“Opções Participadas” - CoinaResolver a situação das AUGI’s será prioridade

Por Jornal Rostos
Juvenal Silvestre, Presidente da Junta de Freguesia de Coina, abriu a sessão das “Opções Participadas” que decorreu naquela freguesia, referindo que “esta é uma sessão para ouvir a população” e lançou o repto para que os presentes “transmitissem as suas ansiedades”.
Seguidamente, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que esta iniciativa “Opções Participadas” tinha por finalidade dialogar e construir soluções, ouvindo as pessoas, nomeadamente, na elaboração do Plano de Actividades e Orçamento para o ano 2006.
“Queremos convosco construir os projectos e soluções” – referiu o autarca.
Nesse sentido recordou que existe a preocupação de efectuar um amplo levantamento, do que classificou de “micro obras” e que estas reuniões permitem, também, conhecer o que se poderão chamar “micro problemas”.
Orçamento de rigor
Por outro lado, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que o conjunto de compromissos assumidos pela autarquia, ao nível financeiro, são muitos, pelo que no próximo ano terá quer ser elaborado um “Orçamento de rigor”.
Na sua intervenção salientou que ao nível de linhas condutoras da acção da autarquia existe a preocupação de contar com o “contributo dos trabalhadores da autarquia”, sublinhando que “as autarquias existem para prestar serviços às populações” e “existem não para dificultar mas para facilitar”.
Valorização integral do ser humano
Carlos Humberto, expressou a ideia que gostaria que o ano 2006, “fosse o ano para dar os primeiros passos de forma sustentada para construção de um tempo novo”, um tempo que contasse com a participação da população, que – “a população assumisse que o concelho é seu” que “o concelho é a nossa casa, que a freguesia é a nossa casa”.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que é necessário que as pessoas assumam “a defesa dos seus direitos” e também que “assumam as suas responsabilidades”.
O autarca sublinhou a importância do Quimiparque e das zonas ribeirinhas como áreas estratégicas essenciais ao desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Recordou que “o Presidente da Câmara tem propostas, tem opinião, mas faz parte de uma equipa” que, referiu, é uma equipa que está apostada na valorização das áreas sócio-culturais, que aposta na valorização “integral do ser humano, quer no plano físico, quer no plano intelectual”, uma equipa que, sublinhou, quer contribuir para “ajudar sectores da população mais marginalizados”.
“Estamos aqui para ouvir” - referiu, acrescentando que “é um prazer ouvir as pessoas e contactar”, é “aliciante esta possibilidade de contactar” e, mais que “debitar, ouvir, para ajudar a resolver problemas de todos nós”.
Coina – vai crescer com cimento?
A primeira intervenção foi de um dirigente do Desportivo e Recreativo de Covas de Coina, que apelou ao Presidente da autarquia no sentido “olhar um pouco para a cultura e o desporto” e sublinhou os atrasos no pagamento dos subsídios destinados ao apoio ao Atletismo.
Vitalina, candidata à Presidência da Junta de Freguesia de Coina pelo Bloco de Esquerda, começou por saudar a Câmara Municipal do Barreiro por tomar esta iniciativa, sem, no entanto, deixar de sublinhar que “quando a esmola é muita o pobre desconfia”.
Solicitou esclarecimentos sobre o desenvolvimento da freguesia de Coina, interrogando : Vai crescer com cimento?
Considerou necessário que fossem tomadas medidas tendo em vista a limpeza do Rio Coina, lamentou a situação de abandono dos Moinhos de Maré e lançou o repto para que a “Torre de Coina” fosse classificada, pelo IPPAR, como monumento de interesse municipal.
A propósito do crescimento de Coina e a preservação do Sapal de Coina e Mata da Machada, Joaquim Matias, referiu as suas preocupações sobre o Ambiente e salientou que o Plano Municipal do Ambiente, que está em elaboração, há três anos, vai contribuir para criar a “Carta Verde do concelho do Barreiro, onde estarão incluídos o Sapal de Coina e a Mata da Machada”.
O autarca considerou que esta deverá ser uma matéria sobre a qual a população de Coina deve “discutir e conhecer”.
Alto da Malhada – falta de água
Beatriz, residente no Alto da Malhada, salientou que a urbanização onde reside tem vindo a ser humanizada, mas ao mesmo tempo que isso acontece, cada vez é “maior a falta de água e isto é inaceitável, porque este é um bem primário”.
Referiu, igualmente, “as dificuldades de sair de Coina, pela Estrada Nacional, em horas de ponta”.
Sobre a falta de água, no Alto da Malhada, Joaquim Matias, sublinhou que será uma situação que ficará solucionada com a abertura de um novo furo.
Acerca do trânsito o autarca recordou que vai estar em breve em discussão pública o projecto relativo ao IC32, matéria sobre a qual todos deviam pronunciar-se, referindo que o projecto poderá ser consultado na Junta de Freguesia.
Apoiar o associativismo
Leandro, expressou a sua satisfação pela realização desta iniciativa “Opções Participadas” desejando que “este principio de actuação se prolongue ao longo do tempo”.
