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Perspectivas

Opções Participadas – BarreiroMasterplan terá discussão pública

. Barreiro Velho tema que foi preocupação de várias intervenções

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que o principal problema do concelho é “o desenvolvimento económico” e o “emprego”.
Anunciou que os TCB’s, nas próximas semanas, vão voltar a circular na Avenida Alfredo da Silva.

13 min de leitura
Opções Participadas – Barreiro Masterplan terá discussão pública

Por Jornal Rostos

Na freguesia do Barreiro decorreu mais uma sessão do ciclo de iniciativas “Opções Participadas” que, pode afirmar-se, foi a sessão que contou com a maior participação de cidadãos e, também, aquela que na mesa que coordenou os trabalhos registou o maior número de autarcas, nomeadamente, Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Joaquim Matias, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro; as Vereadoras Sofia Martins e Regina Janeiro e o Vereador Bruno Vitorino.
Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, abriu os trabalhos, apresentando a mesa e agradecendo o elevado número de presenças de “amigos e amigas, permitam que os trate assim, que para mim é motivo de satisfação”.

Reencontro com as ruas de criança

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por salientar que estar, naquele momento, a participar numa reunião do ciclo “Opções Participadas” na freguesia do Barreiro o fazia com “prazer renovado” por sentir que estava “na nossa terra”, na “nossa freguesia”, sentindo que foi “por estas ruas que andámos quando éramos crianças”.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que a primeira medida que foi deliberada visou a realização dos encontros com a população para “ouvir opiniões” e “avaliações criticas”, referindo que “não há outra forma de construir o Barreiro com a participação de todos”.
Carlos Humberto acrescentou que esta é uma metodologia de acção “que queremos continuar ao longo do mandato” como caminho para “construir soluções”.
Para o autarca “vivemos momentos que não são fáceis” mas, por essa mesma razão, referiu, “mais se ajusta a necessidade de envolvimentos e disponibilidades”.
Segundo Carlos Humberto, “não vai ser fácil resolver tudo”, até porque, acrescentou, as “disponibilidades de carácter financeiro são agudas”.
Na sua intervenção referiu que toda a equipa está disponível e empenhada para “com criatividade, e ajuda de todos, encontrar soluções”.
A finalizar referiu que a realização desta iniciativa “Opções Participadas” foi “uma experiência gratificante” que proporcionou contactos e conhecer melhor os cantos à casa.

Urbanismo à margem da lei

Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro, expressou algumas das suas preocupações no âmbito da saúde, referindo que existem “problemas sanitários gravíssimos” para a saúde das pessoas, e, sublinhando as situações de Bairros degradados, nomeadamente Bairro das Palmeiras e Barreiro Velho.
No plano do urbanismo criticou a “construção de prédios que não cumprem a legislação, em relação à altura que deveriam ter”, salientando que 50 ou 60 % dos edifícios têm altura maior do que está legislado”, portanto, referiu “estão à margem da lei”.
O Delegado de Saúde lançou o apelo para que estas situações não voltem a acontecer.
Por outro lado, salientou a situação existente em bairros, como a Quinta da Mina, onde “se juntam as franjas da sociedade” e, também, a evolução do número de casas degradadas no Barreiro Velho.
O Delegado de Saúde referiu – “tem que haver a preocupação de não criação de guetos”.
Recordou que mesmo em zonas que foram urbanizadas nos anos 60, existem uma grande quantidade de casas “onde as pessoas vivem na mais perfeita miséria”.

Qualidade do ar é preocupante

Mário Durval, teceu criticas à existência de esgotos ao longo do rio e alertou para a qualidade do ar que, em certos períodos do ano, atinge o nível “alerta”, pelo que considerou – “o Barreiro não pode continuar a ter a circulação automóvel que tem”.
Alertou, igualmente, para a situação existente no Parque da Cidade, onde existem cerca de 800 patos, que pela sua quantidade, “não permitem que o lago faça a oxigenação”.
A finalizar alertou para os problemas resultantes do “envelhecimento da população” e para a constante deserção “das forças activas e jovens”.

