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Perspectivas

Assembleia Municipal do Barreiro (II)As Oficinas de apoio ao TGV podem vir para o Barreiro

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, uma recomendação do BE e uma moção do PCP/CDU animaram o debate sobre a necessidade de manter e desenvolver o pólo ferroviário no Barreiro.
As Oficinas de apoio ao TGV podem vir para o Barreiro, mas não no local onde actualmente funcionam as Oficinas da EMEF segundo referiu Isidro Heitor, deputado do Partido Socialista, na Assembleia Municipal do Barreiro.

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Assembleia Municipal do Barreiro (II) As Oficinas de apoio ao TGV podem vir para o Barreiro

Por Jornal Rostos

Na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro duas moções colocaram em debate a importância de ser mantido e desenvolvido pólo ferroviário do Barreiro.
Humberto Candeias, do Bloco de Esquerda, apresentou uma recomendação onde salienta o estado de “abandono do Caminho de Ferro” no Barreiro, refere que “o património continua a delapidar-se por vandalismo”.
Humberto Candeias, na recomendação do BE, sublinha que o Barreiro foi “o mais importante pólo ferroviário do país” e, por essa razão, considera que o seu abandono “constitui um crime à nossa identidade”.

CMB invista num estudo prospectivo

Na recomendação apresentada por Humberto Candeias ( a cujo conteúdo integral não tivemos acesso), sugere-se que a Câmara Municipal do Barreiro “invista num estudo prospectivo do transporte ferroviário” e na elaboração de propostas que fundamentem “a vantagem de manter o pólo ferroviário no Barreiro” e sublinha que este estudo permitiria a “clarificação do pólo ferroviário” no Barreiro.
Na recomendação do Bloco de Esquerda, que foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal, sugere-se a classificação do património ferroviário do Barreiro, como de “interesse público e nacional”.

Abertura de travessia pedonal na Recosta

Outra moção apresentada na reunião da Assembleia Municipal sobre o pólo ferroviário do Barreiro, foi proposta pelo PCP/CDU,
na qual se exige “o integral cumprimento, por parte do Governo e da CP, do que vem sendo prometido há sete anos sobre a electrificação na totalidade da linha do Sado e a manutenção de comboios entre o Barreiro e Praias do Sado”.
Frederico Pereira, referiu no texto da moção do PCP/CDU, que “a CP suspenda imediatamente a alteração dos horários dos comboios entre o Barreiro e Pinhal Novo, que pretende fazer no breve prazo”.
Na sua intervenção, Frederico Pereira exigiu”a manutenção dos postos de trabalho e a modernização das actuais oficinas da EMEF, tendo em conta as novas realidades e o aproveitamento das novas oportunidades decorrentes da electrificação da linha e da implementação do TGV”, assim como “exigir à REFER, a abertura de uma travessia pedonal da linha-férrea, ao nível da mesma, entre a Rua da Recosta e a Rua Miguel Pais.”
Por outro lado, na moção apresentada pelo PCP/CDU exige-se a “criação de um núcleo museológico ferroviário, no Barreiro, que tenha em conta a história e a identidade do Concelho e que permita o aproveitamento de saberes e do enorme acervo de materiais existentes”.

Moção da CDU está 30 anos atrasada

Isidro Heitor, PS, manifestou a sua concordância com a recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda que referiu “está correcta”.
No que diz respeito à moção apresentada pela CDU salientou que a mesma “peca por graves falhas” e salientou que “a moção da CDU está 30 anos atrasada”.
Sublinhou Isidro Heitor que já existe uma Secção Museológica em Estremoz, para onde terá sido enviado muito material do Barreiro, “quando havia material, hoje não há material”.
Referiu que essa Secção Museológica foi criada por que foi “acarinhada por algumas autarquias”.

Oficinas TGV no Barreiro

Acerca do futuro das Oficinas da EMEF, Isidro Heitor, salientou a importância das novas tecnologias e que é possível que as Oficinas de apoio ao TGV possam vir para o Barreiro – “podemos ter as Oficinas não naquele local”, sublinhou o deputado municipal do Partido Socialista.
Acerca da exigência da passagem pedonal na Rua da Recosta, Isidro Heitor, referiu que também a passagem desnivelada na Rua Miguel Bombarda é “insalubre” e não serve a população.