Apelou ao Presidente da Câmara Municipal do Barreiro no sentido de ser mantido o protocolo que existe com o União Cultural de Coina, relativo à Banda, o qual é essencial para que esta se mantenha em actividade”
Carlos Humberto, salientou que o Movimento Associativo “presta um serviço à população do concelho” mas acrescentou que as associações não podem ver na Câmara “o sitio onde se vai buscar apoio para as colectividades”, por isso, referiu que o associativismo deve ser apoiado mas a “Câmara não pode dizer que sim a tudo”.
Carreira nº 6 é necessária
Cabrita, recordou que na Rua 1º de Maio, junto à TIBA, está por concretizar a pavimentação da rua - “há muito está prometida”.
E considerou necessário que a Carreira nº 6, dos TCB’s, continuasse a servir a população de Coina.
Joaquim Matias, que a situação da circulação de autocarros por Coina, Quinta da Areia, é uma matéria que pode ser analisada – “pode ser resolvida”.
A legalização da AUGI 18
Bruno, residente na AUGI 18, salientou que os habitantes daquela área estão a “sofrer a incompetência dos Técnicos”, porque, na sua opinião, “não houve os apoios que eram necessários” para a resolução dos problemas existentes, tendo em vista a legalização da AUGI.
Criticou a politica de recolha de entulhos existente na Câmara Municipal do Barreiro que, em vez de estimular a sua utilização, antes pelo contrário afasta, porque recorrendo a serviços privados sai mais barato e ainda mais barato “abandonar” em espaços públicos e nas margens do Rio Coina.
Recordou que a “Quinta do Pinto” está transformada numa lixeira, com “bidons de óleo”.
Sobre as AUGI’s, Joaquim Matias, referiu que as propriedades já estão identificadas, agora trata-se de “urbanizar o que nasceu ilegal”.
AUGI’s uma prioridade
Carlos Humberto, referiu que a AUGI 18, de Covas de Coina, é “a maior do concelho”, mas considera que “o processo está adiantado”, podendo iniciar-se a “aprovação de projectos”.
Sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que resolver a situação das AUGI’s será “uma das primeiras coisas que gostaríamos de resolver ao nível da gestão urbana”
Captação de Coina inquinada
Joaquim Matias, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que estas reuniões visam conhecer os problemas e “todos juntos encontrarmos soluções”.
Expressou a sua apreensão com “questões do ambiente” em Coina, referindo que “as captações de Coina estão inquinadas com hidrocarbonetos”, uma situação que, na sua opinião, deveria ter sido motivo de apresentação de Processo em Tribunal.
“Esta é uma situação que não sei quantos anos vai levar a recuperar” – salientou.
As dívidas da Câmara
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que as necessidades são sempre maiores que as capacidades de as resolver”.
Neste contexto, sublinhou que uma das dificuldades são de ordem financeira, dado que a Câmara Municipal do Barreiro, tem dívidas na ordem dos 900 mil euros à ADSE, 2 milhões de euros a fornecedores e 4 milhões de euros de dividas de obras e empreitadas.
Sobre os problemas do trânsito lançou o apelo no sentido que todos possam dar opinião acerca do projecto da IC32 – “desafio para que vejam a documentação que vai ser colocada na Junta de Freguesia” e considerou ser importante promover, em Coina, uma sessão de esclarecimento sobre esta matéria.
TCB’s serviço de qualidade
Bruno Raminhos, referiu que “os autocarros que fazem o serviço nesta zona são os mais velhos e muitas vezes não aparecem” e lançou o apelo para que a Câmara apoie e estimule o associativismo.
Joaquim Matias, recordou que a frita dos autocarros está envelhecida, mas que os TCB’s prestam um bom serviço – “são muito bons” e podem ser avaliados como do melhor “ao nível nacional e internacional”.
Prémios para o Carnaval
Vitalina, referiu que quando da realização das Marchas Populares e os desfiles de Carnaval – “deviam ser mantidos os prémios”, acrescentando que não percebia porque acabaram com essa prática – “Só se têm medo que Coina ganhe sempre”.
Situação financeira real será divulgada
Tendo sido questionada a informação sobre a situação financeira da Câmara, nomeadamente sobre os números apresentados, Carlos Humberto, esclareceu que “dei alguns dados”, e oportunamente será tornada pública “a situação mais próxima do real”.
Obras prioritárias na freguesia
Juvenal Silvestre, Presidente da Junta de Freguesia de Coina, antes de encerrar a sessão, deu a conhecer algumas, das principais preocupações, de acordo com informação enviada para a Câmara Municipal, sobre “micro obras da freguesia”.
A construção de uma vedação perto da Escola Primária, melhoramentos na zona da Penalva – Quinta do Peliche, semaforização, a necessidade de uma Câmara frigorífica e Arrecadação pno Mercado de Coina, a limpeza do Rio Coina e a situação da Quinta da Areia.













