Festas do Barreiro«Balanço é muito positivo» com mais de 100 mil visitantes

Por Jornal Rostos
“Escolhemos este momento para fazer um pequeno balanço e contamos com a ajuda dos jornalistas para o efectuar” referiu Carlos Humberto. “Vimos que as opiniões, até agora que foram publicadas, têm sido muito favoráveis. Mas quero salientar que estas festas foram o resultado de um corolário de muito empenho, trabalho, esforço e mesmo alguns sacrifícios de todos os que as ajudaram a construir.”
O edil quis ainda deixar o seu agradecimento “à população do Barreiro, em especial à que reside nesta área do Barreiro Velho, que é a que sente maiores incómodos e é a mais sacrificada pelo barulho, confusão e alteração dos seus hábitos, como a questão dos estacionamentos ou de ver as suas carreiras de autocarros alteradas. Quero por isso deixar um agradecimento muito especial e um pedido de desculpas, porque é esta população que também ajuda a valorizar as festas”.
Os agradecimentos de Carlos Humberto foram ainda “para todos os que fizeram a festa funcionar durante todos estes dez dias. Os trabalhadores da autarquia, os empresários, a comunidade religiosa, os feirantes, enfim, a todos os que connosco fizeram estas festas”.
E agora que as Festas terminam, é tempo para começar a pensar no próximo ano, e o presidente da autarquia sublinhou que “estamos disponíveis para começar a preparar as festas de 2006”.
Barreiro na Festa
A vereadora Regina Janeiro relembrou o processo “difícil de preparação destas festas, que tiveram duas condicionantes objectivas: a falta de tempo, uma vez que tomámos posse em Outubro passado, e tivemos de preparar esta nova dinâmica em cima da hora, e a questão financeira da Câmara Municipal, que nos levou a fazer uma série de exercícios para poupar e concretizar verbas para as festas, pelo que tivemos de recorrer ao apoio de empresários”.
A presença do Barreiro nas festas foi um dos principais objectivos: “quisemos que estas festas fossem um ponto de encontro e convívio mas também que a nossa cidade ali estivesse bem presente, quer através da exposição deste trinta anos de poder local, quer na presença dos empresários na MEI, na mostra de artesanato, nas tasquinhas e na programação das festas, através da animação de ruas, da actuação dos ranchos e marchas, cantares alentejanos, bem como da participação do Ginásio em diversas actividades.
No palco das Marés actuaram artistas do Barreiro e o Espaço da Juventude pode ter também a actuação de diversas bandas locais no palco das marés, com as mesmas condições que qualquer outro artista convidado”.
Barreiro satisfeito
Em jeito de resumo, a vereadora sublinhou que “os barreirenses estão satisfeitos e sabemos isso pelas opiniões que nos chegam. Havia a ideia de que as nossas festas não eram tão importantes como as nossas vizinhas, mas sabemos agora que não temos nada de que nos envergonhar, porque tivemos sempre uma elevada participação de pessoas, mesmo nas noites mais frias.
Como vereadora, parto com confiança para o próximo ano e vamos continuar a melhorar, para que sejam cada vez melhores. Embora ao fim de dez dias estejamos todos exaustos, estamos muito contentes com as Festas.”
Para o ano, algumas coisas vão ser alteradas, mas a vereadora não se quis pronunciar antes das reuniões que vão ser mantidas com a Comissão de Festas e com os participantes, embora adiantasse que “é necessário revermos a forma como montaremos os stands para não perturbar a vida das pessoas um mês antes das festas. Também teremos de ponderar a situação dos artesãos, que não estão colocados no melhor local. Também temos a percepção de que os empresários do Barreiro têm de estar mais presentes na MEI. Por isso as festas têm de ser preparadas com maior antecedência.”
Acerca da questão de que as Tasquinhas este ano não vão continuar depois das festas, Regina Janeiro explicou que “os princípios foram definidos em reunião de Câmara e os participantes sabiam que este ano as tasquinhas encerravam ao mesmo tempo das festas, sobretudo para não sobrecarregar ainda mais a população daqui.”
Gota de água de esperança
Carlos Humberto rematou a conferência com uma mensagem de esperança.
“Vivemos neste momento uma situação de angústia e de preocupação face a diversos problemas. É preciso compreender este estado de espírito e criar contrapartidas através de momentos de convívio para dar alguma confiança e espírito de combate às pessoas. Quisemos que estas festas fossem essa pequena gota de água de esperança para ganharmos força e confiança no futuro”.
A Festa em números
10 artesãos
14 tasquinhas
87 participantes na MEI
41 equipamentos de divertimento
Mais de 100 mil visitantes
Maria do Carmo Torres













