I Jornada Concelhia“Prevenção do (sobre)endividamento”
“Está institucionalizado o consumismo”
referiu Patricia Gomes da FENACOOP

Por Jornal Rostos
A I Jornada Concelhia sobre a Prevenção do (sobre)endividamento, realizou-se no Auditório da Junta de Freguesia da Verderena, uma iniciactiva promovida pela Câmara Municipal do Barreiro, através do Centro de Informação Autárquico ao Consumidor (CIAC), a Junta de Freguesia da Verderena e a FENACOOP (Federação Nacional das Cooperativas de Consumidores).
A I Jornada Concelhia sobre a Prevenção do (sobre)endividamento, teve como objectivo acompanhar os núcleos “medidores/controladores” e investir na formação e informação ao consumidor.
O programa decorreu em dois painéis. O primeiro foi encerrado à população, enquanto o segundo abriu as portas a todos os interessados.
Painel aberto à população
No II PAINEL, aberto à População, foram tratados diversos temas, nomeadamente : “O crédito ao consumo e o (sobre)endividamento do consumidor” a “ A Informação, a Publicidade, os Contratos e as Garantias” e ainda “O Incumprimento e a incapacidade de poupança”.
Foi, igualmente, apresentado pela FENACOOP, o projecto “GERIR O ORÇAMENTO SEM DERRAPAR”.
Sandro Maia Leão, Jurista do CIAC, falou sobre “ A Informação, a Publicidade, os Contratos e as Garantias”, alertando para a importância de os consumidores lerem atentamente os contratos e exigirem a sua alteração caso não concordem com as normas explicitadas.
Está institucionalizado o consumismo
Patricia Gomes, do GACOOP – Grupo de Defesa do Consumidor da FENACOOP, Federação Portuguesa das Cooperativas dos Consumidores, alertou para os perigos resultantes da “democratização do crédito”.
“Está institucionalizado o consumismo na nossa sociedade. Deixou de haver uma cultura de poupança” – sublinhou Patricia Gomes.
São várias as causas que conduzem os consumidores ao incumprimento referiu Patricia Gomes, destacando particularmente a elevada taxa de desemprego e a “precarização do emprego”.
Nunca assumir compromissos acima dos 40%
O consumidor nunca deveria assumir compromissos acima de 40% dos seus rendimentos, sublinhou Patricia Gomes.
Na sua intervenção recordou que o não cumprimento, para os portugueses “é motivo de vergonha” e alertou que, os concumidores, perante dificuldades, deveriam contactar as instituições de crédito, porque estas “acolhem as pessoas que vão de boa fé” até porque “preferem evitar litígios juridicos”.
Cidadão informado e activo
A finalizar apelou aos consumidores para que participem e se organizem em associações de consumidores, porque esta é a “forma de fazerem ouvir as suas vozes”.
Um consumidor deve ser um cidadão informado porque “quanto mais informados, mais poderão participar e serem cidadãos activos”.