Isidro Heitor, sublinhou ainda que a electrificação da Linha do Sado referida na moção do PCP/CDU está contemplada em PIDDAC.

Estudos não é competência da CMB

Frederico Pereira, PCP/CDU salientou que no essencial estava de acordo com o espírito da recomendação apresentada pelo Bloco de Esquerda sobre o pólo ferroviário, com posições que “considera justas” nos seus considerandos.
No entanto, referiu que quando na recomendação se concretizam resoluções, nomeadamente que a Câmara Municipal do Barreiro seja a entidade a investir em estudos, Frederico Pereira, sublinhou que tal “não é função, nem competência da CMB”.
Segundo Frederico Pereira, na recomendação “está um diagnóstico bem feito”, mas falta “dizer quem conduziu a esta situação” que na sua opinião não foi a Câmara Municipal do Barreiro, nem o actual executivo, nem outros anteriores.

Sobre a existência de um Museu no Entroncamento ou noutro local, Frederico Pereira, sublinhou que “o Barreiro tem história ferroviária que faz parte da sua identidade” e, nesse contexto, defendeu que deveria ser feito um tratamento museológico, ao nível oficinal, no concelho do Barreiro.
A finalizar, Frederico Pereira, salientou que é essencial “modernizar as Oficinas da EMEF” e “defender os postos de trabalho” porque há uma experiência profissional a preservar.

Não ter apenas uma atitude reivindicativa

Humberto Candeias, do Bloco de Esquerda, sublinhou que votava favoravelmente a moção do PCP/CDU sobre o pólo ferroviário.
E, acerca do pólo industrial do Barreiro, referiu que “não queremos fazer Tribunal” para “encontrar culpados”.
Na sua opinião a situação do pólo ferroviário do Barreiro – “não será só das decisões politicas centrais”.
Na sua opinião, a Câmara Municipal do Barreiro, não deve ter “apenas uma atitude reivindicativa e reactiva” porque, acrescentou devemos “ser actores em vez de ser espectadores exigentes”.
Humberto Candeias, salientou que é preciso que exista “uma atitude mais dinâmica”.

PDM prevê habitação na EMEF

João Pintassilgo, PS, referiu que sobre a área onde estão as Oficinas da EMEF o actual PDM, aprovado pelo PCP/CDU, está prevista a construção de habitação.
“É o que consta do actual PDM, mas ainda estamos a tempo de alterar” – sublinhou João Pintassilgo.

CMB não tem capacidade de fazer estudo prospectivo

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por referir que a recomendação apresentada pelo Bloco de esquerda, e aprovada pela Assembleia Municipal do Barreiro, com todo o respeito que considera que lhe devem merecer as recomendações deste órgão municipal, é “uma recomendação difícil de fazer”, porque na sua opinião a Câmara Municipal do Barreiro “não tem capacidade para concretizar a recomendação” no sentido de fazer um “estudo prospectivo do transporte ferroviário”.
“Há dificuldade em concretizar esta proposta” – salientou Carlos Humberto.

Electrificação Linha do Sado vai ser concretizada

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que em reuniões realizadas com a Administração da CP, tem conhecimento que a “electrificação da Linha do Sado vai ser concretizada”.
Por outro lado expressou o seu acordo com a visão expressa sobre o pólo ferroviário no Barreiro, projectada pelo deputado Isidro Heitor do Partido Socialista.
Referiu, Carlos Humberto a importância de serem mantidas as Oficinas Diesel, no Barreiro, assim como projectarem-se “novas áreas de intervenção”.

A CDU apenas tem responsabilidade no PDM

Carlos Humberto, assumiu a responsabilidade da CDU, no que diz respeito às alterações do PDM, sobre a previsão de construção de habitação na zona das Oficinas da EMEF.
“A CDU apenas tem essa responsabilidade” – referiu, recusando outro tipo de responsabilidades, por acções que conduziram à diminuição de postos de trabalho na EMEF.
E a finalizar, sobre esta matéria, Carlos Humberto lançou uma pergunta aos socialistas: “O PS defende que aquele espaço seja apenas um espaço industrial? É esta a posição do PS?”
Foram perguntas lançadas ás quais o PS prometeu responder na reunião de dia 4 de Maio.

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