Festas Populares de Coina - Cumpre-se a tradição“Estamos a dar às pessoas aquilo que elas precisam um pouco de alegria”
. 17,30 horas - Largada de Toiros
. 21,30 horas - Grande Desfile das Marchas Populares
. A Procissão em Honra de Nª Srª dos Remédios realiza-se no dia 9 de Julho, pelas 17,30 horas
As Festas Populares são uma tradição tão portuguesa quanto a sardinha assada ou o fado e as de Coina não fogem à tradição.

Por Jornal Rostos
Quem não gosta de sair numa noite de Verão, ver as bancas montadas à luz florescente de um arco embandeirado, ouvir espectáculos de música, mais ou menos tradicionais, mais ao gosto de uns que de outros, e no final, ou no início, saborear uma apetitosa fartura com um gole de uma bebida fresca?
“Estão a correr bem, e esperamos que agora que o tempo melhorou, mais pessoas venham até ao terreiro do mercado, e apreciem estas Festas Populares, que já vão no seu quinto ano consecutivo” referiu o presidente da Junta de Freguesia de Coina, Juvenal Neves Silvestre ao Rostos sobre como têm estado a decorrer os primeiros dias das festas. “Ontem actuou o Grupo de Dança Moderna «Contraste» que surpreendeu todos os presentes com uma actuação ao vivo dos mais pequeninos, e agora que o tempo está mais quente, temos a certeza de que virão mais pessoas.”
E foi a necessidade de bom tempo que levou à alteração da data das festividades de Outubro para Julho. “Foi uma das nossas promessas eleitorais, mas antes fizemos um inquérito à população, que foi unânime em pretender as festas para uma altura de Verão. Escolhemos a segunda semana de Julho, tendo em conta as outras festas que decorrem aqui em redor, porque não queremos entrar em guerras com os vizinhos (risos).”
No terreiro da festa
Roupas, muitas roupas, algum artesanato africano e local, bijutaria e muitos comes e bebes, bem como alguns divertimentos para as crianças, são os ingredientes de praticamente todas as festas ou romarias nacionais, e as de Coina não são excepção. Mas o local mais concorrido era a quermesse da Comissão de Festas onde, por 10 cêntimos a rifa, se podia tentar a sorte e levar alguma prenda engraçada para casa.
“Somos muito concorridos porque as pessoas sabem que as prendas que levam daqui são de algum valor” referiram as responsáveis do Grupo de Trabalho da Comissão de Festas.
“Não somos uma Comissão muito rica, mas caprichamos para que as pessoas não saiam daqui defraudadas quando gastam o seu dinheiro. Não há sempre prémio, mas os que há são bons. Os lucros da quermesse vão reverter para ajudar a Comissão a pagar as despesas que envolvem a realização destas festas, que não sendo muito grandes e de certa forma humildes, são a forma de receber quem nos vem visitar.”
Quanto às prendas, essas são fruto da compra de algumas peças de louça a uma fábrica de Alcobaça, a «preço de amigo» e de um peditório à população. “Pedimos sempre que nos dêem coisas que não sejam depois para deitar fora, como um pacote de açúcar, massa ou outros produtos do género, em suma, coisas que as pessoas não devolvem.”
Quanto às Festas, ainda é cedo para fazer balanço, “mas apesar de sermos pequenos, estamos a dar às pessoas aquilo que elas precisam, um pouco de alegria que não temos o ano inteiro”.
Celebrações para continuar
Local de reunião para as gentes de Coina, hoje o Bar da União Recreativa de Cultura e Desporto de Coina estava praticamente deserto, “porque toda a gente foi ver as festas, e por isso estou também a fechar” dizia Vitália, membro da Direcção da colectividade e responsável pela cafetaria do mesmo.
