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Perspectivas

Relatório sobre a qualidade da água para consumo humano e piscinas do concelho do Barreiro“Melhoria da qualidade da água para consumo humano”

O relatório sobre a qualidade da água para consumo humano e piscinas do concelho do Barreiro, no ano 2004 foi revelado ontem, 14 de Fevereiro, pelo delegado de saúde, Mário Durval, e pela gestora do programa das águas, Marília Marques. O relatório apresenta uma “melhoria na qualidade da água para consumo humano,” no entanto, revela, na piscina de Fisioterapia do Hospital do Barreiro cinco resultados impróprios.

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Por Cátia Pacheco

No que diz respeito à água para consumo humano, foram realizadas ao longo do ano 81 colheitas, com um total de 729 analises, das quais, 97,50% se encontravam conformes e 2,50% não conformes, com a presença de microorganismos, em apenas duas colheitas realizadas num local que se encontra encerrado, não sendo por isso significativo. Na opinião de Mário Durval, a qualidade da água é mais consistente “devido ao sistema de gestão estar mais autonomizado, os resultados são mais consistentes.”
Quanto à qualidade da água da piscina municipal, o relatório revela que, em 2004 manteve-se o número de colheitas não conformes, em relação ao ano anterior. Essas colheitas referem-se a dois meses seguidos, Maio e Junho e, em ambos os casos, a situação foi rapidamente resolvida pela entidade competente.
O caso mais grave diz respeito à piscina de Fisioterapia do Hospital, teve cinco resultados impróprios e por isso, foi encerrada várias vezes para limpeza e desinfecção.
Mário Durval adianta, “a estrutura da piscina não obriga a banho antes da entrada e devido ao nível da temperatura da água (elevada) é mais fácil a produção de microorganismos,” contudo, o delegado de saúde frisa, “os problemas de infecção são mais reduzidos, uma vez que os utilizadores não mergulham, a água não está tanto em contacto com a boca.” A Direcção do Hospital está contudo, a preparar uma intervenção, de modo a reduzir as hipóteses de contaminação.

Água das praias fluviais- “não serão efectuadas análises, enquanto não se alterarem as condições que levam à sua contaminação”

Em 2004 não foram efectuadas análises à água das praias fluviais, de acordo com a determinação das Autoridades de Saúde, não serão efectuadas análises, enquanto não se alterarem as condições que levaram à sua contaminação, sendo por isso importante, como revela o relatório, a construção da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais). A este respeito a atitude que irá ser tomada, por parte do Ministério do Ambiente, é a colocação de cartazes para informar a população que a água é imprópria.
Em conclusão, o relatório ressalva a melhoria na qualidade da água para consumo humano, tendo sido importante a parceria entre a Câmara Municipal, no controlo da água e a Delegação de Saúde, na vigilância.

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