Hospitais em Setúbal“Não é necessário construir outros equipamentos, há antes que requalificar os que já existem”
Por Jornal Rostos
A Ordem dos Médicos de Setúbal, em co-organização com a autarquia do Barreiro, levou a cabo no Fórum Augusto Cabrita, um encontro-palestra, subordinado ao tema “Infra-estruturas da Saúde em Setúbal – O caso dos hospitais de Setúbal”.
Qualificar em vez de construir
O orador da noite foi o professor Constantino Sakellarides, que discorreu acerca da situação dos hospitais nacionais e em particular os casos do distrito de Setúbal.
A questão da construção de um novo hospital na margem sul, a ser instalado no Seixal, foi colocada, tendo Constantino Sakellarides defendido que “não é necessário construir outros equipamentos, há antes que requalificar os que já existem. Temos a mentalidade dos países sub-desenvolvidos que se interessam mais pela construção do que pela qualificação. Os países menos desenvolvidos consideram que o salto para o seu desenvovimento está na consecutiva construção de equipamentos, porque isso é o que depois pode ser mostrado à população. No entanto, os países mais desenvolvidos avançam qualificando e reorganizando as suas estruturas.
Portugal continua também a investir pouco ao nível dos acessos para os hospitais, provocando problemas de mobilidade, principalmente tendo em conta que a maioria dos hospitais são construídos junto a áreas de grande afluxo de população.”
È necessário mudar
As principais conclusões deste encontro apontam para uma necessidade de mudar as tradições actuais, qualificando os serviços e inovando, sem necessariamente construir, priviligiando os objectivos e depois as funções. Há que planear redes de infra-estruturas para inserir os hospitais, aumentando também a dinâmica de parcerias entre o sector público e o privado, alterando a actual tendência de serem os hospitais a procurar as parecerias, para serem as possíveis parceria, que podem inclusivé ser em países estrangeiros, a procurar os hospitais.
Jorge Espírito Santo, médico oncologista do Hospital do Barreiro e um dos oradores da sessão, referiu ainda que “não necessitamos de um novo hospital na margem sul, mas precisamos de colocar as estruturas que existem a funcionar em rede”.
Maria do Carmo Torres













