PCP SetúbalTraça retrato negro para a península de Setúbal e apresenta acções para Maio

Por Jornal Rostos
Com o objectivo de abordar a situação social na Península e acções a desenvolver durante o mês de Maio, o Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP realizou uma conferência de imprensa no Centro de Trabalho da DORS do PCP.
Presentes na conferência estiveram Vicente Merendas, do executivo regional da DORS e Armindo Miranda, da Comissão Política do Comité Central e responsável pelo distrito de Setúbal.
Desemprego aumenta no país
Segundo dados apresentados pelo PCP, no final de Fevereiro de 2006 o número de desempregados nacionais atingiu os 40.857 inscritos em centros de emprego, mais 917 que em Dezembro de 2005, um total de 11,20 por cento da população activa.
Para Vicente Merendas, este panorama “nada abona em favor do Governo PS, porque se tem vindo a observar a concentração das grandes fortunas e o aumento dos lucros dos bancos.”
O PCP propôs já uma forma de tributação para as grandes fortunas: “os especuladores bolsistas devem pagar impostos sobre os lucros obtidos na Bolsa, uma vez que essas acções não criam riqueza nem postos de trabalho, mas o Governo recusou esta proposta, como foi também recusada a proposta do PCP de um Imposto sobre o Património, na altura em que Pina Moura era ministro” referiu Armindo Miranda.
“Isto leva a um estrangulamento das economias, como vemos com os casais jovens que agora não podem pagar as suas casas”.
Luta já não passa pelos aumentos mas pela defesa dos direitos
O Executivo da DORS do PCP chamou a atenção para “a ofensiva dirigida contra os direitos dos trabalhadores e os seus salários, contra o sistema público da segurança social e a contratação colectiva”, nomeadamente através da alteração do Código do Trabalho, em vez de corrigir as normas mais gravosas do Código “conforme o PS tinha prometido antes das eleições”.
Segundo Vicente Merendas, “a luta agora não está centrada nos aumentos salariais, mas sim na manutenção dos direitos adquiridos com a Constituição Portuguesa, lutar contra a retirada dos direitos dos trabalhadores e contra a precariedade no emprego. Hoje em dia um em cada quatro trabalhadores está numa situação precária. Temos de estar atentos às medidas que as empresas querem implementar, como o «salário de admissão» em que o patronato pretende pagar salários mais baixos aos empregados mais recentemente admitidos.
Neste momento são os jovens os mais atingidos pelos problemas do trabalho e são os mais velhos e mais antigos nas empresas que lutam por esses direitos”.
Foi ainda apontado o exemplo da Auto-Europa “onde a luta dos trabalhadores, e não do PCP, levou ao recuo das ameaças efectuadas e sabemos que a direcção da empresa pediu inclusivamente desculpas aos trabalhadores, na última reunião antes do Natal, pela «chantagem levada a cabo através da comunicação social». Isto dá-nos uma noção de que a luta tem sempre de continuar.”
PCP actua no distrito de Setúbal
Por este motivo, o Executivo da DORS do PCP irá realizar durante o mês de Maio uma acção regional de esclarecimento, que contempla um conjunto de iniciativas junto dos assalariados, sob o lema «Este é o teu Partido», com a distribuição de um documento nas empresas da região em que apela aos trabalhadores e a todos os sectores sociais para que lutem por um novo Governo, com uma nova política que abra aos portugueses a perspectiva de um futuro melhor.
Irão também ter lugar visitas a Setúbal do Secretário-Geral do Partido e deputados eleitos pelo Distrito na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.
Já no próximo dia 12 de Maio, de manhã, ocorrerá uma visita à Câmara Municipal do Barreiro seguida por uma deslocação à empresa EMEF.
Da parte da tarde, tem lugar o debate “Situação Actual da União Europeia e perspectivas futuras”, na Pousada de Palmela, uma iniciativa conjunta do PCP e da Esquerda Unitária Europeia e a esquerda Verde Nórdica e de deputados do PCP ao Parlamento Europeu, com participações de Ilda Figueiredo, Jacky Henin, Pedro Guerreiro, Thanasis Pafilis, Manuela Bernardino e Armindo Miranda.
Maria do Carmo Torres













