas e associativas, que culminaram num período de recuperação e consolidação, iniciado em 1956, em grande parte fruto da dedicação do Comandante Honorário Manuel Vitorino Feio.
Ao longo dos anos, a corporação foi solidificando a sua presença ao serviço da comunidade e lançou diversas campanhas de angariação de fundos das quais se destaca a realizada em 1973 que garantiu a afluência de milhares de sócios.

O corpo de bombeiros do Barreiro teve uma importante actuação em diversas situações destacando-se a sua intervenção no ciclone de 1941; os incêndios no cais, fábrica de enxofre e fábrica de ácidos da Companhia União Fabril; incêndio na Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro; incêndios na Fábrica Nacional de Cortiças, Fábrica da Margueira, em Cacilhas e Fábrica Barreiras, no Lavradio; incêndio do Chiado e mais recentemente, uma destacada presença, de Norte a Sul de Portugal, no combate aos fogos florestais. A presença dos Bombeiros Voluntários do Barreiro significou também um enorme contributo, nomeadamente nos fogos ocorridos em Viseu, Guarda, Lisboa, Santarém e Beja.

Nos últimos dois anos, este corpo de bombeiros tem actuado, com especial destaque e entrega, nos violentos incêndios ocorridos na Serra de Monchique e, particularmente, no último incêndio ocorrido na Serra da Arrábida.

A história desta associação concretiza agora uma quarta fase, marcada pela inauguração do novo quartel. Com 150 elementos, 8 mil sócios e equipamento preparado para responder a qualquer situação em termos urbanos, florestais ou de socorro no rio, a Associação dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, Corpo de Salvação Pública, continua, 73 anos após a fundação, a servir a comunidade de uma forma voluntária e abnegada.

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