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Perspectivas

Bloco de Esquerda no Barreiro“Existem cerca de 5000 fogos desabitados no concelho”

. Francisco Louçã referiu que “uma maioria absoluta significará a privatização da saúde”

Mário Durval, candidato a Deputado do Bloco de Esquerda, no Círculo Eleitoral de Setúbal, condenou a possibilidade de construção do “aterro dos resíduos industriais perigosos, na área já roubada ao leito do Tejo com o gesso produzido ao longo de décadas”, no decorrer do Comício- Festa do Bloco de Esquerda, na SDUB “Os Franceses”.

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Bloco de Esquerda no Barreiro “Existem cerca de 5000 fogos desabitados no concelho”

Por Jornal Rostos

Mário Durval na sua intervenção recordou as tradições “que fizeram do Barreiro um esteio da cultura operária” e salientando que o ano passado foram assinalados 150 anos do Caminho de Ferro no Barreiro que abriu caminho à Indústria Química, sendo assim que se “assentaram os alicerces da industrialização do Distrito de Setúbal”.
O candidato do Bloco de Esquerda sublinhou que “o Barreiro ocupou um lugar de vanguarda em muitos momentos decisivos da nossa história e desenvolvimento enquanto país”.
“As políticas neoliberais esqueceram todo este percurso e pretendem trocá-lo por outro de carácter especulativo e transformar o Barreiro de cidade do trabalho e do saber industrial, numa nova cidade dormitório da periferia de Lisboa” – referiu Mário Durval.
“No lugar da Quimigal pretendem fazer uma aurbanização de 5000 fogos – o célebre Masterplan. No lugar do espaço CP quererão mais uma urbanização de centenas de fogos.
Do que foi a essência do trabalho industrial do Barreiro ficarão alguns espaços museológicos sem dimensão e sem dinâmica que não se entrosarão com a vida da cidade” – salientou o candidato do Bloco.

Renovar a zona ribeirinha

“E o que nos oferecem para o Vale do Coina? Certamente mais uma grandiosa urbanização que possa satisfazer os interesses da especulação imobiliária, aproveitando a proximidade das novas estações de Coina e Penalva. Este novo dormitório será apodado de Nova Centralidade do Concelho.
Esta política do betão e do cifrão, de mãos dadas, já tem os seus frutos. Neste momento, já existem cerca de 5000 fogos desabitados no concelho, cada vez mais degradados” – sublinhou Mário Durval.
Na sua intervenção defendeu a necessidade de se “potencializar a zona ribeirinha de uma forma criativa e criadora de riqueza” e acrescentou que “apostar no Bloco é apostar num Barreiro diferente, mais moderno, mais virado para a resolução dos problemas sociais, económicos e culturais e sobretudo, uma cidade onde as pessoas contam e podem participar activamente nas decisões que lhes dizem respeito”.

Maioria Absoluta é a privatização da saúde

Francisco Louçã, valorizou o papel dos funcionários públicos, e que deveriam ser aproveitadas as capacidades dos homens e mulheres deste sector, recordando que “foram durante estes anos martirizados politicamente em Portugal” e “o alvo principal da fanatização liberal” como aconteceu no sector da saúde.
Francisco Louçã salientou que “há hoje em Portugal uma energia daqueles que querem mudar de vida” e não desistem de lutar.
O rosto nacional do Bloco de Esquerda considerou que “a maioria absoluta é a garantia dos interesses absolutos de quem tem o poder” e acrescentou que “uma maioria absoluta fará a privatização da saúde”.
Na sua opinião o país não precisa de maioria absoluta, precisa é de políticas que respondam às questões sociais.
“Com o Bloco de Esquerda nunca vai acontecer a privatização dos Centros de Saúde Pública” – referiu Francisco Louça, porque sublinhou – “O Bloco de Esquerda é toda a diferença na defesa do Serviço Nacional de Saúde e na defesa do não aumento da idade das reformas”.

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