Bloco de Esquerda no Barreiro“Existem cerca de 5000 fogos desabitados no concelho”
Mário Durval, candidato a Deputado do Bloco de Esquerda, no Círculo Eleitoral de Setúbal, condenou a possibilidade de construção do “aterro dos resíduos industriais perigosos, na área já roubada ao leito do Tejo com o gesso produzido ao longo de décadas”, no decorrer do Comício- Festa do Bloco de Esquerda, na SDUB “Os Franceses”.

Por Jornal Rostos
Mário Durval na sua intervenção recordou as tradições “que fizeram do Barreiro um esteio da cultura operária” e salientando que o ano passado foram assinalados 150 anos do Caminho de Ferro no Barreiro que abriu caminho à Indústria Química, sendo assim que se “assentaram os alicerces da industrialização do Distrito de Setúbal”.
O candidato do Bloco de Esquerda sublinhou que “o Barreiro ocupou um lugar de vanguarda em muitos momentos decisivos da nossa história e desenvolvimento enquanto país”.
“As políticas neoliberais esqueceram todo este percurso e pretendem trocá-lo por outro de carácter especulativo e transformar o Barreiro de cidade do trabalho e do saber industrial, numa nova cidade dormitório da periferia de Lisboa” – referiu Mário Durval.
“No lugar da Quimigal pretendem fazer uma aurbanização de 5000 fogos – o célebre Masterplan. No lugar do espaço CP quererão mais uma urbanização de centenas de fogos.
Do que foi a essência do trabalho industrial do Barreiro ficarão alguns espaços museológicos sem dimensão e sem dinâmica que não se entrosarão com a vida da cidade” – salientou o candidato do Bloco.
Renovar a zona ribeirinha
“E o que nos oferecem para o Vale do Coina? Certamente mais uma grandiosa urbanização que possa satisfazer os interesses da especulação imobiliária, aproveitando a proximidade das novas estações de Coina e Penalva. Este novo dormitório será apodado de Nova Centralidade do Concelho.
Esta política do betão e do cifrão, de mãos dadas, já tem os seus frutos. Neste momento, já existem cerca de 5000 fogos desabitados no concelho, cada vez mais degradados” – sublinhou Mário Durval.
Na sua intervenção defendeu a necessidade de se “potencializar a zona ribeirinha de uma forma criativa e criadora de riqueza” e acrescentou que “apostar no Bloco é apostar num Barreiro diferente, mais moderno, mais virado para a resolução dos problemas sociais, económicos e culturais e sobretudo, uma cidade onde as pessoas contam e podem participar activamente nas decisões que lhes dizem respeito”.
Maioria Absoluta é a privatização da saúde
Francisco Louçã, valorizou o papel dos funcionários públicos, e que deveriam ser aproveitadas as capacidades dos homens e mulheres deste sector, recordando que “foram durante estes anos martirizados politicamente em Portugal” e “o alvo principal da fanatização liberal” como aconteceu no sector da saúde.
Francisco Louçã salientou que “há hoje em Portugal uma energia daqueles que querem mudar de vida” e não desistem de lutar.
O rosto nacional do Bloco de Esquerda considerou que “a maioria absoluta é a garantia dos interesses absolutos de quem tem o poder” e acrescentou que “uma maioria absoluta fará a privatização da saúde”.
Na sua opinião o país não precisa de maioria absoluta, precisa é de políticas que respondam às questões sociais.
“Com o Bloco de Esquerda nunca vai acontecer a privatização dos Centros de Saúde Pública” – referiu Francisco Louça, porque sublinhou – “O Bloco de Esquerda é toda a diferença na defesa do Serviço Nacional de Saúde e na defesa do não aumento da idade das reformas”.