Interrogado sobre as Festas, Benedito Marques, presidente da colectividade sublinhou que “as festas são sempre bem-vindas, e encaramo-las muito bem aqui para a nossa freguesia. O União participa naquilo que pode, por exemplo, cedemos as cadeiras para o público do espectáculo e tudo o que a Junta de Freguesia precisar, em que possamos ajudar, estamos sempre disponíveis”. Quanto à alteração da data das Festas, Benedito Marques considera que “em certa medida veio melhorar as festas, porque em Outubro normalmente fazia mau tempo, ou chovia e agora só chove quando calha”. Sobre alguma possível melhoria nas Festas, a resposta vem rápida: “melhores condições de vida dos portugueses”. Localmente, não encontra nada a apontar, “para o nível da terra, parece-me que é o suficiente. E as festas são para continuar, porque como estão num ponto de passagem, trás sempre alguém”.
A festa de passagem
Foi isso que aconteceu com Maria Teresa Nascimento, do Barreiro, que confessou não conhecer estas festas. “Estávamos de passagem para o Barreiro e resolvemos parar. É uma coisa pequena, nada de especial, mas acho que para aqui chega. Gostava de ver mais bancas, e outras coisas do género, porque acho que faz falta para chamar mais pessoas. Nunca tínhamos passado aqui quando as festas estavam a decorrer e tivemos curiosidade em ver.”
Lúcia Neida gostou mesmo da Quermesse e ia sair da festa com poucas mãos a medir para carregar os presentes que lhe calharam em sorte.
“Estou a gostar, mas estou a ir embora, porque estou um pouco cansada. Mas adorei ver as crianças a dançar. É a primeira vez que venho aqui, sou de Cabanas, e não conhecia estas festas, mas acho que para o ano volto”.
Mais jovens, o casal que conversou com o Rostos considera um pouco fracas as festas.
“Estão a melhorar um pouco de ano para ano, mas não passam da mesma coisa. Sou do Barreiro, mas conheço as festas todas aqui da zona. O que poderia valorizar um pouco as festas, na minha opinião, seriam uns grupos melhores a actuar e um pouco mais de «evolução». Acho que poderia ser um pouco mais “mexida” e ter algo mais para oferecer” explicou Bruno Pereira.
Já Joana Maurício, residente em Coina, acha que “a festa deveria estar maior e ter mais carrosséis para os miúdos, até porque é um espaço muito amplo. Deveria trazer também cá artistas mais conhecidos”. Interrogada sobre se fez parte da Comissão de Festas, Joana Maurício confessou que gostaria de ter ajudado mais, apesar de ter contribuído para o peditório, “se calhar falta algum interesse por parte da gente mais nova em dar ideias”.
Do outro lado das bancas estão os feirantes, normalmente muito desconfiados quando se fala em jornal ou jornalistas, sem quererem dar a cara, mas lá vão desabafando que “as coisas estão más, o pessoal não tem dinheiro e não compra” ou “vão sempre comprar às lojas chinesas e estragam-nos o negócio” queixam-se aqueles que, até à bem pouco tempo, eram a solução dos menos abonados.
Nos comes e bebes, talvez por ainda se estar a fazer a digestão do jantar, os pedidos iam mais para as bebidas frescas, a apetecer numa noite agradável de sexta-feira.
Maria do Carmo Torres
Programa das Festas de Coina
Dia 8 de Julho
9 horas
Alvorada
17,30 horas
Largada de Toiros
21,30 horas
Grande Desfile das Marchas Populares
22,30 horas
Actuação da famosa Banda “Arte & Som”
- 3 horas de espectáculo
Dia 9 de Julho
9 horas
Alvorada
10 horas
IV Grande Prémio de Atletismo
11 horas
Missa Solene em Honra de Nª Srª dos Remédios
12 horas
Almoço aberto à população da freguesia
Sardinhada no Parque de Merendas em Coina
17 horas
Recitação do terço na Igreja de Coina
17,30 horas
Procissão em Honra de Nª Srª dos Remédios pelas ruas da Vila, acompanhada pela Banda da União R.C.D. de Coina
18,30 horas
Largada de Toiros
21,30 horas
Actuação do Rancho Folclórico Infantil do Infantário “Canto Alegre”
22 horas
Espectáculo com “Eduardo Santana”
24 horas
Encerramento das Festas com grandioso Fogo de Artificio













