MontijoHelicóptero Merlin já voa sobre Portugal
Teve oficialmente início a actividade operacional do helicóptero EH-101 Merlin, com uma cerimónia que decorreu na Base Aérea do Montijo, que "rostos" acompanhou.
Por Jornal Rostos
A Força Aérea Portuguesa conta a partir de hoje com mais equipamento.
Teve oficialmente início a actividade operacional do helicóptero EH-101 Merlin, com uma cerimónia que decorreu na Base Aérea do Montijo, e que contou com as presenças do Chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel José Taveira, do Ministro da Defesa, Luís Amado e do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva.
Luís Amado considerou o início de actividade deste equipamento como “uma garantia da preparação permanente das Forças Armadas para atingir os objectivos de segurança e defesa do nosso país, que tem uma natureza específica e uma zona marítima muito extensa, permitindo assim ultrapassar as condicionantes que a Força Aérea tinha com o equipamento anterior”.
Modernização das Forças Armadas
Interrogado acerca de se tomaria a mesma decisão sobre a compra deste equipamento, uma opção do anterior Governo, Luís Amado disse não comentar, rementendo antes o seu discurso para a necessidade da modernização das Forças Armadas. “A modernização é uma prioridade do Governo e o processo de reequipamento é um dos vectores da modernização das Forças Armadas. Damos igual prioridade ao vector da modernização que se prende com a reorganização do modelo de gestão e estruturação das Forças Armadas. A transformação do exército e de outros ramos das Forças Armadas, há necessidade de requalificar todas as infra-estutruras e realizar uma adequação dos quadros à nova realidade de funções exigidas. O Governo irá dar toda a atenção ao projecto de reequipamento, que terá continuidade.”
A modernização das Forças Armadas irá passar por “uma Lei da Programação Militar, já em condições de ser aprovada pelo Governo durante as próximas semanas, garantindo uma nova perspectiva relativamente ao ciclo de modernização. Simultaneamente estamos a trabalhar na Lei da Programação de Infra-estruturas, e todo o processo de reestruturação e reorganização do modelo das Forças Armadas será objecto de iniciativas legislativas a muito curto prazo.
Pescadores mais seguros
O Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva, referiu que “o helicóptero representa a peça que faltava na vigilância e controlo das políticas de pescas. Isto vem provar que temos a mais moderna capacidade de realizar os controlos necessários. Alguns parceiros comerciais colocam em dúvida a nossa capacidade de controlo e vigilância sobre as nossas águas e este equipamento vem provar o contrário. Podemos também garantir maior segurança aos pescadores portugueses uma vez que o raio de alcance do EH-101 é mais elevado.”
Em relação ao futuro dos modelos Puma, agora substituídos, o ministro referiu que “a curto prazo haverá uma decisão quanto ao futuro dos Puma, que será efectuada no quadro da apreciação que está a ser feita em conjunto com outros sectores do Governo, no sentido de integra-los em acções na Protecção Civil”.
No ar
Mas a palavra final deve ser sempre de quem voa com estes equipamentos, como é o caso do Comandante da Esquadra 751, Helder Cardoso. “Portugal fica com uma aeronave muito bem apetrechada em termos de tecnologia de ponta para o cumprimento das missões, uma vez que acresce o raio de acção e a capacidade de transporte de vítimas, permitindo-nos fazer aquilo para que aqui estamos: salvar vidas.”
De relance
O EH-101 tem um raio de acção de 400 milhas náuticas (720 km), o dobro das 200 milhas náuticas possibilitadas pelos Puma, está equipado com três motores, Rolls-Royce RTM 322, com uma potência à descolagem de 2 270 cavalos, uma velocidade de cruzeiro de 150 nós (270 km/h).
Está ainda equipado com um radar com funções de localização e monitorização de alvos de superfície, de mapeamento do território e de metereologia, essenciais para as missões de busca e salvamento, e dotado de sensores electro-ópticos capazes de captar imagens no espectro do visível e do infra-vermelho.
Em operações de salvamento pode transportar até 16 macas e na configuração de transporte aéreo geral, comporta trinta passageiros.
Maria do Carmo Torres