Promover a Cidade do Cinema

Nazaré Almeida, solicitou que fossem prestados todos os esclarecimentos à população sobre a situação financeira da autarquia.
Por outro lado apelou, para o aproveitamento da Casa da Cultura dos Trabalhadores da Quimigal, como espaço com boas condições para a promoção de espectáculos, criticando as condições acústicas do Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Manuela Fonseca, criticou a ausência de vereadores socialistas na mesa, interrogou para quando a circulação de autocarros na Avenida Alfredo da Silva, e alertou para a necessidade de se proceder à alteração do “Regulamento de Atribuição de Medalhas Municipais”.
Lançou o repto para que, no Barreiro, se realize o III Encontro de Literatura Infantil e, sublinhou que, professores da Escola Superior de Setúbal estão disponíveis para “para fazer alguma coisa pela Cidade do Cinema” apostando em “mobilizar os recursos do Politécnico nesse sentido”.

Há fome no Barreiro

António Carvalho, referiu diversos aspectos relacionados com o estado de abandono dos espaços envolventes das urbanizações da Rua Miguel Pais, onde estão por concluir muralhas na zona do rio, arruamentos e iluminação pública.
O Padre José Manuel, responsável pela Igreja Nª Srª do Rosário alertou para os problemas sociais do Barreiro, referindo –“Há fome no Barreiro, envergonhada e escondida”, para além do “aumento da toxicodependência” e as habitações que estão a cair no Barreiro Velho.
Recordou, igualmente, que a situação de exploração de rendas em habitações, onde nem há casa de banho, no Bairro das Palmeiras.
Na sua intervenção interrogou se os Bombeiros e Policias não pagam bilhetes nos autocarros : Porquê os Padres pagam bilhete?
Alertou para os problemas de segurança na cidade, referindo que estão a “aumentar os assaltos”, e recordou que os escuteiros solicitaram à Câmara que fosse permitido utilizar o Moinho do Gim, de forma a ser rentabilizado aquele espaço que se encontra encerrado e, disse, havendo vontade de conceder a sua utilização, “até hoje não encontraram a chave”.

Escolas degradadas na freguesia

Liliete Correia, alertou para os problemas da limpeza urbana na Rua Miguel Pais e para o facto de aquela artéria ser, actualmente, uma via perigosa onde se circula em grande velocidade.
Vanda Vaz, referiu que “não existem Escolas do 1º Ciclo na freguesia do Barreiro” sublinhando a situação degradada das Escolas nº 1 e nº 2, para além de alertar para o estado de abandono e vandalismo das antiga Escola Mendonça Furtado.
Salientou que na Escola nº 1 já se registaram situações de infestações, primeiro de pulgas, depois de piolhos. Qual será a próxima? – interrogou.
Rosário Vaz, felicitou pela realização desta iniciativa, porque é importante que sejam promovidas práticas de envolvimento da população na gestão municipal, um factor que contribui para a existência de politicas de transparência.
Alertou para os problemas do Barreiro Velho, que “está degradado” e Bairro das Palmeiras, onde “há circulação em excesso de velocidade”.
Apelou para a recuperação do Largo Rompana e do Pátio dos Bichos.
Sublinhou que existindo um trabalho avançado de um Gabinete que foi criado para reabilitação urbana, seria importante que existisse “vontade política para que este trabalho não fique parado”.

Descargas poluem o Rio Tejo

Armando Teixeira, alertou para diversos problemas ambientais, a concretização da construção da ETAR, a necessidade de uma ETAR em Coina, a recolha bivalves no Rio Tejo, que é um problema de saúde pública, as descargas que continuam a poluir o rio, a actividade ruidosa no Porto Fluvial da Quimiparque, após a meia noite, a saída de sucata em caixa aberta, sem que sejam tomadas as precauções de segurança.
Alertou para a possibilidade de voltar de novo á ordem do dia a construção da ETRI no Barreiro, dado que o governo pretende avançar com a co-incineração na Arrábida.
E por fim, lançou o apelo para que não se aprove o Masterplan, sem que o mesmo seja discutido publicamente, alertando, ainda para que sejam tomadas medidas que impeçam os condicionalismo de trânsito, no centro da cidade, em sequência da construção do FORUM Barreiro.
João Fialho, alertou para o estado de abandono do Parque Catarina Eufémia.

