Barreiro“É necessário alargar e aprofundar a solidariedade”
- referiu Carlos Humberto, no Rotary
“O século XX não tinha sido a mesma coisa sem o rotary” – sublinhou o Governador do Distrito 1960.

Por Jornal Rostos
A reunião do Rotary Clube do Barreiro realizou-se no Restaurante “Acordeon”, contando com a presença de nove Presidentes de clubes rotários Lisboa, Almada, Setúbal-Sado, Seixal, Montijo, Moita, Amadora, Sesimbra e Almada.
Rocha Abreu, do Rotary Clube do Seixal, clube padrinho do Rotary Clube do Barreiro, sublinhou que o “Barreiro sabe cultivar a amizade” e apelou à participação do Encontro de ONG’s que vai realizar-se no Seixal, no dia 4 de Março, tendo como tema a acção que diversas organizações promovem na área da Saúde.
Alargar e aprofundar a ideia de amizade
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, agradeceu a simpatia que o clube rotário expressa sempre que o recebe nas suas iniciativas e sublinhou que é necessário partilhar a ideia de amizade, solidariedade e companheirismo na sociedade actual marcada por “tantas angústias”.
Na sua intervenção referiu que “é necessário alargar e aprofundar a ideia de amizade e solidariedade”, motivando a participação na resolução de problemas comuns.
“Dar de si, antes de pensar em si é uma ideia que vale a pena sublinhar” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Estabelecer pontes e ultrapassar preconceitos,
Carlos Vaz, Presidente do Rotary Clube do Barreiro, recordou evocando palavras da “Profissional do Ano”, Maria Fernanda Afonso, que “entre as várias perspectivas que a ONU tem adoptado para tentar definir os desafios da conjuntura que ameaçam a paz é o projecto intitulado «Aliança das Civilizações» cuja intenção é mobilizar a comunidade internacional no sentido de estabelecer pontes e ultrapassar preconceitos, erros de visão e crispação que levem à ruptura e ao uso da força militar, este projecto não omite que o mais recente desafio diz respeito à compreensão, respeito e soberania entre ocidentais e orientais, entre as diversas religiões, entre as diversas liberdades”.
O espírito rotário é uma arte
Salientou Carlos Vaz, que”o saber gera riqueza, esbate diferenças sociais, alarga horizontes do pensamento, permite desenvolver a justiça, a tolerância e a fraternidade entre os homens” acrescentando que o movimento rotário tem derrubado fronteiras entre sociedades, “esbatendo a noção de estrangeiro, aproximando homens de latitudes diferentes, instituindo um mundo aberto, procurando o respeito recíproco das diferenças”.
A finalizar sublinhou que “o espírito rotário é uma arte e como arte, digo-vos que a grande arte da vida é fazer da vida uma obra de arte”.
O mundo de hoje precisa do rotary
José Manuel Pereira, Governador do Distrito 1960, na sua intervenção começou por colocar perguntas : “Vale a pena sermos hoje rotários? Tem alguma importância ser rotary? Vale a pena gastar tempo da nossa família para sermos rotary?” O ódio existe ou é a falta de amor?”
Recordou que o movimento rotary ao nível mundial, entre juniores e seniores, atinge 2 milhões de membros.
Na sua opinião a “o mundo de hoje precisa do rotary”, acrescentando que a “dimensão do rotary mede-se pelo que fazemos à nossa porta”, sendo essencial que os rotários façam “pontes de cultura” e sejam promotores de “relações de afectos”.
Dinâmica de globalização e dinâmica de exclusão
O Governador do Distrito 1960, recordou a visita que fez a Goa e sublinhou que não se conforma “com a frieza de relações que existe entre Portugal e Goa”, onde os portugueses criaram a primeira Universidade de Medicina, no Oriente.
José Manuel Pereira, salientou que no mundo actual há “uma dinâmica de globalização” mas também existe “uma dinâmica de exclusão”.
Neste mundo os rotários devem ser líderes, devem estar disponíveis para dar, não só em ajudas matérias, mas também em ajudas de afectos.
Na sua intervenção sublinhou que o rotary deve “mostrar caminhos” de forma a que, aqueles que sigam esses caminhos, “devem seguir-nos não pelas palavras, mas pelos gestos”.
“O companheirismo é um meio para a acção. Servir, mais que um dever é um privilégio que nós temos, nós que não o fazemos de forma compulsiva, mas de modo voluntário” – acrescentou o Governador do Distrito 1960.
Na base da criação da ONU
A finalizar a sua intervenção, recordou que o movimento rotário esteve na base da criação da ONU e deu um contributo essencial na criação da UNICEF.
“O século XX não tinha sido a mesma coisa sem o rotary” – sublinhou o Governador do Distrito 1960.
“Ser rotário é uma oportunidade de ser feliz, ser mais feliz” – salientou ao encerrar a sua intervenção.













