“Opções Participadas” no BarreiroQuinta da Mina é uma situação complexa e não é de fácil solução
- referiu Carlos Humberto
“Tratamos a participação com seriedade, não é com gracinhas, não é com sorrisos indelicados” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, dirigindo-se, tal como o disse, olhos nos olhos, a Luís Ferreira, Presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, presente na sala, do União Desportiva da Vila Chã, na freguesia de Santo António da Charneca.
Carlos Humberto, criticou aqueles que, na sua opinião, “desenvolvem uma linha critica de desvalorização das Opções Participadas”, e considerou que a participação dos cidadãos é “essencial à democracia como ar que respiramos”.

Por Jornal Rostos
Realizou-se na união Desportiva da Vila Chã, freguesia de Santo António da Charneca, a primeira sessão do “2º Ciclo de Opções Participadas” que está a ser promovido pela Câmara Municipal do Barreiro.
Na mesa a presença de Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Vereadora Sofia Martins, Vereador João Soares e Vereador Bruno Vitorino.
A reunião foi coordenada por Vicente Figueiras, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca
Gestão de proximidade marcou o mandato
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por salientar a importância da realização das “Opções Participadas” antes da elaboração do Orçamento de 2007 e, também para a apresentação de algum balanço do trabalho realizado.
Sublinhou que o primeiro ano do mandato, que está prestes a concluir, foi marcado pela implementação de uma “gestão de proximidade, que marcou indelevelmente o mandato”.
“Demos passos no sentido da participação, conhecemos os cantos à casa, contactámos com os trabalhadores” – referiu o autarca.
Gastamos mais que recebemos
Por outro lado, salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que a situação financeira, influência a actividade da autarquia, e que a situação pode ser caracterizada de forma clara – “gastamos mais que recebemos”.
Sublinhou que, se em anteriores mandatos foi possível recorrer a empréstimos, no actual mandato – “não podemos recorrer a empréstimos”.
Procurar abrir portas
Referiu que, a Câmara Municipal do Barreiro, ao longo do mandato tem mantido uma postura de “procurar abrir portas, conversando com toda a gente” e salientou a realização do Protocolo com a Quimiparque, como um exemplo do desenvolvimento do diálogo.
Segundo, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, “colocam-se ao Barreiro grandes problemas” que só serão possíveis superar com o envolvimento de todos os agentes locais.
Barreiro no contexto da AML
Sublinhou a importância da Revisão do Plano Director Municipal e a necessidade de equacionar a sua revisão no contexto da apreciação das Propostas do Plano Estratégico do Porto de Lisboa, das políticas de desenvolvimento para a Área Metropolitana de Lisboa, no contexto do Programa Lisboa 2020, até mesmo no âmbito do Plano Ferroviário Nacional, nomeadamente, no que diz respeito à terceira travessia do Rio Tejo, ou do Quadro de Referência Estratégico Nacional, no que diz respeito a aplicação de Fundos Comunitários na AML.
“Tudo isto são questões que têm a ver com o futuro do Barreiro” – salientou.
POLIS – “estamos a desatar o nó”
Carlos Humberto, recordou que no que diz respeito à situação do POLIS – “estamos a desatar o nó”, referindo que estão em marcha três concursos que visam “acabar a execução do POLIS” e o prolongamento da Avenida da Liberdade.
Referiu que vai avançar a Piscina Municipal do Lavradio, está em curso a candidatura que visa a utilização da Escola Mendonça Furtado, ao serviço do 1º Ciclo do Ensino Básico, na freguesia do Barreiro.
Promoção de Concursos Internacionais
Carlos Humberto, salientou que foram desenvolvidas candidaturas para a zona do Barreiro Velho, para a zona do Moinho Pequeno e zonas adjacentes.
Por outro lado, salientou a compra de autocarros, a introdução do sistema de bilhética.
Divulgou, na sua intervenção que foram lançados Concursos Internacionais, para permitir uma gestão integrada de serviços de Vigilância, Seguros e Limpeza dos serviços da autarquia, para além da realização de um concurso de aquisição de mobiliário, para todas as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho do Barreiro.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro deu a conhecer que está em curso o projecto de reestruturação dos Serviços Municipais, que deverá estar concluído até ao final do corrente ano.
A finalizar, Carlos Humberto, sublinhou que a autarquia tem, igualmente, desenvolvido a sua acção na procura de resolução de pequenos problemas do quotidiano que afectam a vida das populações.
Excesso de velocidade na Estrada 510
Após a intervenção do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, os presentes colocaram perguntas e sugestões, sobre diversas matérias, situação na AUGI Nº 15, a resolução do problema da estrada 510, onde os automobilistas circulam com velocidades excessivas, tornando-se uma zona perigosa para peões.
“Um dia na chega para visitar e conhecer os problemas da freguesia de Santo António da Charneca “ – sublinhou um munícipe.
Sobre a AUGI nº 15, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que “o projecto está em condições de ser aprovado”.