Prosseguir Plano Estratégico

João Serpa, apelou a uma melhor qualidade na informação municipal, sugerindo uma melhor utilização das novas tecnologias, criticou a falta de carreiras dos TCB’s para Coina e Feira Nova, comentou aspectos sobre o concurso de ideias para o centro da cidade, acerca da sua evolução, alertou para os problemas resultantes das obras na Avenida Alfredo da Silva e expressou a sua satisfação estética pelos arranjos nos passeios.
Apelou à recuperação urgente da Escola Mendonça Furtado.
Por fim considerou que a visão estratégica que estava a ser implementada pela gestão socialista, quer na elaboração de um Plano Estratégico, quer na elaboração do Plano Municipal do Ambiente, deveriam ser vertentes de acção a desenvolver, motivando o debate com a população.

Pescadores estão abandonados

Octávio Alexandre, recordou os problemas do Barreiro Velho, onde cada vez há mais casas devolutas, a necessidade de existir maior fiscalização ás actividades nocturnas, sendo garantido policiamento, a importância de serem promovidas actividades que contribuam para reanimar a vida das colectividades.
Por fim, alertou, que no Barreiro velho começam a existir “gangs organizados”, pelo que é urgente que sejam tomadas medidas preventivas.
Recordou ainda que os pescadores do Barreiro são um grupo profissional - “que está ao abandono e que merecia ser apoiado”.

Um homem sério e honesto

Cabos Gonçalves, saudou Carlos Humberto pela sua vitória eleitoral, referindo que fez “uma campanha limpa e séria” e que sabe ser um homem “sério e honesto”, fazendo votos que “tenha êxito no seu mandato” porque o seu êxito será o êxito do Barreiro.
Sugeriu ao que a Câmara fizesse uma actualização do seu património porque a listagem que existe está “muito incompleta” e “muito desactualizada”, recordou a existência de um terreno na Rua Stara Zagora, que pode render à autarquia 90 mil contos.
Apelou no sentido da Câmara Municipal intervir de forma a ser “depositária dos bens do Clube 22 de Novembro”.
Sugeriu que fossem criadas condições para animação do espaço, junto à estátua Alfredo da Silva, onde os criadores barreirenses podem-se expor os seus trabalhos e seria animado centro da cidade com os criadores da terra.
Por fim salientou, “somos de forças políticas diferentes”, mas “somos ambos do Barreiro” e queremos o melhor para a nossa terra.

Barreiro emparedado e desumanizado

José Encarnação, começou por referir o significado desta iniciativa, sublinhando que “já nos fazia falta reunirmos desta forma”, na sua opinião este é um “caminho difícil” mas considerou que “é o mais sólido e que dá mais garantias de uma gestão participada” e a melhor forma de “evitar o autismo”.
Na sua intervenção teceu criticas ao projecto FORUM Barreiro, que classificou de “barbaridade”
José Caro Proença sublinhou que “renasci aqui hoje” e alertou para a situação do Barreiro Velho que está “emparedado e desumanizado”.
Carlos Campelo, alertou para a necessidade de serem construídas no Barreiro instalações hoteleiras de forma a que sejam criadas condições para que a cidade possa ter condições para a realização de grandes eventos.
Por outro lado, dado que existe um aumento de assaltos a estabelecimentos alertou para a necessidade de ser implementada a vídeo vigilância, no centro da cidade.
David Nunes, manifestou-se chocado com a situação do Barreiro Velho e apelou à preservação dos nichos históricos do concelho, nomeadamente a Quinta de S. Vicente, em Coina.

