CACAV comemora vinte anos de iniciativas culturais

Por Jornal Rostos
No dia de aniversário da CACAV, que decorreu na Biblioteca de Alhos Vedros, o Rostos não quis deixar de estar presente na cerimónia e conversar com Joaquim Raminhos, vice-presidente da Cooperativa.
“Ao longo de vinte anos desenvolvemos as mais diversas actividades, como a defesa do ambiente, a história local, dedicamos um espaço às artes com a nossa Oficina de Artes, e temos ainda editado alguns materiais sobre poesia e prosa, tudo obras colectivas. Contamos também com a Escola Aberta Agostinho da Silva, uma iniciativa que se iniciou com a visita do professor aqui em Alhos Vedros”.
Este é um balanço muito positivo da CACAV, mas que não se limita a ficar por aqui, como refere Joaquim Raminhos: “ao longo destes vinte anos fizemos imensas coisas mas ainda temos muito mais para fazer”.
Reunir ideias e artes
“A CACAV tentou proporcionar um espaço onde confluí-se a nossa parte individual com a parte colectiva, fazendo um entrosamento entre aquilo que cada um quer e pode dar em favor do colectivo.
Pensamos que a CACAV, ao longo destes anos também deu um contributo importante para o Movimento Associativo de Alhos Vedros e do nosso concelho, porque tentámos intervir na área associativa de uma forma diferente, mas sempre muito fraterna e solidária com todas as associações do nosso concelho”.
Os cerca de duzentos sócios são pessoas “fundamentalmente do nosso concelho, mas também do Barreiro, de Setúbal e de Lisboa, que se juntaram a nós à medida que se foi alargando o âmbito da nossa influência e consideramos que estes vinte anos foram de amizades que fomos fomentando e criando”.
Encruzilhada para o futuro
Sobre o que a CACAV tenciona fazer no futuro, Joaquim Raminhos expõe o seu ponto de vista: “neste momento chegámos a uma encruzilhada, e portanto vamos fazer uma reflexão, porque sabemos que tudo evolui e se quisermos que este projecto cultural se continue a afirmar, tem de fazer uma actualização permanente.
Pensamos que estamos no bom caminho, com os projectos que aí vêm, como a Escola Agostinho da Silva que agora deu os primeiros passos, a continuação da Oficina de Artes, que tem dado azo a outras iniciativas, como a 2ª Bienal de Pintura com o prémio Joaquim Afonso Madeira. E vamos continuar também com a Maratona Fotográfica de Alhos Vedros, que já vai na sua segunda edição.
Também associando-nos às comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, que se celebra este ano, vamos reeditar duas obras: «Namorando Amanhã», uma conferência que o professor veio fazer a Alhos Vedros, e «As Últimas Cartas de Agostinho», uma recolha feita pelo nosso companheiro, Luís Carlos.
São estas as iniciativas que se nos afiguram até ao final do ano.
O que não quer dizer que não façamos algo mais, porque a CACAV não tem um programa fixo, estamos sempre abertos às propostas que vão surgindo no dia-a-dia.”
Depois da cerimónia de aniversário, onde estiverem presentes muitos dos associados, irá ter lugar dia 12 de Maio, na Praça da República a performance «A FLORESTA» com diversas actividades criativas tendo como tema a floresta. No sábado, 13 de Maio, tem lugar pelas 21, 30 horas, "Noite de Lua Cheia"- CACAV-20 Anos de Utopias", com a edição de uma brochura sobre o historial da CACAV, com diversos depoimentos.
Para quem também gosta de estar a par das últimas novidades literárias ou dar a sua opinião, a CACAV conta também com um blog, em avleitores.blogspot.com.
Maria do Carmo Torres













