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Perspectivas

Fernando Rosas visita Oficinas da EMEF"Há uma estratégia a preparar o encerramento das oficinas"


O cabeça de Lista de Setúbal pelo Bloco de Esquerda às eleições legislativas, Fernando Rosas, visitou ontem, 12 de Janeiro, as oficinas da EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamentos Ferroviários e salientou, "o que se está a passar com a EMEF é a emergência de um política geral de liquidação da ferrovia da Península de Setúbal."

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Fernando Rosas visita Oficinas da EMEF "Há uma estratégia a preparar o encerramento das oficinas"

Por Cátia Pacheco

Os bloquistas foram recebidos por membros do sindicato da EMEF e ouviram todas as incertezas que pairam neste trabalhadores, que lutam sobretudo, para que não sejam extintos os seus postos de trabalho.
Mário Durval, líder do Bloco de Esquerda do Barreiro considera que a relação do Barreiro com a ferrovia "é um problema fulcral no concelho," e recorda, "o Barreiro é possuidor da primeira estação fixa de comboios de Portugal, e é pela ferrovia que se inicia o Barreiro Industrial," é neste sentido que o bloquista garante ser esta " uma marca especial" para o Bloco de Esquerda.
Mário Durval refere, "vivemos um período critico, onde não são tidos em conta os interesses dos trabalhadores da EMEF, da população, quer no desenvolvimento regional, quer nacional, tentando-se destruir toda a actividade ferroviária aqui da zona."
Como solução para as oficinas da EMEF, o líder do Bloco de Esquerda no Barreiro ressalva, "é importante existir um grande debate, entre todos os interessados. Há um "Know how" que está concentrado nas pessoas que aqui trabalham, que não é fácil encontrar noutro lado," contudo, é fundamental, na opinião de Mário Durval, que se olhe para as oficinas num contexto global da cidade do Barreiro, promovendo uma discussão com os trabalhadores, com a administração e com a autarquia, de forma "a encontrar-se uma solução que favoreça a cidade e que não ponha em causa a mais valia que temos, que é o conhecimento destas pessoas."
No entanto, Mário Durval deixa claro "o que pensamos que é inadmissível é que se transforme este local num espaço de construção civil," podendo ser aproveitado para a construção de um museu ferroviário, como defendem os bloquistas.

"O transporte ferroviário é um elemento estruturante do transporte público na Península de Setúbal e está conscientemente a ser liquidado a favor do transporte particular"

Fernando Rosas após a visita considerou, "há uma estratégia a preparar o encerramento das oficinas, acompanhando também a liquidação do sistema ferroviário do Barreiro e arredores."
O cabeça de lista ao Distrito de Setúbal pelo Bloco de Esquerda já tinha visitado as oficinas da EMEF há dois anos e reconhece, "há menos gente, há gente mais velha e não há investimento tecnológico."
Ao nível da Assembleia da República revela que o Bloco de Esquerda vai defender uma posição clara, "o transporte ferroviário é um elemento estruturante do transporte público na Península de Setúbal e está conscientemente a ser liquidado a favor do transporte particular."
Fernando Rosas salienta ainda, "o que se está a passar com a EMEF é a emergência de uma política geral de liquidação da ferrovia da Península e do transporte público em geral," e ressalva "esta política tem de ser invertida. Nós vamos combater para conseguir o reordenamento do transporte público da Área Metropolitana, e o ferroviário em particular. Neste reordenamento a manutenção ferroviária do Barreiro é muito importante , nomeadamente com a electrificação da linha."
Júlio Fulgêncio, delegado sindical da EMEF revela, "temos a melhor capacidade de reparação do país, os comboios vão reparar a qualquer sítio, não é necessário haver ligação ferroviária."

As actividades dos bloquistas para o concelho do Barreiro vão continuar, no dia 28 de Janeiro o Bloco de Esquerda vai fazer uma distribuição do manifesto distrital, na noite do Barreiro e, posteriormente, na sua sede realizar-se-à uma sessão de acústica com um duo de Jazz e música africana.
No dia 9 de Fevereiro, realização de uma sessão pública com a participação de Francisco Louça e Fernando Rosas e animação com Fernando Tordo.

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