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Perspectivas

JSD Setúbal debate ambiente no BarreiroConstrução da ETAR Barreiro - Moita vai permitir a remoção do fosfogesso

. ETAR Barreiro-Moita falta participação dos cidadãos no Inquérito de Consulta Pública

Em debate, sobre ambiente e ordenamento, José Eduardo Martins, ex- Secretário de Estado do Ambiente, do governo PSD, salientou que no sector da energia, em Portugal, “não se tem estimulado as energias alternativas” e que “não precisamos de Nuclear” porque, “não há vantagem, nem em termos de mercado de consumo de energia”.

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JSD Setúbal debate ambiente no Barreiro Construção da ETAR Barreiro - Moita vai permitir a remoção do fosfogesso

Por Jornal Rostos

Nuno Matias, Presidente da Comissão Politica distrital de Setúbal da Juventude Social Democrata na abertura do debate subordinado ao tema : “O Ambiente e o Ordenamento do Território” referiu que esta iniciativa se insere no programa que a JSD está a dinamizar denominado “Projecto Autárquico em nome do futuro”.
Salientou que é importante o desenvolvimento económico, ambiental e social de forma sustentada e, na sua opinião, “o distrito de Setúbal com potencialidades naturais fantásticas, cresceu mas não se desenvolveu” existindo, referiu “constrangimentos que põe em causa a nossa qualidade de vida”.

O Litoral Alentejano é a nossa única pérola

Francisco Ferreira, da QUERCUS, salientou que a Península de Setúbal possui um “território relevante do ponto de vista natural”, sublinhando a zona do Rio Frio como “a base do maior aquífero de Portugal”, a zona ribeirinha do estuário do Tejo, a Serra da Arrábida e a Arriba fóssil, sendo estas zonas “um problema ou uma virtude da região”.
Quanto à Arrábida recordou que possui um Plano de Ordenamento com o qual a QUERCUS concorda, mas que foi objecto de contestação porque autoriza a co-incineração.
Luís Ferreira salientou que a candidatura da Arrábida a “Património Mundial está pronta” mas não avança porque está em Tribunal um processo de contestação ao Plano de Ordenamento.
No estuário do Sado sublinhou, “não temos Plano de Ordenamento”.
Referiu ainda o processo da Mata de Sesimbra cujo projecto de urbanização “é exagerado no seu tamanho” e criticou o facto de o concelho de Sesimbra poder “quadruplicar a população nos próximos quatro anos”.
Luís Ferreira sublinhou ainda que “há bons e maus projectos POLIS” referindo o caso de Setúbal que “não tem desenvolvimento” e da Costa da Caparica, que perspectiva na sua opinião, erradamente, 18 mil habitantes para a praia da Telha.
“O Litoral Alentejano é a nossa única pérola” – sublinhou o dirigente da QUERCUS.

Poupar energia vale mais que perspectivar o nuclear

Na sua intervenção, abordou ainda um tema de actualidade, a opção em Portugal do Nuclear, do ponto de vista energético, neste contexto interrogou : A onde?
Luís Ferreira referiu que as opções de instalação de uma central nuclear em Portugal seria ou na bacia do Rio Douro, ou no Litoral, tendo em conta o risco sísmico e a necessária capacidade de arrefecimento.
Mas, perspectivou que “poupar energia vale mais a pena que perspectivar o nuclear”.

Educação e cidadania para a intervenção ambiental

José Eduardo Martins, que assumiu as funções de Secretário de Estado do Ambiente, em governos PSD, começou a sua intervenção referindo que “nós não precisamos de uma central nuclear se existir educação para a cidadania ambiental” recordando que existem em Portugal, “85 % de desperdício de energia” e “gastamos em energia mais 50 % que a média europeia”.
“A melhor fonte de energia é poupar energia” – sublinhou.
Neste contexto considerou que seria essencial a “educação e cidadania preparando para a intervenção ambiental”.
José Eduardo Martins salientou que no sector da energia, em Portugal, “não se tem estimulado as energias alternativas”.
“Nós não precisamos de Nuclear, não há vantagem, nem em termos de mercado de consumo de energia” – salientou.
Na sua intervenção criticou a gestão das águas, que classificou de “monopólio das Águas de Portugal” que na sua opinião, não permite a diversificação de serviços.
Por outro lado, defendeu a importância de se desenvolver a recolha selectiva, defendendo a incineração dos resíduos sólidos urbanos, recordando que na Europa os sistemas cobrem 40% dos resíduos, enquanto em Portugal fica-se pelos 25%.
José Eduardo Martins defendeu que deveriam ser estimulados “sistemas municipais de recolha selectiva de resíduos”.
A finalizar salientou que cada cidadão deveria “ser um actor de política ambiental”.

ETAR vai permitir a remoção do fosfogesso

Miguel Amado, Presidente da SIMARSUL, sublinhou a existência de diversas tarifas no sistema de águas e saneamento e considerou que a “uniformização das tarifas” pode ser gerador de entreajudas entre sistemas.
Alertou para o facto de, de acordo, com definições da união Europeia a tendência perspectivar que a “gestão de baixos passar para os privados”.
Miguel Amado, referiu que está em marcha o processo de consulta pública de construção da ETAR no concelho do Barreiro que “é o único na Península de Setúbal que não tem ETAR”.
Na sua intervenção referiu que a construção da ETAR “vai permitir a remoção do fosfogesso”.
Miguel Amado, considerou que “há um défice de informação e participação da população” e considerou que seria importante que existisse debate em torno do Inquérito Público que está a decorrer sobre a construção da ETAR, que deverá ficar concluído até ao próximo dia 21 de Junho.
A finalizar considerou positivo que o POLIS do Barreiro possa ser um contributo para aproximar “as pessoas para a beira rio”.

Não vimos alternativa à OTA

No debate que se seguiu uma matéria que esteve em reflexão foi a necessidade, ou não, de construção do novo Aeroporto da OTA.
Luís Ferreira, da QUERCUS, referiu que “é inevitável retirar o Aeroporto de Lisboa”, quer pelo impacto do ruído, quer por razões de saúde.
Na sua opinião é difícil sair da opção pela OTA, referindo – “não estamos satisfeitos com a OTA, mas não vimos alternativa”.

Refinaria de Sines aumenta 10% as emissões

Luís Ferreira recordou ainda, que foi a QURCUS que alertou para o problema das emissões relativas à refinaria de Sines, recordando que Portugal está 40% acima do acordo de Quioto e que a refinaria significaria um aumento de mais 10%.

Opção Ponte Vasco da Gama foi um erro

Na sua intervenção a propósito da construção da travessia da Algés –Trafaria, referiu que não deve ser uma opção para agora e criticou a opção de construção da ponte Vasco da Gama – “não foi a opção certa”.
“Foi um erro não se ter feito a ponte Barreiro – Chelas” – sublinhou Luís Ferreira.

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