Comício da CDU no BarreiroSala cheia para receber Jerónimo de Sousa

Por Cátia Pacheco
Jerónimo de Sousa começou por justificar a falta de voz que o atraiçoou nos últimos dias, “estamos a fazer uma campanha diferente, em contacto directo, falando com as pessoas, ressuscitando a esperança dos trabalhadores, daí os problemas de voz.”
O secretário-geral comunista voltou a reforçar o objectivo do partido para estas eleições, “obter mais votos e mais deputados. Ganhar muita gente que continua indecisa,” e adiantou ainda, “fomos a única força política que procurou dignificar a própria Assembleia da República, o estatuto de deputado.”
Na recta final desta campanha eleitoral e, depois de terem percorrido grande parte do país, o líder comunista adianta, “sentimos que os portugueses estão descrentes, não acreditam, foi criada a ideia de que o país está ingovernável, que não vale a pena ter esperança.”
Jerónimo de Sousa lançou ainda duras críticas ao PS, “se a direita vai ser derrotada, a política de direita também tem de sair derrotada e nada nos diz que vai ser assim. Nada nos garante que o PS queira governar de forma diferente.”
“Podem ser obrigados a contar connosco, mas para isso temos de ter mais deputados,” frisa o líder comunista, adiantando também, “ a melhor forma de derrotar a direita é dar mais força à esquerda e votar na CDU.”
“A política da CDU é ao serviço dos trabalhadores do País”
Francisco Lopes, cabeça-de-lista da CDU por Setúbal salienta que a política da CDU “é ao serviço dos trabalhadores do País,” adiantando que o projecto comunista “assenta no rigor, na determinação em dar respostas,” sobretudo no que diz respeito às preocupações do trabalhadores da EMEF, no Barreiro, dos trabalhadores da LISNAVE, que lutam pelos seus postos de trabalho, e responder às aspirações dos trabalhadores da AUTOEUROPA, acabando com o congelamento de salários.
O cabeça-de-lista por Setúbal adversa, “ o voto na CDU dá força em todos os dias e meses seguinte aos dia 20 de Fevereiro.”
Álvaro Saraiva, candidato de “Os Verdes” por Setúbal abordou o tema da coincineração, adiantando, “é uma batalha importantíssima para a vida política do resto do país,” e num ataque a José Sócrates, revelou, “estaremos na primeira linha, ao lado das populações para travar a coincineração.”













