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Perspectivas

Rotary Clube do BarreiroNa Quimiparque poderão vir a trabalhar 30 mil pessoas

O desenvolvimento do “Projecto Cidade do Cinema”, a valorização de uma “Plataforma Industrial” que receba indústrias de ponta do século XXI, a preservação da memória industrial e o desenvolvimento de uma nova centralidade do Barreiro, abrindo a cidade ao rio, foram as ideias força do “conceito” de desenvolvimento do Quimiparque, apresentado pelo Arquitecto Miguel Correia, no decorrer de uma palestra realizada no Rotary Clube do Barreiro.

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Rotary Clube do Barreiro Na Quimiparque poderão vir a trabalhar 30 mil pessoas

Por Jornal Rostos

Nesta sessão para além de Miguel Correia, responsável pelo “modelo” de desenvolvimento da Quimiparque, esteve presente o Engenheiro Luís Tavares, Responsável da Quimiparque; Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e Joaquim Matias, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e Vereador do Planeamento e Gestão Urbanística.
Carlos Vaz, Presidente do Rotary Clube do Barreiro, abriu a sessão sublinhando aspectos da história do movimento rotário e o facto de estarem a ser comemorados os oitenta anos da fundação do 1º clube Rotary em Portugal.

Nova centralidade do Barreiro

O Arquitecto Miguel Correia, do Gabinete “Ideias de Futurto”, responsável pelo “Masterplan” do Quimiparque, foi o prelector convidado, esta semana do Rotary Clube do Barreiro.
Miguel Correia apresentou as “ideias de futuro” para a zona da Quimiparque, onde referiu existe uma zona ribeirinha e um “território com características única na Área Metropolitana de Lisboa” e “com estas características e densidade” talvez seja zona única na Europa.
Na sua intervenção salientou que existe naquela área uma zona, na antiga Zona dos Adubos, com “vocação urbana” e para a qual se pode expandir a “nova centralidade do Barreiro”.

Parque Temático Multimédia

Miguel Correia referiu que deve ser preservado o antigo Bairro Operário.
Na sua intervenção salientou que, no conjunto de ideias que existem para a Quimiparque, a importância do desenvolvimento de um “Parque Temático Multimédia”, sublinhando que existem “indústrias multimédia interessadas em vir para o Barreiro”,
Na sua opinião o desenvolvimento da área da Quimiparque “só terá futuro se criar emprego” e neste contexto se insere o projecto da “Cidade do Cinema”, sobre o qual estão em curso contactos e os interessados em dinamizar o projecto já visitaram a Quimiparque.

Manter a Plataforma Industrial

O responsável pelo projecto urbanístico do Quimiparque salientou a importância do projecto contemplar uma área de serviços, habitação e restauração que contribua para aproximar a cidade do rio e ligar o tecido urbano da cidade à Quimiparque, para além de nesta área virem a ser construídos “edifícios de referência”.
Referiu, igualmente, que no projecto será mantida uma plataforma industrial, que existe actualmente (FISIPE; CPPE, LBC Tanquipor, ADP) mas que poderá ser ampliada e receber novas indústrias, nomeadamente indústrias na área da energia – “indústrias de hidrogénio” e na vertente da denominada “nova economia do Oceano”.

Indústrias de ponta do Século XXI

“Será importante ter no Barreiro as indústrias de ponta do século XXI” – sublinhou Miguel Correia.
Segundo salientou o responsável pelo projecto urbanístico da Quimiparque, naquela zona poderão vir a trabalhar 30 mil pessoas, prevendo-se que cerca de 20 mil possam exercer a sua actividade profissional no Barreiro e entre estes 15 mil passem a residir naquela nova área urbana.
Na sua intervenção salientou que estão a ser, em simultâneo, com o desenvolvimento do projecto, os necessários “estudos de tráfego”, assim como os processos de “descontaminação dos solos” e perspectivar a “valorização da frente do rio”.

Projecto de interesse nacional

“O projecto só será uma realidade se todos contribuírem”, desde a Câmara Municipal do Barreiro, a Quimiparque e o Governo, porque este projecto, nas suas diferentes componentes tem que ser concretizado como um “projecto de interesse nacional”, salientou Miguel Correia, acrescentando que – “o futuro passa por plano audacioso”.
Miguel Correia referiu, igualmente que, na zona da Quimiparque “não pode ser perdida a memória industrial”.

Um processo de participação

O responsável pelo Masterplan referiu que, há 15 anos que acompanha este projecto, ao longo dos quais, tem dialogado com diversos governos, de diferentes opções políticas, assim como com autarcas diferentes opções, da parte dos governos tem encontrado abertura e da parte dos autarcas também tem registado um diálogo positivo.
Na sua opinião o importante “é gostar do Barreiro e que o Barreiro tenha futuro” e isto “não tem a ver com cores políticas”, salientou Miguel Correia.
Referiu. Igualmente, que aquilo que possa vir a ser concretizado na Quimiparque só pode ter sucesso se for “feito de forma participada”, tem que ser “um processo de participação”, que conte com “a participação da população”, obtendo-se consensos em torno do “conceito”, porque, sublinhou, “é um factor decisivo chegar a um consenso sobre o conceito”.

Só terá futuro se criar emprego

O facto de, o território da Quimiparque “não pertencer a um privado” e ser do Estado impõe ao Estado obrigações, pelo que, na opinião de Miguel Correia, não é aceitável que o Estado funcione como especulador imobiliário, sendo fundamental que se perspective o “desenvolvimento social”.
Referiu que poderá ser “mais apetecível construir habitação”, no entanto, na sua opinião, é fundamental de desenvolver um “projecto estruturado” e tal “só terá futuro se criar emprego”, sendo este o caminho para que na Quimiparque se desenvolva um projecto sustentado e sustentável, tendo como conceito de desenvolvimento um modelo de desenvolvimento urbano de proximidade.
“Não podemos perder as boas oportunidades”- referiu Miguel Correia, sublinhando que é importante que “o Barreiro não seja mais uma vez adiado”.

Há uma base de entendimento e de acordo –

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que um dos principais problemas do Barreiro “é económico e o desemprego”, referiu que o concelho perdeu, nos dois últimos censos 18 mil habitantes, e que, na sua opinião “estamos a viver dos piores momentos da vida do concelho do Barreiro”.
Na sua intervenção salientou que temos no concelho “uma pedra preciosa” que é a Quimiparque, onde existe a vantagem de “ter um único dono” e na sua opinião “o pior que nos pode acontecer é avidez”.
O Presidente da Câmara salientou que “é preciso ter um bom senso e andar muito depressa” sublinhando que a Quimiparque é um problema e um valor para o concelho do Barreiro, referindo que partindo desta visão integral, é importante “mais que um projecto urbanístico” é existir “uma ideia para a Quimiparque” esperando que existam “dentro de dois anos decisões tomadas”.
“Há uma base de entendimento e de acordo” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Carlos Humberto referiu, igualmente, que para serem tomadas decisões existem algumas matérias que são essenciais conhecer, nomeadamente se a nova travessia do Tejo é apenas ferroviária, ou se é ferro-rodoviária; saber se o Metro Sul do Tejo chega ao Barreiro, ou se fica por Almada; ter uma ideia sobre o futuro do Pólo Ferroviário no Barreiro, entre outras matérias, e, ainda, recordou que para instalação da Cidade do Cinema, os promotores do projecto solicitam a oferta, na Quimiparque de uma área de 30 Ha.

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