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Perspectivas

Opções Participadas – VerderenaPlano Integrado de Intervenção nas zonas Ribeirinhas

. CMB - compromissos de 11 milhões de Euros para 2006

A elaboração de um “Plano Integrado de Intervenção nas zonas Ribeirinhas” foi um dos temas que o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro divulgou como uma das matérias a abordar nos “Fóruns de Participação” que irão ser dinamizados.

10 min de leitura
Opções Participadas – Verderena Plano Integrado de Intervenção nas zonas Ribeirinhas

Por Jornal Rostos

Alexandra Silvestre, Presidente da Junta de Freguesia da Verderena, apresentou a Mesa que coordenou os trabalhos onde, marcaram presença Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Joaquim Matias, as Vereadoras Regina Janeiro e Sofia Martins, assim como, pela primeira vez registou-se a presença do Vereador João Soares, eleito pelo Partido Socialista.
Alexandra Silvestre sublinhou que a realização das “Opções Participadas” visam promover a aproximação das populações e proporcionar um conhecimento dos problemas.

Uma gestão de proximidade

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu ser prazer estar na freguesia da Verderena e durante todo o dia ter estabelecido contacto com a população e instituições.
O autarca salientou que esta era a última reunião do ciclo de “Opções Participadas” que se insere nas actividades que serão desenvolvidas pelo Pelouro da Participação, Democracia e Cidadania, cuja perspectiva central será contribuir para “estarmos perto das pessoas”.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que é importante “conhecer os cantos à casa”
Neste dia realizou-se a primeira Reunião Pública de Câmara descentralizada, uma das iniciativas que irá ser desenvolvida, permitindo que o Presidente da Câmara e eleitos, durante todo o dia esteja na freguesia.
“Pretendemos fazer uma gestão de participação, uma gestão de proximidade, estar próximo dos cidadãos e dos ses problemas” – referiu.
Neste contexto divulgou que “todos os anos, antes da aprovação do Plano de Actividades e o Orçamento, promoveremos estas reuniões, de forma a que estas reuniões influenciem as decisões”.
“Estamos a elaborar o Orçamento de 2006 é essa a razão porque estamos aqui, para ouvir os problemas, as opiniões, avaliações criticas, descobrir os caminhos, as opções, os projectos” – salientou o autarca.
Carlos Humberto sublinhou que, nos últimos meses, no âmbito da campanha eleitoral, “fizemos muitos contactos”, através dos quais “conhecemos a realidade” mas “há sempre quem conheça melhor que nós aspectos dessa realidade”.

Promover “Fóruns de Participação”

“Esta é a nossa concepção de intervenção politica” que perspectiva a participação salientou Carlos Humberto, sublinhando que por essa razão para “acompanhar áreas específicas de intervenção” irão ser constituídos Conselhos e Comissões Municipais, serão dinamizados “Fóruns de Participação” temáticos.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou, como exemplo, que a proposta sobre a renovação do Centro do Barreiro, ou a eventual elaboração de um “Plano Integrado de Intervenção nas zonas Ribeirinhas” – “se tivermos condições de o fazer” – serão temas que motivarão a realização de “Fóruns de Participação”.

Compromissos de 11 milhões de Euros

“A elaboração do Plano e Orçamento deve ter em conta a participação da população” – foi sublinhado.
“Por mais disponibilidade que haja, nós nunca teremos capacidade de resolver todos os problemas. Vivemos momentos com problemas financeiros” – salientou Carlos Humberto, acrescentando que a Câmara Municipal do Barreiro tem compromissos financeiros para o próximo ano na ordem dos 11 milhões de Euros – “são mais que 11 mil”.
“O compro assumido muito grande limita a nossa capacidade financeira” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“Temos que partir do real, não criarmos a ilusão que respondemos a tudo e depois cumprimos pouco”- referiu a finalizar.

