Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Doar Sangue, no presente e no futuro

A Associação de Dadores de Sangue do Barreiro foi eleita o “Rosto” da solidariedade social 2004. Um reconhecimento a nível regional, que poderá ajudar a cativar a população para essa iniciativa.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos


A Associação de Dadores de Sangue do Barreiro é bastante reconhecida a nível nacional, tendo sido uma das principais fundadoras da Federação Nacional de Dadores. Foi fundada em 1973, no espaço dos Bombeiros de Salvação Pública, pois nessa época recorria-se aos bombeiros quando era necessário sangue para transfusões ou operações. Quando fundaram a associação, essa responsabilidade ficou a cargo dos dadores.
Os Dadores de Sangue do Barreiro enfrentaram desde a sua fundação muitas dificuldades, como por exemplo, a falta de confiança e sensibilização por parte da população. Apesar de tudo isso, os dadores continuaram a cumprir as suas funções cívicas, que sempre colocaram acima dos obstáculos.
Em 1983 iniciaram-se as obras para a construção da sede actual e em 27 de Março de 1986, dia do dador de sangue, o novo edifício foi inaugurado.
Depois da associação estar instalada num espaço mais qualificado, surgiram muitos planos para que, a amplitude dos Dadores de Sangue do Barreiro fosse cada vez maior e melhor. Deste modo, nesse ano organizou-se o primeiro convívio nacional de dadores no Barreiro. Para além destas actividades, a associação também tentou abrir um pequeno posto médico nas suas instalações, dado que, tinham criado condições para isso quando a nova sede foi construída e porque, a seu ver, era uma mais valia para a comunidade envolvente. No entanto, com as novas normas e restrições da União Europeia a criação do posto de saúde não foi possível.

“Um reconhecimento público de todo o trabalho desenvolvido, algo muito bom.”

Hoje em dia, os dadores de sangue do Barreiro organizam brigadas e campanhas de doação, contando com 700 a 800 doações por ano, também organizam intercâmbios entre associações e têm uma participação anual nas comemorações do dia do dador. Esta participação e iniciativa constante acabou por colocá-los num patamar de reconhecimento nacional.
No que respeita aos convívios, a receptividade é muita boa. Este ano organizaram o convívio internacional, que contou com a presença de dadores de Espanha, Moçambique, Angola e Cuba. O convívio foi organizado no Parque da Cidade com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro que cedeu mesas, cadeiras e apoio na divulgação.
Quanto às brigadas e campanhas, este ano são feitas com o instituto português do sangue, segundo as novas normas europeias. Têm previsto várias brigadas para este ano, entre outras que já realizaram. Entre as quais constam: uma brigada na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro e outra na SFAL.
Com estas iniciativas esperam cativar mais dadores e atingir, quem sabe, um grupo mais jovem porque, embora a população do Barreiro seja receptiva às campanhas de doação, o número de jovens participantes ainda desilude. Contudo, a nível nacional a adesão tem vindo a crescer e particularmente o número de mulheres dadoras, que ultrapassa substancialmente o número de homens. É devido a esta adesão crescente, que Portugal está cada vez mais próximo de atingir a auto-suficiência do seu “banco de sangue”.
Assim, ao longo dos anos, a associação conseguiu erguer uma boa imagem e receptividade, tendo em conta que muitas vezes as campanhas de doação de sangue são excluídas pelas comunidades, contudo, persistem muitas dificuldades, nomeadamente “Dificuldades financeiras e principalmente a dificuldade em atingir a sensibilização da população.” no entanto, “Hoje em dia existe uma boa adesão das pessoas no Barreiro.”, disse José Alberto Pinto.
Com a organização de convívios, o apoio da CMB e das Juntas de Freguesia, os problemas financeiros acabam por ser ultrapassados, mas a falta de sensibilização para uma actividade social deste porte, continua a ser a grande dificuldade. Por isso, vão surgindo ideias para cativar as pessoas, como a organização de actividades, que possam interessar à comunidade em geral e não apenas aos dadores de sangue. Inclusive a associação já teve uma secção de pesca e outra de futebol de salão e nessa época registou-se um grande interesse e colaboração da população, especialmente por parte dos jovens.
Enfim, as actividades promovidas, bem como o prémio de Rosto da solidariedade do ano 2004, contribuem na opinião de José Alberto Pinto, Presidente, para “um reconhecimento público de todo o trabalho desenvolvido, algo muito bom.”

Ana Ventura

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção