Património muito importante«Machada em Família» anima o Barreiro

Por Jornal Rostos
“Numa altura em que os valores familiares e da desestruturação das famílias é evidente na sociedade, promover estas actividades em família é muito positivo” referiu Carlos Humberto na sessão de apresentação do programa da «Machada em Família».
Nuno Banza, técnico da autarquia apontou os principais pontos do programa para os fins-de-semana de Junho: “as iniciativas vão ser divididas em pontuais e permanentes, e contamos com o apoio dos serviços da Câmara Municipal e de um conjunto de entidades. O fundamento base da «Machada em Família» é o reconhecimento do conjunto de valores que o espaço tem para oferecer aos cidadãos e o envolvimento que estes podem ter com a Mata. Pretendemos ligar diversas valências do espaço em várias actividades e levar os cidadãos, não apenas do Barreiro, mas também dos concelhos limítrofes, a usufruir desta ligação.”
Além de jogos didácticos, actividades físicas e algumas mais radicais, ateliers de artes decorativas e jogos da malha, futebol de três e bicicletas de BTT, a «Machada em Família» oferece ainda cursos de observação de aves, diurnas e nocturnas, às sextas-feiras de Junho, a partir das 21h30.
“Pretendemos ter aqui uma base de diversão para toda a família, daí as actividades distintas e gratuitas”.
Machada religiosa
Da Direcção Gral dos Recursos Florestais, João Sousa Teixeira frisou a importância deste espaço “quer para o Barreiro, quer para os outros concelhos. Este é um património municipal que está sob a nossa gestão, mas cuja utilização é eminentemente social e diria mesmo até religiosa, como já tivemos conhecimento, apesar de ser também utilizada ao nível económico, com a recolha de cortiça e de madeira, e ambiental, como viveiro para avifauna. Por isso temos de permitir aos cidadãos usufruir de tudo o que puderem.”
João Sousa salientou o trabalho de parceria com a autarquia “que já aqui iniciou o Centro Ambiental e que agora está a organizar esta iniciativa que é muito importante e com a qual teremos todo o entusiasmo em apoiar”.
A importância das acções de limpeza e do uso consciente por parte dos utilizadores, foi outro dos pontos referidos.
Programa AGRO refloresta Mata
Coube a João Távora, também membro da Direcção geral dos Recursos Florestais, a apresentação o Programa Agro, ao qual já existe o projecto realizado para candidatura a fundos comunitários que permitam as operações de reflorestação da Mata da Machada.
O programa irá permitir um investimento de 392 mil euros para execução em dois anos para intervenção em 255 hectares.
“Em dez anos arderam 10 por cento da Mata, o que é muito grave, e pretendemos reflorestar 40 hectares num total de 34 mil árvores”.
Por isso o Programa AGRO irá permitir a reutilização da área ardida para plantação de sobreiros e pinheiros mansos, em 24 hectares, e a limpeza de mato e reflorestação em mais 172 hectares, além da posterior manutenção do espaço durante cinco anos.
Está ainda previsto a construção de mais um ponto de água e uma lagoa escavada, a beneficiação do parque de estacionamento, mais sinalização informativa, um observatório da avifauna e uma torre de observação, bem como mais um parque de merendas.
“Temos esperança de que o principal trabalho de recuperação tenha início ainda em 2006, com o lançamento do concurso de adjudicação” concluiu João Sousa Teixeira.
Garantir o desenvolvimento sustentado
“A Mata da Machada é um património muito importante e do ponto de vista territorial, corresponde a mais de 10 por cento do território do concelho, a que se juntam mais 10 por cento da Quimiparque, duas das mais importantes áreas para o desenvolvimento sustentado do concelho” sublinhou Carlos Humberto.
O autarca defendeu a protecção do espaço e “há que dar vida, através das pessoas, com sensibilização ambiental e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, dando-lhes um maior contacto com a natureza e ensinando os mais jovens sobre o que esta lhes pode oferecer”.
Maria do Carmo Torres