Bombeiros sempre postos à margem

O Vice Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, criticou o facto de a sua associação não ter sido convidada para participar em reunião com a Câmara Municipal do Barreiro, no âmbito das reuniões que durante o dia de visita à freguesia da Verderena, como aconteceu com outras associações.
Na sua opinião, quer no mandato de Pedro Canário, quer no mandato de Emídio Xavier – “os bombeiros sempre foram postos à margem”.
“Desde o 25 de Abril nunca houve reuniões com as associações de bombeiros para contemplar verbas para os bombeiros em Orçamento” – acrescentou o dirigente do Sul e Sueste.
A Presidente da Junta de Freguesia informou que assinou e dirigiu convite, lamenta que não tenha sido recebido.

Réplica de Moinho da Verderena

O munícipe Custódio recordou a situação existente nos logradouros das Pracetas D. Miguel e D. Carlos, onde existe um barracão desactivado há anos que causa problemas aos residentes.
Sugeriu que nos espaços envolventes ao Campo de treinos do Futebol Clube Barreirense fosse construída uma réplica do Moinho da Verderena.

Troncos de árvores na via pública

O munícipe Parreira, referiu os problemas dos esgotos na Rua Armindo Almeida, onde as tampas levantam e há inundações permanentes na via pública.
Alertou para os troncos que existem na via pública de árvores que foram cortadas, sublinhou que a Avenida Afonso Henriques está esburacada e a finalizar apelou para uma intervenção no Parque Infantil na Rua Júlio Dinis – “nas condições em que está não atrai as crianças”.

Apoio a visitas de estudo

A munícipe Patricia sugeriu a renovação do pavimento da Rua 20 de Abril, porque tem muitos declives e buracos.
Considerou necessário fazer um apelo ao civismo das pessoas, a propósito dos muitos dejectos de cães que invadem a via pública.
Questionou sobre as verbas que são atribuídas às Escolas do Ensino Básico, no apoio a visitas de estudo.

Pontão que não serve o remo

Alvaro Branco, referiu o pontão que foi inaugurado “à porta das eleições” que pelas suas características “não serve para o remo” e, sugeriu que fossem tomadas medidas de forma a que o mesmo pudesse servir os praticantes desta modalidade – “não falaram com ninguém”.

Excesso de velocidade na Avenida Bocage

José Oliveira, referiu que na Praceta Sebastião da Gama existe um “labirinto que é um local de abrigo” apelando para que o mesmo fosse destruído, por outro lado, recordou que na Avenida do Bocage, as passadeiras estão mal iluminadas e alertou para os excessos de velocidade naquela artéria.

Carros abandonados na freguesia

O munícipe Florêncio teceu comentários sobre as dívidas da Câmara, nomeadamente sobre o comunicado do Partido Socialista sobre esta matéria.
Alertou no sentido de serem tomadas medidas tendo em vista a recolha dos muitos carros abandonados que existem na freguesia.

Aproveitar a zona ribeirinha

Luís Santos apelou a uma intervenção no Polivalente da Quinta Grande – “que se faça alguma coisa”.
António Aires apelou a uma intervenção no Parque Infantil na Avenida D. João I, sublinhando que poderia haver um bom aproveitamento daquele espaço.
Um munícipe não identificado apelou ao aproveitamento das potencialidades da zona ribeirinha da freguesia – “a nossa marginal deveria ser aproveitada” e lançou o repto no sentido de se promover a recuperação do exterior dos edifícios degradados.

Criação de Grupos de Primeira Intervenção

A munícipe Patricia alertou para existência de esgotos a céu aberto perto do rio, criticou que a autarquia atribua subsídios para o Carnaval do associativismo e que não apoie o Carnaval das escolas, a finalizar, alertou apara inexistência de iluminação na Praceta da Verderena.
O Comandante dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste lançou o apelo para que, no concelho do Barreiro, fossem criados Grupos de Primeira Intervenção – “o Barreiro é dos poucos concelhos que não tem GPI”.