Autoridades demitem-se das responsabilidades

O munícipe Branco, morador no Barreiro Velho, onde diz que gosta de viver, alertou para a falta de sensibilidade que existe face a problemas sociais, e considerou que algumas situações que existem, na sua área de residência, são resultado de “diversas autoridades demitirem-se das suas responsabilidades”, apontando como exemplos a Policia, a Delegação de Saúde, a Câmara e os próprios habitantes.
Interrogou sobre a criação da Sociedade de Reabilitação Urbana se vai ou não avançar e se há verbas para apoiar a reabilitação urbana.
O munícipe Ramiro alertou para a situação existente no largo das Obras, onde há casas emparedadas que podiam servir ara pessoas que estão a dormir na rua, perguntou : Saiu algum decreto que diz quando uma casa fica vaga deve ser emparedada?
Isabel Marinho, apelou à realização de melhoramentos no Parque Catarina Eufémia, alertou para a falta de segurança e a finalizar sublinhou – “Não acabem com o edifício do Mercado Municipal”, na Avenida Alfredo da Silva, transformem-no, utilizem-no para actividades para idosos se crianças.

Barreiro perdeu 17 mil habitantes

Após as diversas intervenções, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, não pretendendo responder ao conjunto de problemas e questões colocadas, começou por referir que a dimensão dos problemas colocados dão uma visão da real dificuldades para a sua resolução.
“Pela dimensão dos problemas nem as verbas do mandato chegavam para resolver todos os problemas” – sublinhou.
“O Barreiro tem futuro e nós, todos juntos, vamos construir esse futuro” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Recordou que o Barreiro perdeu 17 mil habitantes e os seus principais pólos de emprego – “o nível do investimento no Barreiro é pequeno”.
Manifestou a vontade de resolver os problemas e apelou aos munícipes que mantivessem uma actividade critica, vigilante e de ajuda em relação ao executivo Municipal.
“È indispensável que cada um sinta que o que estamos a construir é nosso” – sublinhou.

Masterplan discussão pública

Carlos Humberto salientou que a situação financeira da autarquia é difícil e, como exemplo, referiu a divida à ADSE de 900 mil euros, com três anos.
Recordou que as dificuldades são grandes, “já vêem de trás” mas, é uma situação difícil.
O autarca sublinhou que o centro da actividade dos eleitos será servir o Barreiro – “o centro da nossa intervenção são os cidadãos do Barreiro, é o Barreiro.”
Neste contexto referiu que a participação “é uma questão nodal” porque “a participação é um acto de construção”, do “ponto de vista social é importante a participação” porque “ajuda a decidir melhor”.
Carlos Humberto assumiu o compromisso que o projecto de ideias para o “centro do Barreiro” e o “Masterplan” serão discutidos com a população.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que o principal problema do concelho é “o desenvolvimento económico” e o “emprego”.
Anunciou que os TCB’s, nas próximas semanas, vão voltar a circular na Avenida Alfredo da Silva e sobre a “Cidade do Cinema” referiu que são perspectivas de trabalho que estão em aberto.

Estudo Prévio de Áreas abandonadas

Carlos Humberto sublinhou que os problemas existentes nas Escolas Primárias, no concelho, são muito graves, recordou o grave problema da Quinta da Mina – “situação muito grave que não é aceitável”.
Divulgou a intenção de ser desenvolvido um Plano de Mobilidade e Circulação no concelho do Barreiro, evitando a proliferação de “mediadas avulso”, por outro lado, considerou ser necessário elaborar “Estudos Prévios” para “áreas abandonadas no Barreiro” com base no desenvolvimento de um “Plano Integrado”
Considerou essencial o apoio ao Movimento Associativo porque “presta um serviço impagável à população do concelho do Barreiro”.
A finalizar sublinhou que gerando “boas vontades, empenho, saberes” e, se puxarmos pelo saber “construímos o Barreiro do futuro”.
Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, encerrou os trabalhos, expressando a sua satisfação pela iniciativa, pela participação e pelo conjunto de problemas que foram equacionados, “muitos deles na devida altura a Junta foi alertando”.

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