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Perspectivas

Dia Mundial de Poesia”A palavra é muito importante, pode mudar a vida”
Referiu Manuel Alegre, poeta da liberdade

No Auditório Augusto Cabrita, celebrou-se o dia Mundial da Poesia e homenageou-se um grande poeta português, Manuel Alegre. O Coro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro - UTIB, iniciou esta homenagem com cantares, retirados da poesia de Manuel Alegre.

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Dia Mundial de Poesia ”A palavra é muito importante, pode mudar a vida” Referiu Manuel Alegre, poeta da liberdade

Por Jornal Rostos

Entre várias pessoas que se encontravam presentes, expressando a sua amizade pelo escritor, o Presidente da Câmara, Emídio Xavier e a Professora Fernanda Afonso fizeram questão em subir ao palco e em relembrar alguns momentos mais mediáticos da vida e da obra de Manuel Alegre.
O Presidente da Câmara, Emídio Xavier, salientou os momentos passados por Manuel Alegre na Revolução de Abril, o quanto as suas palavras foram hinos de coragem e resistência antifascista.
A Professora Fernanda Afonso falou de Manuel Alegre como sendo "Conhecido por político, intelectual, pela sua vida socio-política mantendo uma postura de fidelidade aos ideais de liberdade. Foi símbolo da resistência à ditadura, indo contra aqueles que cometiam injustiças, Manuel Alegre foi e é sem dúvida, o poeta da revolta, da resistência e da liberdade", estas foram apenas algumas das palavras citadas pela Professora Fernanda Afonso sobre o escritor.
Manuel Alegre agradeceu esta homenagem, dizendo que "o dia Mundial da Poesia devia ser todos os dias, porque a palavra é muito importante, pode mudar a vida. Com a força mágica da palavra pode-se passar mensagens proibidas, logo a poesia ter feito parte da nossa história. A poesia foi uma arma de resistência e em conjunto com a música despertou consciências ajudando a derrubar a ditadura." Manuel Alegre terminou os seus agradecimentos recitando alguns dos seus poemas, entre eles, "A perigosa mão de Deus".
A homenagem terminou com a recordação de velhos tempos de estudante de
Manuel Alegre, subindo ao palco “velhos” estudantes de Coimbra que cantaram
alguns fados dedicados ao escritor.

Ana Gameiro

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