Partido Socialista Barreiro comenta Auditoria“Não fomos nós que ultrapassamos os limites do endividamento”
Emidio Xavier, ex- Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, lamentou que a Auditoria não aponte caminhos, referindo que os resultados apresentados pela Auditoria poderiam ter sido apresentados pelos serviços.
Sobre a gestão despesista, sublinhou “”o tempo julgará”.
“Fizemos investimento e estou convencido que não é isso que vai acontecer” – referiu Emídio Xavier.
Foi expressa a disponibilidade para o debate da Auditoria na Assembleia Municipal do Barreiro e sugerido que, em 2009, no final do mandato “seja feita uma nova auditoria”.

Por Jornal Rostos
Luís Ferreira, Presidente da Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, acompanhado de Emídio Xavier ( ex- Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Luís Pedro Cerqueira, Amílcar Romano e João Soares, vereadores eleitos pelo Partido Socialista, no actual executivo municipal, em conferência de imprensa divulgaram a tomada de posição do Partido Socialista, sobre a auditoria divulgada pelo Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Repor a verdade que tem sido adulterada
Luís Ferreira, Presidente da Comissão Política do Partido Socialista, referiu com esta iniciativa dirigida aos órgãos de comunicação social, pretende “repor a verdade que tem sido adulterada por aqueles que estão habituados a manipular consciências”, salientando que os socialistas estão de “consciência tranquila em relação ao trabalho realizado no último mandato”.
O dirigente do Partido Socialista criticou as “fugas de informação nos órgãos de comunicação social de âmbito nacional” que contribuiu para dar “uma visão parcial do Relatório da Auditoria”.
Sublinhou que o PS “demarca-se deste tipo de estratégia” e perguntou : “A quem interessa essas fugas de informação?”
Na sua opinião, o processo relativo à auditoria “começou de forma totalmente errada” e criticou não terem sido solicitadas informações aos Vereadores do Partido Socialista, para além do que considerou, “uma deselegância” de não terem sido convidados os vereadores do PS, para participar na conferência de imprensa onde foi efectuada a divulgação do Relatório da Auditoria.
A empresa da auditoria merece toda a credibilidade
“A empresa da auditoria merece toda a credibilidade” – referiu Luís Ferreira, no entanto considerou
Referiu que “estamos perante um conjunto de manobras de diversão, que pretendem pura e simplesmente escamotear aquilo que é uma evidência”.
Sublinhou que a “Câmara Municipal do Barreiro tem problemas de equilíbrio financeiro, temos algumas dificuldades, no entanto, em momento algum podem acusar a gestão do PS de ser uma gestão ruinosa” ou “por em causa a honestidade dos nossos vereadores”.
Luís Ferreira referiu que deve “haver a coragem e a honestidade política” de referir os valores que a Auditoria revela, que o PS deixou em caixa 7 milhões de euros, mais a divida que empresas têm à autarquia que ronda os 4 milhões de euros.
“A política obedece a códigos de conduta ética” – referiu o Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, acrescentando que “o PS não aceita lições de transparência de ninguém”.
Na sua intervenção referiu que na maior freguesia do Barreiro não se conhecem “as empresas dos donativos que essa freguesia obtém”.
A nossa gestão autárquica merece palavra de apreço
Luís Ferreira, salientou ainda a auditoria feita pelo Tribunal de Contas à gestão da CDU, sublinhando que entre 1995 e 2001 foram contraídos pela CDU, 20 milhões de euros em dividas, para além de nesse Relatório serem referidas “ilegalidades”.
O dirigente do PS considerou ser negativo que as autarquias vivam excessivamente dependentes das receitas do imobiliário, sublinhando que o Partido Socialista considera necessário a “ruptura de paradigma”.
Sugeriu a criação de um “Fórum Municipal” e a implementação de uma gestão com base no “orçamento participativo”, tendo em vista dar voz ás populações e “implementar um modelo novo”.
Referiu que o Relatório da Auditoria tem sido objecto de discussão interna dos socialistas e que vai ser uma matéria em análise na reunião da Comissão Politica Concelhia, sublinhando que encontrando falhas, “a nossa gestão autárquica deve merecer uma palavra de apreço” até porque, encontrou “constrangimentos que já vinham de trás”.
PS merece ser tratado com maior respeito
Recordou que em tempos a CDU promoveu um peditório para compra de gasóleo para os autocarros dos TCB’s e que espera não se estar a preparar “um peditório para fazer este ano as Festas do Barreiro”, quando existe dinheiro para pagar de “forma principesca assessores”.
Luís Ferreira considerou necessário que seja “explicado aos barreirenses” como se pretende efectuar o “saneamento financeiro da autarquia”.
Referiu que o Presidente da Câmara é o “Presidente de todos os barreirenses” e na sua perspectiva “nem todos os concidadãos podem ser tratados como funcionários do partido”.
“O Partido Socialista tem 13 mil votos, tem um conjunto de pessoas que continuam a acreditar nas nossas políticas e merece ser tratado com maior respeito” – referiu o líder do PS.
“O PS não aceita que se coloque em causa o bom nome dos eleitos do PS” – salientou.
Vivemos uma época de demagogia
Luís Ferreira considerou preocupante que a Auditoria não “aponte caminhos claros para a redução da despesa” e critica a medida que foi avançada de “redução de encargos de pessoal”, que, referiu, é “apontada noutras instâncias, pelo PCP, como sendo neo-liberal”.
Considerou necessário que se perceba como se pretende “reorganizar os serviços” e que medidas de controle contabilístico estão a ser desenvolvidas.
