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Perspectivas

ASDAL promove debateA “ideia de cidade” é fundamental para o futuro

. A ETAR vai ser construída na zona do fosfogesso

A “Política Ambiental para a Cidade Sustentável” foi o tema que motivou a uma reflexão sobre as zonas ribeirinhas, a participação dos cidadãos, a Quimiparque, a construção da ETAR e a vida cultural da cidade.

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ASDAL promove debate A “ideia de cidade” é fundamental para o futuro

Por Jornal Rostos

A ASDAL – Associação Defesa do Ambiente do Lavradio promoveu um debate que conta com a participação de José Manuel Palma, Professor Universitário, ex- Presidente da QUERCUS, Miguel Amado, PSD e Carlos Humberto, CDU. Apesar de convidados o Bloco de Esquerda e PS estiveram ausentes.
A SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense foi o espaço que acolheu o debate sobre o tema : “Política Ambiental para a Cidade Sustentável”.
José Palma começou por sublinhar que os cidadãos estão arredados das decisões que têm que ser tomadas em relação à cidade.
Na sua opinião é essencial discutir a “ideia de cidade” pois será perante essa “ideia de cidade” que se colocam os desafios do futuro.
Segundo José Palma, em estudos que desenvolveu nos anos 90, “o Barreiro tem uma imagem muito má” e, até aos dias de hoje, “nada desmente esta ideia”, uma ideia negativa marcada pelo “período CUF”, durante o qual foi associada a poluição e fábrica.
Num estudo que desenvolveu José Palma sublinhou que 80% da população portuguesa tem uma ideia negativa da indústria e, talvez por essa razão, sendo o Barreiro uma cidade industrial, esteja associada a este fenómeno a imagem negativa que o país tem do Barreiro.
Na sua opinião, nos dias de hoje, a marca cultural do Barreiro, a sua referência industrial, está na plataforma industrial do Lavradio.
José Palma considerou que é importante garantir a qualidade de vida, sendo necessário resolver alguns problemas da cidade: transportes, ruído e resíduos.
“Este é um desafio que se coloca aos partidos e aos cidadãos” – salientou, neste contexto considerou essencial que exista uma “missão para a cidade” que envolva todos os intervenientes dos diferentes partidos políticos e agentes locais.

Mata da Machada deve continuar nacional

Miguel Amado, PSD, considerou que é fundamental desenvolver uma “cidade sustentável” uma cidade “que vá no sentido contrário ao que actualmente vão o Barreiro”.
Criticou o facto de estar a aumentar o desemprego no Barreiro, as dificuldades que o comércio está a viver e a baixa demográfica que se vem registando no concelho.
“Há um desemprego acelerado no concelho do Barreiro” – sublinhou o representante do PSD.
Na sua intervenção sublinhou que as autarquias locais têm responsabilidade no desenvolvimento da cidade sustentável e nesse contexto sublinhou que a proposta do PSD, ao nível de Urbanismo, aposta na necessidade de “tratamento do espaço público” a sua “requalificação com qualidade”.
Miguel Amado, considerou que a Mata da Machada deve continuar a ser de uma “Mata Nacional” desenvolvendo-se a sua gestão pública com base em parcerias.
Acerca da Quimiparque, sublinhou que este é um espaço que tem “potencial de gerar um novo conceito de cidade”.
Na sua opinião é lamentável que “há noite conte-se pelos dedos as pessoas que passeiam nas ruas do Barreiro”, o Barreiro disse, “não tem vida nocturna”.
“È necessário que o Barreiro não seja uma cidade cristalizada” – sublinhou Miguel Amado.
Na sua intervenção defendeu a necessidade de valorizar-se a frente ribeirinha que “tem que ser despoluída e aproveitada”, porque o Barreiro “precisa da ligação ao Rio”.
E acrescentou a criação de um condomínio fechado em Alburrica – “as pessoas precisam do rio, não podemos pensar em construir um condomínio fechado em Alburrica”.
Salientou o exemplo do PÓLIS, um projecto que disse, não foi aprovado pelo actual Primeiro Ministro, quando tinha a pasta do Ambiente, e que foi aprovado pelo governo PSD.
A finalizar contestou a construção de um Megacentro comercial, no campo das Cordoarias, interrogando: Que vamos reconverter com isto?
Miguel Amado considerou que é importante promover a instalação no Barreiro de “empresas âncora” e que seja reduzida a burocracia, garantindo o licenciamento em tempo útil, de forma a evitar que para “instalar um café demore uma no para o abrir”.
Na sua opinião o Barreiro pode apostar em criar pólos de atracção turística e apostar em equipamentos de lazer.
Miguel Amado, considerou que o Poder politico tem que definir estratégia essa é a dimensão da acção politica.

Não há cidade sustentável sem emprego

Carlos Humberto, CDU, sublinhou que a construção de uma cidade sustentável pressupõe um desenvolvimento integrado e com equilíbrio.
Na sua opinião há questões essenciais no Barreiro : o emprego, é um dos maiores problemas que afecta a população – “não há desenvolvimento sustentável sem emprego”.
Sublinhou que cerca de 60% da população do Barreiro trabalha fora do Barreiro e no sector terciário.
No entanto, salientou que “o problema do desemprego não é da competência da autarquia”.
Outro aspecto que considerou foi o problema da água, em diversas vertentes, quer ao nível do consumo, quer ao nível do saneamento e referiu a importância da construção da ETAR.
Na sua intervenção sublinhou o facto de a Câmara Municipal da Moita ter dado um contributo importante, com uma resposta rápida, para a resolução do problema da ETAR – “ a construção da ETAR é de grande importância”.
Foi referido que o terreno para a construção da ETAR foi desbloqueado pela Câmara Municipal da Moita e que irá ocupar a zona onde estão os “montes de fosfogesso”.
Carlos Humberto sublinhou a importância das zonas ribeirinhas e a necessidade de ser elaborado um Plano Integrado na procura de soluções e resolução dos problemas existentes.
Na sua opinião, o Masterplan é um projecto de grande importância para o futuro do Barreiro para o qual a população deve dar o se contributo – “a população não pode estar à margem” do debate.
Por outro lado, considerou essencial o envolvimento do poder autárquico com os empresários locais e os agentes culturais da cidade.
Neste contexto, referiu a importância da participação da população na construção da cidade, porque “a participação constrói uma cidade diferente”.

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