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Perspectivas

No BarreiroCombate à pobreza e exclusão social no concelho

A 7ª reunião Plenária do Conselho Local de Acção do Barreiro decorreu, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, no decorrer da qual os parceiros discutiram e aprovaram, por unanimidade, Plano de Acção para o triénio 2006-2008.

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No Barreiro Combate à pobreza e exclusão social no concelho

Por Jornal Rostos

A dirigir o Plenário esteve Armando Gomes, do Secretariado Técnico da Rede Social. Na mesa estiveram o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, Maria João Santa Maria, do Secretariado Técnico da Rede Social, Maria Adelaide Garcia, Coordenadora do Serviço de Acção Social do Barreiro e Hélder Costa, da Organização Local de Educação e Formação de Adultos.

Um processo contínuo e dinâmico de partilha

“Um processo contínuo e dinâmico de partilha, de construção colectiva, para melhorar a nossa estratégia e intervenção”, é como o Presidente Carlos Humberto de Carvalho define o documento aprovado.
Segundo o autarca, o que se pretende com este trabalho “é integrar medidas, projectos, acções, vontades dispersas num projecto concertado no combate aos problemas de pobreza e exclusão social. É necessário todos nós termos uma visão crítica para transformar os projectos em recursos e em factores de desenvolvimento da nossa terra”. A questão central que se coloca à Câmara Municipal é, segundo o Presidente, “a resolução dos problemas das pessoas. “É ir ao encontro dos anseios e das carências de cada um dos cidadãos”.

Desenvolvimento sustentado para o nosso concelho

O autarca define o CLASB como um fórum que “tem objectivos definidos de construção colectiva, de juntar vontades, conhecimentos e experiências”. Apesar dos vários pontos de partida diferenciados, “é possível termos um ponto de chegada que é comum: construir condições para o desenvolvimento sustentado para o nosso concelho”.

Segundo o autarca, neste século é preciso caridade e solidariedade e apesar de considerar que a primeira é importante, opta pela solidariedade, pois considera que “as questões de carácter social atingem grandes dimensões que exigem respostas articuladas e coordenadas". O edil tem a consciência das limitações, pois “por muito esforço que fazemos não é possível resolver os nossos problemas sociais". Recordou a situação que o país atravessa, com inúmeros problemas sociais e não esqueceu o problema do desemprego do concelho do Barreiro.

Enquadrar a operacionalidade da acção da Rede Social

Refira-se que o Plano de Desenvolvimento Social, aprovado na reunião anterior, materializa-se, de forma faseada através do Plano de Acção. Este último pauta-se por objectivos realistas, contribuindo para o aumento das respostas sociais adequadas à necessidade do concelho. Deste modo, foram solicitados, numa primeira fase, projectos e acções a desenvolver nos próximos três anos. Depois, numa segunda fase, em reuniões de grupos de trabalho, procurou-se enquadrar a operacionalidade da acção da Rede Social na vigência do Plano. O documento dá a possibilidade de desenvolver a participação dos cidadãos e dos vários parceiros, bem como o acesso a candidaturas a fundos e programas.
A avaliação será permanente, prevendo-se a realização de seis relatórios semestrais de avaliação do Plano de Desenvolvimento Social do Concelho/Plano de Acção, até 2008.

Rede Social do Barreiro é constituída por 66 parceiros

Recorde-se que, neste momento, a Rede Social do Barreiro é constituída por 66 parceiros, entre os quais autarquias, associações, escolas, colectividades e entidades públicas e privadas. Recentemente, aderiram novas instituições, nomeadamente, o Agrupamento Vertical de Escolas Padre Abílio Mendes, a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense “Os Penicheiros”, a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de Setúbal (APPDA Setúbal) e a VitaCaminho – Associação para o Desenvolvimento Pessoal e Social.

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