Recordou que o Orçamento de 2006 foi um “orçamento de continuidade” e considerou que “vivemos uma época de demagogia, de estado de graça da CDU” e considerou ser necessário obter respostas a algumas questões : “Que representa o Protocolo da Quimiparque? Que está a ser feito relativamente à Cidade do Cinema? Que está a ser pensado relativamente ás Oficinas da EMEF? Quais os objectivos estratégicos deste Executivo do ponto de vista de questões sociais e do desenvolvimento económico?”
“Vemos muita conversa, poucas medidas ou ideias. É altura deste executivo começar a trabalhar pelos barreirenses e não por mesquinhos interesses partidários” – afirmou Luís Ferreira.
A finalizar sublinhou que o “PS é hoje um partido mais coeso e mais forte” e “vai fazer uma oposição responsável”.
Iludir a população sobre o nosso trabalho
Emídio Xavier, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro e ex-Presidente, referiu que “o que se está a passar preocupa-me muito”, acrescentando que “até hoje o que se procurou foi levantar toda uma situação, criando determinadas condições, como a justificar a não capacidade da CDU de responder à requalificação do Barreiro”.
Na sua opinião a CDU “pegando em alguns factos que são verdadeiros”, tem trabalhado de tal maneira, para “iludir a população sobre a realidade do nosso trabalho no Executivo”.
Referiu que os quatro anos de mandato da gestão socialista, são “capazes de ombrearem com 27 anos de gestão CDU”.
Sublinhou que aquilo que está actualmente a ser feito pela CDU, “são os projectos e as obras que nós deixamos” referindo que foi realizado o “protocolo da Quimiparque” que nós avançámos e que “a politica de terra queimada da CDU inviabilizou”, acrescentando a obra do Politécnico, o POLIS.
Existiam em caixa mais de 7 milhões de Euros
Na sua opinião a Auditoria provou que existiam em caixa mais de 7 milhões de Euros, referindo que a Câmara do Seixal tinha 250 mil euros.
Salientou que o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, andou pelas freguesias, em Opções Participadas, falando das dividas mas nunca referiu o dinheiro que encontrou em caixa.
“Quando nós chegámos o PS deveria ter feito uma Auditoria” – sublinhou Emídio Xavier e criticou a “transmissão da ideia que a autarquia está em dificuldades, porque não facilita o relacionamento com fornecedores”.
“Concordei com a Auditoria e disponibilizei-me para colaborar” – sublinhou, acrescentando que “não soubemos os objectivos da auditoria, os seus custos, nem a empresa contratada”.
“Na apresentação pública não tivemos oportunidade de falar, faz parte da Opções Participadas, mas pouco, o que baste” – sublinhou Emídio Xavier.
Existe saldo não cabimentado de 4 milhões de euros
Sobre as despesas “não cabimentadas, sem requisição” referiu que o 1800 mil euros e os 476 mil euros “parte desta verba deve-se a coisas normais, como a AMARSUL, ADSE e EDP.
Emidio Xavier, sublinhou que existem em caixa 7 milhões de euros, “o último dado eram 5 milhões” e com a entrada do IMI, em breve será de novo os 7 milhões – “a situação não está tão dramática como se diz”.
“Os auditores reconhecem que existe um saldo não cabimentado de 4 milhões de euros” – salientou, referindo que “em condições normais tudo podia ser normalizado”.
“Apenas 800 Euros de transportes não tinha requisição” – referiu.
Emidio Xavier sublinhou que a Câmara Municipal do Barreiro possui activos de 12.871 milhões de Euros, terá de dividas cerca de 10.801 milhões de Euros, tendo um saldo positivo, de liquidez, na ordem dos 2.069 milhões de Euros.
“Havendo cuidado e medidas de gestão, a situação está perfeitamente controlada e é perfeitamente gerir esta autarquia e valorizar o futuro do Barreiro” – salientou Emídio Xavier.
Dois terços da divida de empréstimos são da CDU
Sobre o nível de endividamento da Câmara Municipal do Barreiro, Emídio Xavier, contestou a acusação que o PS “ultrapassou os limites de endividamento” afirmado – “Nada mais falso”.
“Não fomos nós que ultrapassamos os limites do endividamento” – referiu
Referiu que a CDU, entre 1995 e 2001, fez um empréstimo de 20 milhões de euros – “Não os pagou, fomos nós que pagámos, com o nosso esforço, o PS amortizou 5 milhões de Euros”.
“Dois terços da divida dos empréstimos são dos empréstimos da CDU” – salientou Emídio Xavier.
“Se o Senhor Presidente da Câmara está pré-determinado financeiramente o primeiro culpado de tudo isto é a CDU” – sublinhou.
A CMB não assumiu a divida com a RUMO
Amílcar Romano, referiu que sobre a divida da RUMO, “tivemos um processo claro em relação à RUMO”.
“A CMB não assumiu esta divida” – salientou.
Criticando o facto de a RUMO ter apresentado a divida ao novo Executivo, quando já tinha discutido um novo protocolo com a autarquia.
Por outro lado, referiu que as Bibliotecas Escolares, agora inauguradas, foram concretizadas pela gestão socialista.
Em 2009, no final do mandato, uma nova auditoria
No diálogo com os jornalistas, foi referido Por Luís Ferreira, líder dos socialistas, que o “Relatório da Auditoria deixa-nos tranquilos, não precisamos de manobras para enganar os barreirenses”.
Emidio Xavier lamentou que a Auditoria não aponte caminhos, referindo que os resultados apresentados pela Auditoria poderiam ter sido apresentados pelos serviços e, sobre a gestão despesista, sublinhou “”o tempo julgará”.
“Fizemos investimento e estou convencido que não é isso que vai acontecer” – referiu Emídio Xavier.
Foi expressa a disponibilidade para o debate da Auditoria na Assembleia Municipal do Barreiro e sugerido que, em 2009, no final do mandato “seja feita uma nova auditoria”.













