Convenção Autárquica PS“O Barreiro desenvolveu-se com uma urbanização indisciplinada”
- disse Emídio Xavier, Presidente da Comissão Política
“Um território ambientalmente ordenado” – foi o tema em debate, onde foi salientado que o Barreiro tem que assumir um papel de centralidade na Margem Sul.

Por Jornal Rostos
Emídio Xavier, Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, abriu os trabalhos do “Encontro Temático - Um território ambientalmente ordenado” começando por sublinhar que “se há algo que neste mandato foi cimentado com grande força foi o planeamento da cidade” e acrescentou a importância deste planeamento para preparar o futuro.
Na sua opinião se pensar o Barreiro 2020 era considerado um prazo demasiado longo, o que se pode concluir é que este “é um prazo demasiado curto” porque as cidades são planeadas “a maior distância”.
Segundo Emídio Xavier, “discutir e aprofundar o PDM é importante” e é o caminho para “pensar o que é se quer da cidade em termos de planeamento”.
O Presidente da Comissão Politica dos socialistas recordou que o Barreiro desenvolveu-se com “uma urbanização indisciplinada”.
Na sua intervenção recordou que “as autarquias dependem das receitas da construção” e considerou que “isso não é um mal” o errado, disse, “esse betão é utilizado desordenadamente”.
Neste contexto considerou que se “há algo que compete à autarquia é a definição do ordenamento” e, neste momento, considerou importante a discussão na definição do futuro PDM, porque “o PS tem que começar a preparar o futuro da cidade.”
Emídio Xavier considerou de maior importância a participação dos cidadãos no debate, na apresentação de sugestões, porque é nisto que reside a cidadania, escutar e ouvir os cidadãos – “esta é diferença do autoritarismo”.
“Os eleitos foram eleitos para decidir, mas também foram eleitos para ouvir” – sublinhou o Presidente da Comissão Politica do Partido Socialista.
Grandes linhas de orientação do PS
João Pintassilgo, começou por sublinhar que o Partido Socialista “recebeu o mandato dos barreirenses com base numa nova visão do Barreiro e da cidade”.
Neste contexto considerou que, no próximo acto eleitoral, tem que apresentar um projecto que “aprofunde as propostas” pelo que considerou de maior importância a realização do conjunto de “Encontros Temáticos” como essências para a definição das “grandes linhas de intervenção do PS”.
João Pintassilgo recordou importante a reflexão sobre “o território que herdámos”, e, o contributo dos socialistas para pensar o território e “como o vamos deixar ambientalmente sustentável para os vindouros”.
É necessária uma cultura de comunidade
Carlos Pires, Coordenador deste “Encontro Temático” começou por referir que o Barreiro tem que “estancar a sangria que viveu ao longo de décadas”, sublinhando que esta situação herdada tem “culpados”.
Na sua intervenção salientou que “a cidade tem que ser uma obra colectiva” e de forma a fazer o esforço de todos os interveniente “na prossecução da qualidade do nosso ambiente urbano é necessária uma cultura de comunidade” que “enquadre os legítimos interesses privados, mas assente na qualidade e no interesse público” e que “seja critica e tenha sempre presente um sentido cívico e cultural”.
Na sua opinião “a promoção de tal cultura de comunidade deverá, assim, assegurar e estimular a necessidade do ordenamento do território e dos valores de interesse público que nele estão envolvidos”.
Na sua intervenção referiu que o PDM deve considerar mais o “enunciado de princípios, a explanação de conceitos e que as normas deverão ser “consideradas a níveis dos Planos de Pormenor que deverão ter maior importância, nomeadamente em termos de desenho urbano”.
“Enquanto grande promotora e investidora de recursos que são públicos, a autarquia deve dar o exemplo na encomenda dos planos de ordenamento do território da sua competência”.
Barreiro – promover duas centralidades
Luís Pedro Cerqueira, “o cidadão” como fez questão de sublinhar, começou por colocar as perguntas –O que é que a AML – Área Metropolitana de Lisboa quer ser na Europa ? O que é o Barreiro pode ser nessa realidade?
Salientou que assistimos, nos dias de hoje, à construção de”uma Europa de regiões comandada a partir de cidades que são motores dessas regiões”.
Na sua intervenção recordou que o Barreiro é classificado como uma “área critica”,quando se fala em planeamento regional e que “é este território que temos que ordenar” e tem que “ter um papel na AML”. Na sua opinião o atraso que existe é enorme.
Referiu, igualmente, que no planeamento regional considera-se a Quimiparque e Coina como áreas “motoras que podem contribuir para o desenvolvimento”.
Segundo Luís Pedro Cerqueira, o Barreiro tem que ser planeado em duas centralidades na Península de Setúbal e na AML, sublinhando que o eixo Barreiro-Seixal-Moita como grande área urbana, “tem um potencial que pode ter um papel significativo na AML”.
Uma área protegida de iniciativa municipal
Nuno Banza realçou a dicotomia “entre uma área urbana altamente povoada e áreas naturais e natularizadas” com “uma proximidade muito grande”.
Na sua opinião “há um enorme desconhecimento em matéria de ambiente na população comum”pelo que considerou ser essencial “apostar fortemente na educação ambiental em especial nas nossas crianças”.
Nuno Banza referiu a importância da Mata da Machada um espaço que “tem uso diversificado mas sem infra-estruturas de apoio”e recordou que o Sapal de Coina “é um verdadeiro laboratório de vida”,onde a “biodiversidade encontra-se no auge”.
Nuno Banza considerou que é essencial “tratar a sério deste património, melhorando-o e garantindo que ele se mantém ao longo de gerações futuras”,neste contexto defendeu a necessidade de “criação de uma área protegida de iniciativa municipal que englobe as áreas mais significativas para a conservação da natureza, ao mesmo tempo que se investe na educação ambiental”.













