Comício do PCP no Barreiro“É preciso dar voz ao Barreiro”

Por Jornal Rostos
Foi com o lema “ Sacrificios para os mesmos e benesses para os do costume”, que se realizou o comício do PCP, no Parque Catarina Eufémia.
Com vários apoiantes, em seu redor, Carlos Humberto, candidato à Câmara Municipal do Barreiro, falou da cidade do Barreiro, daquilo que a cidade precisa e o que é preciso fazer, pois após os diversos contactos estabelecidos, por parte da CDU, com dirigentes associativos, comerciantes, população em geral, verificou-se que a situação não é boa. Diálogos com milhares de pessoas, das quais se ouviram propostas e se recolheram opiniões, provaram que embora em locais diferentes existem muitos traços comuns, existem problemas sociais e económicos.
“Existem pessoas a comprar três sardinhas e a pôr um euro de gasolina, assim como tive conhecimento de o caso de uma escola com 400 crianças carenciadas , onde os alunos não têm capacidade de sonho”, estas foram algumas referências feitas por Carlos Humberto, em que demonstraram o seu desânimo e descontentamento face è situação que se vive não só no Barreiro, mas como em todo o país.
PS não cumpre compromissos
O PS veio juntar dificuldades às familias, juntou crise à crise e para tal há que protestar, e face às medidas tomadas pelo PS, Carlos Humberto retalia afirmando “o PS prejudica, não cumpre com os seus compromissos na instituição e permite a passagem desnivelada da Recosta, que é um aborto urbanistico, dificultando a passagem a pessoas idosas ou pessoas com carrinhos de bebés”. Para Carlos Humberto é preciso dar voz ao Barreiro e ter um Câmara Municipal atrevida e ousada, pois é “preciso uma lufada de ar fresco”.
Apresentadas por Francisco Lopes estiveram as questões relacionadas com o aumento do IVA, que irá atingir as pessoas com mais dificuldades, a questão do salário mínimo nacional que está a gerar a perda do poder de compra e a questão da Constituição Europeia, ao que se referiu que as concessões do Tratado são um retrocesso, com elementos negativos, ao qual outros países se negaram, como a França, Holanda, entre outros. “Reclamou-se um referendo para o povo português se pronunciar, mas em função de tantos nãos, este é já um tratado que não existe, é uma farsa”, esta foi uma das expressões de revolta por parte de Francisco Lopes que insistiu para um tempo de esclarecimentos, de debate, para que não haja um referendo à boleia das questões autárquicas.
Terminando a sua intervenção referiu-se à necessidade de melhores serviços de saúde e de segurança, aproveitando para apelar à participação da população na manifestação da administração pública, dia 17 de Junho e da CGTP dia 18.
Ana Gameiro













