João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da MoitaÉ essencial que o desenvolvimento do Vale da Amoreira seja sustentado na diversidade
O “Fórum para a Diversidade do Vale da Amoreira” visa estimular o trabalho de parceria entre as organizações representantes da população da Freguesia do Vale da Amoreira e outras organizações que intervêm naquele território.
O projecto foi apresentado como resultado de um trabalho de três anos que agora dá passo mais consolidados e estruturantes.

Por Jornal Rostos
A sessão de apresentação contou coma presença de representantes de diversas associações da freguesia do Vale da Amoreira, para além de João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita; Jorge Silva, Presidente da Junta de Freguesia do Vale da Amoreira; Joaquim Laureano, Presidente da Direcção da Associação Moitense dos Amigos de Angola e Emidio Brasão, Presidente da Associação Caboverdiana, entidades que integram o “Fórum para a Diversidade”.
Prevê-se a futura inclusão da Associação de Ciganos e da Associação Guineense.
O objectivo principal é trabalhar em parceria
Jorge Silva, Presidente da Junta de Freguesia do Vale da Amoreira, começou por referir que este é “um momento importante para a freguesia” ao estarmos a “apresentar o Fórum para a Diversidade” um projecto no qual se está a desenvolver trabalho “há cerca de três anos”.
“O objectivo principal é trabalhar em parceria, avaliar necessidades da freguesia, aproveitar as capacidades de cada uma das instituições da freguesia” – salientou Jorge Silva.
O “Fórum para a Diversidade” é constituído pela Associação Caboverdiana; Associação de Condóminos e Moradores do Vale da Amoreira; Associação Moitense dos Amigos de Angola, Câmara Municipal da Moita e Junta de Freguesia do Vale da Amoreira.
“O Fórum serve como um Observatório, para encaminhar o trabalho” referiu o autarca, sublinhando que é necessário que “tenha capacidade de consolidação” e “chamar novas entidades ao Fórum” porque, acrescentou “é importante a participação de todos” e desenvolver formas de “trabalharmos em rede”.
Plataforma de desenvolvimento do Vale da Amoreira
Joaquim Laureano, Presidente da Direcção da Associação Moitense dos Amigos de Angola, salientou que “esta freguesia vive uma grande dinâmica do seu Movimento Associativo” uma dinâmica que “terá impacto no futuro”.
“É preciso trabalharmos em parceria, porque se cada um seguir para o seu lado, os problemas do Vale da Amoreira continuam” – sublinhou.
Recordou Joaquim Laurenao que cada uma das associações “tem problemas específicos” mas que é necessário trabalhar conjuntamente para resolver os problemas.
“É essencial desenvolver pequenos projectos, tendo uma perspectiva sistémica” – salientou o Presidente da Associação Moitense dos Amigos de Angola.
Referiu, que o Fórum “é uma criança que está a nascer”, mas apesar disso é “uma plataforma importante para dinamizar as politicas de desenvolvimento do Vale da Amoreira”.
Inserção intercultural da freguesia
Emidio Brasão, Presidente da Associação Caboverdiana, salientou que “já não era sem tempo de termos coisas no Vale da Amoreira que tenham visibilidade” foi, sublinhou “um processo de três anos, mas conseguimos, desta vez vai”.
O Presidente da Associação Caboverdiana considerou essencial “envolver as pessoas que vivem no Vale da Amoreira” e que o Fórum contribua para a “inserção intercultural da freguesia”, contribuindo apara resolução de problemas nas áreas da Saúde, da Habitação e no apoio à Juventude.
Desenvolvimento sustentado na diversidade
João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, recordou que “há uns anos quando da apresentação da Operação de Reabilitação do Vale da Amoreira” foi constituído um “Núcleo de Desenvolvimento Local” com o objectivo de conseguirmos envolver as forças vivas e promover a entreajuda e interligação.
Salientou que é fundamental que o desenvolvimento do Vale da Amoreira seja “sustentado na diversidade de cada uma das entidades”.
João Lobo, sublinhou que actualmente o “Fórum para a diversidade” conta com seis parceiros e considerou que é necessário encontrar novos parceiros, entre “os actores que intervêm no terreno” promovendo parcerias locais e com entidades de fora do Vale da Amoreira, de forma a “provocar interacção”.
O Presidente da Câmara Municipal da Moita salientou que a Câmara assume este Fórum, sendo a sua presença uma prova dessa disponibilidade, porque considera essencial “fortalecer as redes de colaboração”, “criar alianças institucionais” tendo em vista todos darem “um contributo para o desenvolvimento do Vale da Amoreira”.
Recordou que esta é a única freguesia do concelho que não tem ligação ao Rio Tejo, é uma freguesia do interior.
“Nós cá estamos para contribuir para que o Fórum seja uma realidade maior, porque realidade já é de facto” – salientou João Lobo.
O que é de todos por todos deve ser decidido
Numa apresentação global do “Fórum para a Diversidade” foi salientado que o Fórum é uma parceria para promover a integração social dos residentes do Vale da Amoreira, perspectivando diversos objectivos, nomeadamente o “envolvimento da comunidade na diversidade” e “valorizar a diferença”.
Contribuir para a construção do Centro Comunitário do Vale da Amoreira, criar um Parque Oficinal, desenvolver um projecto de criação de uma “Escola de Profissões” e dinamizar a “festa Multicultural”.
O Fórum irá desenvolver acções tendo em vista o alargamento das parcerias com instituições públicas locais e regionais, assim como com associações empresariais.
Na sua orientação estratégica o Fórum perspectiva desenvolver acções nas áreas da promoção da “Cidadania e Ambiente”, perspectivar o “Desenvolvimento Sustentado”, estimular a “Ciência para as crianças”, assim como ter por referência o desenvolvimento permanente do “trabalho em parceria”, estimulando uma cultura de relacionamento que tenha o “outro” como referência da acção.
“O que é de todos por todos deve ser decidido” – é o lema de acção adoptado pelo “Fórum para a Diversidade”.













