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Perspectivas

JS Setúbal debate “Processo Bolonha” no Barreiro“O sistema actual não produz sucesso escolar nas Universidades”

. Em Portugal 50% dos alunos universitários abandonam no 1º ano

O “Processo de Bolonha é a “constituição de um sistema Universitário Europeu” – salientou Rui pena Pires, Coordenador do Processo de Bolonha do ISCTE.
“Somos o único país na Europa onde ao 1º ciclo de chama licenciatura” referiu João Pina da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências.

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JS Setúbal debate “Processo Bolonha” no Barreiro “O sistema actual não produz sucesso escolar nas Universidades”

Por Jornal Rostos

A Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista promoveu, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Salvação Pública, no Barreiro, uma sessão pública de esclarecimento cuja temática foi “O Protocolo de Bolonha”.
Rui Pena Pires, Coordenador do Processo de Bolonha no ISCTE, salientou que o “Processo de Bolonha” é, “a constituição de um sistema Universitário Europeu” tal na moeda foi constituído o sistema do euro.
Na sua opinião este sistema vai permitir a criação de “créditos de sistema Europeu” que permite a circulação dos alunos e contribui para a uniformização dos graus de ensino.

Constituição de um sistema Universitário Europeu

O Processo de Bolonha vai permitir a estrutura de cursos semelhantes, com o número de créditos semelhantes : 3 anos, 6 semestres, 60 créditos ( sendo definido o nº de créditos que cada disciplina vale).
Referiu que o processo de Bolonha vai exigir que as Universidades possuam determinadas condições para que possa certificar o grau de doutoramento, nomeadamente têm que possuir investigação e qualidade certificada ao nível Europeu.
“Bolonha é a organização do sistema Universitário” – salientou.

50% dos alunos universitários abandonam no 1º ano

Rui Pena Pires, sublinhou que em Portugal há diferentes atitudes sobre o “Processo de Bolonha”, desde posições que recusam o processo, aos que misturam o processo com os problemas relacionados com o financiamento do ensino universitário, ou mesmo aqueles que referem que “temos que nos adaptar porque é uma directiva europeia”.
Rui Pena Pires, recordou que Portugal é “um dos poucos países com quatro graus” e também que 50% dos alunos do Ensino universitário abandonam o Ensino Superior no 1º ano, enquanto na Europa essa média se situa nos 20%.
Recordou que Portugal possui a mais baixa taxa de estudantes que concluem o Ensino Universitário, ao nível da União Europeia.

O sistema actual não produz sucesso escolar

“O sistema actual não produz sucesso escolar. A escola não estimula a investigação” – salientou Rui pena Pires.
Na sua opinião a discussão do “Processo de Bolonha” tem que ser feita em “termos científicos”.
“As Universidades que escolhem quatro anos para a licenciatura são Universidades conservadoras” – referiu, acrescentando que “com quatro anos aproveita-se pouco de Bolonha”.
Na sua opinião a discussão dos “créditos europeus” permite “avaliar pela primeira vez os objectivos que se colocam nas disciplinas”.
“Quanto mais tempo demorar, mais tempo perdemos” – salientou Rui Pena Pires, sobre a importância de ser implementado o Processo de Bolonha no ensino universitário em Portugal.
A finalizar referiu se “no futuro a maioria dos alunos se graduem ao nível do Mestrado” então sublinhou – “acho que Bolonha valeu a pena”.

O único na Europa onde 1º ciclo se chama Licenciatura

João Pina, Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnlogia, salientou que os estudantes “discutem Bolonha antes do docentes” e que criaram uma “plataforma logística para acompanhar todas as cimeiras de Ministro sobre o Processo de Bolonha”.
Na sua opinião é importante que os estudantes quando acabam o 1º ciclo tenha acesso ao Mercado trabalho e que possam, posteriormente, concluir o 2º ciclo (mestrado) como perspectiva de valorização.
João Pina, salientou que “devíamos ter uma Agência de Créditos Nacional” e não ficar apenas pela atribuição de “créditos” definidos ao nível europeu.
“Somos o único país na Europa onde o 1º ciclo se chama licenciatura” – salientou João Pina.

Debate distrital sobre o “Modelo Social Europeu”

Vítor Ramalho, Presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista recordou que o Distrito de Setúbal tem uma grande presença de estudantes universitários e que este ensino tem espaços importantes.
Sublinhou que é necessário motiva, a juventude e dar força ao sentimento de esquerda que caracteriza o distrito, nesse sentido, perspectivou a realização, em Julho, de um debate ao nível distrital sobre o “Modelo Social Europeu” que irá contar com a presença de Vieira da Silva, no qual considerou essencial envolver sindicalistas, jovens e a sociedade civil do distrito de Setúbal.
Referiu, igualmente, a importância de perspectivar o aprofundamento de relações entre o PS e PSOE, nomeadamente no “aprofundamento de relações ao nível da juventude”.
De registar que neste debate esteve presente Pedro Nunes, líder nacional da Juventude Socialista e João Barata, líder distrital da JS.

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