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Perspectivas

Assinatura Protocolo CMB - Quimiparque“Esperamos daqui a dois anos, no máximo, estarmos a efectivar medidas concretas com a administração da Quimiparque”
- referiu Carlos Humberto

O presidente da autarquia considerou que este protocolo irá “aumentar a valorização daquele espaço ao serviço do Barreiro. Estamos a desbravar um caminho para objectivos comuns: transformar este território num acrescido local de desenvolvimento e para isso aquele território tem de ser aproveitado como pólo de desenvolvimento e de emprego.”

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Assinatura Protocolo CMB - Quimiparque “Esperamos daqui a dois anos, no máximo, estarmos a efectivar medidas concretas com a administração da Quimiparque” - referiu Carlos Humberto

Por Jornal Rostos

“Um pequeno aperitivo” foi como o maestro Lopes da Cruz designou o Apontamento Musical da Camerata Municipal do Barreiro que deu início à cerimónia de assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Quimiparque – Parques Empresariais SA, ontem pelas 22h00, no Auditório Municipal Augusto Cabrita.

A cerimónia protocolar de assinatura contou com as presenças do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho e Presidente do Conselho de Administração da Quimiparque, José Neto.
“Esta Câmara Municipal tomou posse há cerca de seis meses e um dos nossos objectivos já foi cumprido: a assinatura de um protocolo com a Quimiparque” referiu Carlos Humberto. “E esperamos daqui a dois anos, no máximo, estarmos a efectivar medidas concretas com a administração da Quimiparque, porque se trata de um local com enormes potencialidades de aproveitamento de tecnologias e de criação de emprego, além de que disponibiliza tecnologia de ponta, essencial ao concelho.”

“Não é tarefa fácil, mas vamos trabalhar para a concretizar”

O presidente da autarquia considerou ainda que este protocolo irá “aumentar a valorização do espaço ao serviço do Barreiro. Estamos a desbravar um caminho para objectivos comuns: transformar este território num acrescido local de desenvolvimento e para isso o território tem de ser aproveitado como pólo de desenvolvimento e de emprego.”
Outro dos objectivos do acordo assinado entre a autarquia e a Administração da Quimiparque “é abrir o parque à zona urbana e para isso tem de ser criada ali urbanização, que alargue o tecido da cidade e para isso temos um desenho urbano que será concretizado com a comissão de acompanhamento. Queremos ao mesmo tempo criar centros culturais, até centros universitários e aproveitar as belíssimas margens do Tejo. Neste projecto todos somos parceiros: autarquia, administração da Quimiparque e população.”
Apesar de tudo, Carlos Humberto reconheceu que “esta não é uma tarefa fácil, mas vamos trabalhar em conjunto para a concretizar. O que conta é o resultado final, mas são precisas estratégias claras, e assim poderemos vir a ganhar também outras fases.
Não pactuamos com o faz-de-conta, e por isso a assinatura deste protocolo é uma afirmação de que estamos empenhados em desenvolver mais do que prometer aquilo de que temos dúvidas, preferindo partir para a realidade de coisas concretas. Vamos avançar e não desistimos de criar um desenvolvimento sustentado para a terra e a gente.”
O autarca considerou ainda que “é fundamental a assinatura deste protocolo que servirá como motor de desenvolvimento económico sustentado e de criação de emprego, que irá permitir novas acessibilidades, novas instalações para os trabalhadores da autarquia e permitirá a defesa do histórico património industrial. Este é mais um passo para ultrapassar os momentos menos bons pelos quais temos passado. Trata-se de uma via de progresso que irá retomar o desenvolvimento do Barreiro e iremos construir o futuro com base no nosso presente.”

“Tirar lições do passado para redefinir o futuro”

José Neto, presidente do Conselho de Administração da Quimiparque, fez uma alusão ao passado, mais concretamente há vinte anos atrás “quando na segunda década de oitenta se discutiu no Barreiro para encontrar o caminho de forma a resolver o problema do complexo industrial da Quimigal. Os homens da altura encontraram a solução de sucesso na criação da Quimiparque – Parque Industrial. Devemos agora tirar lições do passado para redefinir o futuro, porque hoje em vez da meia dúzia de empresas de há vinte anos, temos cerca de trezentas com mais de quatro mil trabalhadores.”
O presidente do conselho de administração sublinhou ainda que “temos de ter consciência de que chegámos a um novo ponto de viragem, que temos a certeza de que é discutível e duvidoso, mas também temos a certeza de que o actual modelo caminha para o esgotamento. É preciso que todos tenhamos a coragem de redesenhar o espaço e pensar agora no futuro, para que os nossos filhos, daqui a vinte anos, nos possam prestar homenagem por repensar o futuro da Quimiparque.”
As discordâncias de interesses de ambas as partes não foram esquecidas e José Neto relembrou-as “porque não temos pontos inteiramente coincidentes entre a administração e a autarquia, mas estes devem de ser coincidentes no essencial. A Quimiparque é uma empresa com o objectivo de ser auto-sustentável e tem direito a esperar obter rentabilidade dos capitais envolvidos.”
Para a direcção do espaço “o objectivo é atrair mais empresas e mais pessoas, guardar a memória do passado e extrair lições dele e manter e melhorar as condições para as empresas que ali se encontram para que se sintam bem e desenvolvam.”
José Neto também considera essencial mudar a imagem que as “pessoas de fora” fazem do Barreiro, “estamos prisioneiros de ideias do passado que nos designam como a cidade da poluição. Os desafios que temos pela frente são enormes e temos de ser dignos deles.”

Acções complementares

O protocolo, com duração de dois anos, renováveis, prevê a constituição de uma Comissão de Acompanhamento de natureza conjunta, com reuniões mensais, que terá como objectivo promover a reflexão conjunta e o acompanhamento das acções a desenvolver, e o fortalecimento da relação institucional.
Além das acções presentes no protocolo, as partes comprometeram-se a concretizar com brevidade acções como a concepção da ligação rodoviária Barreiro-Lavradio, através do território da Quimiparque e a expensas desta, cedência de terrenos para as oficnas da Câmara Municipal, organização conjunta do aniversário da CUF, acções de requalificação do Bairro das Palmeiras, estudo de acessibilidades rodoviária e ferroviária entre o Barreiro e Seixal, reinstalação no Quimiparque do Quartel de Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, confirmação da localização para a construção da ETAR Barreiro/Moita e articulação de infra-estruturas de águas e águas residuais, propriedade do parque, para eventual utilização do município.

Maria do Carmo Torres

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