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Perspectivas

Vai ser construído o Hospital do SeixalRelatório confirma a necessidade de um hospital na margem sul do Tejo

“Foram três anos com muita persistência e um trabalho sério de fundamentação e envolvimento da população, com abaixo-assinados, petições, reuniões com deputados e ministros, e que culminou com o cordão humano pela baía do Seixal.” – sublinha o Presidente da Câmara Municipal do Seixal.

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Por Jornal Rostos

Uma adenda ao relatório final apresentado pela Escola de Gestão do Porto que priorizava a construção dos hospitais de 2ª geração no território nacional, confirma a necessidade de um hospital na margem sul do Tejo.

A equipa da Escola de Gestão do Porto, liderada por Daniel Bessa, sustentou que a "solução mais exequível" para a margem sul é a construção do novo hospital no Fogueteiro, numa propriedade pública existente junto ao nó da auto-estrada, ao invés da ampliação do Hospital Garcia de Orta, previsto na primeira versão do relatório.
Face a esta alteração, o presidente da autarquia do Seixal, Alfredo Monteiro, mostrou-se “muito contente com esta decisão e é uma noticia que pela qual quero felicitar a população de Almada, Sesimbra e do Seixal, as Comissões de Utentes, porque se tratou aqui de um movimento popular que levou a que esta decisão fosse tomada. Estivemos todos juntos nesta causa justa, autarcas, assembleia municipal, e a população dos três concelhos. E mais importante, vamos continuar todos juntos até o hospital abrir. Este movimento irá manter-se, apesar de não termos dúvidas de que o hospital será uma realidade, mas porque achamos que ainda temos um enorme contributo a dar nas questões da sua implementação e do seu funcionamento.”

Seixal como terceira prioridade

“Foram três anos com muita persistência e um trabalho sério de fundamentação e envolvimento da população, com abaixo-assinados, petições, reuniões com deputados e ministros, e que culminou com o cordão humano pela baía do Seixal. Mas agora podemos dizer que valeu a pena lutar. A solução de ampliação do Hospital Garcia de Orta era um absurdo, que não iria resolver os problemas concretos” referiu ainda Alfredo Monteiro.
A actual proposta deste relatório fecha a discussão pública, com a indicação para a construção de um novo hospital da margem sul, como terceira prioridade da nova geração de hospitais. Em primeiro lugar está o Hospital de Todos os Santos, depois o de Faro e seguidamente o Hospital na Margem Sul, a funcionar em rede com o Garcia de Orta.
“O calendário para os projectos será apresentado proximamente num despacho ministerial mas antes será indicado uma Comissão de Acompanhamento para o projecto que irá integrar representantes da autarquia
O autarca falou aos jornalistas numa conferência de imprensa que decorreu hoje no Seixal, e onde estiveram também representantes das Comissões de Utentes de Saúde, a vereadora da Saúde de Almada, Felícia Costa, e José Manuel Maia, presidente da Assembleia Municipal de Almada, além de vereadoras e presidentes das juntas de freguesia.

Hospital funcionará em rede

Em Fevereiro foi apresentado o relatório da Escola de Gestão do Porto, que previa o alargamento do Hospital Garcia de Orta para uma super-estrutura hospitalar que continuasse a servir a população, e por esse motivo as obras de reestruturação das urgências que estavam a ter lugar foram interrompidas.
Após a discussão pública do relatório, que terminou em Março, a equipa reanalisou a solução proposta para a margem sul.
Nesta adenda, questões como a dificuldade de acessos e as condições de circulação no concelho são tidas em consideração, o que não acontecia no relatório original, considerando a equipa que estas “potenciam o risco de o tempo de acesso ao hospital Garcia de Orta poder exceder o recomendável".
Por esse motivo a equipa propõe agora a construção de uma nova unidade hospitalar de raiz no Seixal, em rede com o Hospital Garcia de Orta, que será implementada num terreno em Fogueteiro para o qual esteve previamente destinada a Escola de Formação da GNR.
Para este novo hospital, a equipa preconiza um estatuto de unidade de "proximidade", com serviços orientados para o hospital de dia, ambulatório, reabilitação e materno-infantil.

Maria do Carmo Torres

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