Recuperação de Logradouros uma prioridade

Joaquim Matias, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, considerou que é necessário estabelecer um Plano de recuperação dos logradouros, talvez – “um por ano, por freguesia”.
Reconheceu que esta é uma prioridade, mas acrescentou que “a recuperação dos logradouros é muito cara”, acrescentou que numa primeira fase poderão ser tomadas medidas de limpeza.
O autarca concordou que existe muita indisciplina no trânsito no concelho do Barreiro – “é preocupante, gerou-se uma cultura que não é aceitável.”
Perspectivou a necessidade de serem promovidas campanhas de sensibilização : uma com o objectivo de evitar que os animais continuem a espalhar os dejectos na via pública, outra sobre para evitar as formas desordenadas de estacionamento.
Joaquim Matias, considerou a necessidade de ser elaborado um Plano de Mobilidade na cidade, que deverá ser objecto de uma discussão pública.

Visita com técnicos à freguesia

A Vereadora Sofia Martins recordou que viveu muitos anos na freguesia da Verderena, onde proliferam logradouros de terra batida, uma herança dos anos 60.
Sublinhou que “há logradouros para os quais há projecto feito” mas faltam as verbas.
Sobre Higiene Urbana recordou que há muita falta de civismo, sobre questões de saneamento referidas por munícipes, salientou que são assuntos que irão ser objecto de estudo.
Agradeceu os contributos dados e divulgou que, sempre que existam problemas poderão ser estabelecidos contactos directos no seu dia de atendimento público às 3ª feiras.
Informou que está agendada uma visita à freguesia da Verderena, com a Junta de Freguesia e técnicos da Câmara Municipal, para fazer um levantamento das situações.

Actualizar Planos de Emergência de Escolas

O Vereador João Soares informou os representantes do Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste que brevemente vai ser agendada uma reunião de trabalho, até porque é necessário proceder-se à actualização dos Planos de Emergência de Escola.
“È preciso resolver o problema do deficit que possa existir em relação aos Bombeiros” –acrescentou.
Sobre o trânsito no concelho do Barreiro considerou que será necessário que seja desenvolvido um “trabalho integrado” entre diversos serviços da autarquia e outras entidades.
Salientou, ainda, que está ser desenvolvido um estudo no sentido de se identificarem as “zonas negras” do concelho, de forma a serem tomadas medidas.

Motivar trabalhadores da autarquia

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por sublinhar que os problemas que foram colocados são um contributo para a estratégia que a autarquia pretende desenvolver – “queremos construir um Barreiro de participação”.
Informou que já foi feita reunião com as Juntas de Freguesia tendo em vista analisar a descentralização.
Carlos Humberto salientou que “a gestão da cidade e dos problemas da cidade, tem que ser vista como um todo e forma articulada” agindo e intervindo em todas as áreas da cultura ao urbanismo.
A realização das “Opções Participadas” permitiram “ter a consciência da dimensão dos problemas”, sendo necessário dar respostas de acordo com as possibilidades e definindo prioridades.
Considerou que na autarquia é necessário promover uma pedagogia de servir as pessoas, incentivando e motivando os trabalhadores.

Procurar resolver os problemas

Recordou que a situação financeira é preocupante, referindo que na próxima reunião da Assembleia Municipal do Barreiro será prestada “uma informação sustentada”, acrescentou que a divida à ADSE, de “actos médicos” não é de 900 mil euros, como tem referido mas sim de 1 milhão e 87 mil euros.
Esclareceu a disponibilidade da Câmara de apoiar o movimento associativo e o apoio que é atribuído às escolas no que diz respeito a visitas de estudo.
A finalizar salientou que a linha de orientação da Câmara é – “procurar resolver os problemas que nos colocam, responder se possível resolvendo”.
Salientou a riqueza das “Opções Participadas”, porque – “estamos em melhores condições para gerir a Câmara” e, expressou a sua angústia, ao pensar – “como dar resposta a tantos problemas”.

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