No que diz respeito aos problemas do saneamento, referiu que –“é preciso chegar a acordo com a Câmara municipal de Palmela e SIMARSUL”.
Na sua opinião esta AUGI está em condições de em breve – “dar um pulo quantitativo”.
O Vereador João Soares, informou que para resolver o problema do excesso de velocidade na Estrada 510, a Câmara Municipal do Barreiro vai proceder à colocação de “bandas redutoras” e tem mantido conversações com a GNR.
A inserção das famílias na Quinta da Mina
“A inserção das famílias ciganas na Quinta da Mina, na Cidade Sol, continua no início” – sublinhou um munícipe, acrescentando que “é fétido viver ali”.
Na sua opinião seria essencial que a Câmara Municipal do Barreiro, desenvolve acções concretas para a resolução daquele problema que afecta a vida naquela zona do concelho.
Sobre esta matéria, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que – “é uma situação complexa e não é de fácil solução. Estamos muito preocupados”.
O autarca recordou que durante o dia, na visita
que efectuou à freguesia, esteve no local.
“Não vale a pena fugirmos dom problema, porque fugir do problema é aprofundá-lo” – salientou Carlos Humberto, acrescentando – “Nós, só por nós, não conseguimos resolver o problema, precisamos de outras ajudas. É preciso juntar vontades para, de forma sistemática, encontrar soluções e resolver este problema”.
Polivalente do União da Vila Chã
Os dirigentes do União Desportiva da Vila Chã, recordaram que “o polivalente está impraticável para o desporto” e expressaram a sua disponibilidade em cooperar na procura da resolução do problema.
A Vereadora Sofia Martins salientou que o problema do polivalente é para resolver, assim como do Campo da Malha, “o mais breve possível”.
Escoamento de águas na Rua dos Eucaliptos
Outro problema referido pelos munícipes foi a situação do escoamento de águas na Rua dos Eucaliptos, sendo salientado que era importante que a Câmara Municipal da Moita, aceitasse a ligação dos esgotos das águas pluviais.
A Vereadora Sofia Martins, sublinhou que este “é um problema com resposta complicada”, informou que estão “a decorrer reuniões com a Câmara Municipal da Moita, para se procurar chegar a acordo na descarga das águas pluviais, mas as negociações só agora começaram, é pena que só agora tenham começado”.
Informou que para resolver este problema já está pronto o projecto.
Centro de Saúde de Santo António da Charneca
Outra matéria colocada foi relativa a questões de segurança na freguesia sendo salientado que a GNR “tem um posto, mas os seus efectivos são insuficientes”.
E também, foi solicitada informação sobre o processo do Centro de Saúde de Santo António da Charneca.
Carlos Humberto, informou que para o Centro de Saúde “já existe terreno, chegou a existir verba em PIDDAC, mas não sei mais nada”.
Expressou a sua concordância e preocupações sobre os problemas de segurança e carência de efectivos da GNR.
Fazemos uma gestão realista
Foi ainda colocada a pergunta sobre o resultado da realização das primeiras “Opções Participadas”, dado que não são conhecidos Relatórios e também sobre a importância do aprofundamento de mecanismos de democracia participativa.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que o “levantamento dos problemas das freguesias”, nestas reuniões das “Opções Participadas”, não tem que significar que “existe capacidade para a sua resolução, nós não temos resposta para tudo.”
“Fazemos uma gestão realista, temos disponibilidade para trabalhar e na resolução dos problemas colocamos todas as nossas capacidades” – salientou.
Recordou que o Partido Socialista, no decorrer das Festas do Barreiro, lançou um documento a falar em “Orçamento Participativo” e, neste contexto interrogou : “Que se entende com isso? Como se faz isso em Portugal?”
Carlos Humberto, sublinhou que – “a nossa reflexão não vai nesse sentido, nós no nosso Programa Eleitoral, referimos participação, foi-se isso que nos comprometemos fazer, com uma gestão de proximidade, envolvendo as populações, porque tal enriquece a democracia”.
Tratamos a participação com seriedade
“Tratamos a participação com seriedade, não é com gracinhas, não é com sorrisos indelicados” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, dirigindo-se, tal como o disse, olhos nos olhos, a Luís Ferreira, Presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, presente na sala, e criticando aqueles que, na sua opinião, “desenvolvem uma linha critica de desvalorização das Opções Participadas, nós por aí não vamos”.
“Não fazemos esta gestão de proximidade por demagogia. Queremos ser avaliados. Ninguém condiciona a acção do Presidente da Câmara no desenvolvimento deste método de trabalho e queremos melhorar” – salientou Carlos Humberto, referiu ainda que, a sua linha estratégica de gestão, exige que seja feita “a avaliação politica da acção dos eleitos, nós devemos ser avaliados todos os dias e na realização de cada acção”.
“A participação dos cidadãos e a avaliação do nosso trabalho é essencial à democracia tanto como o ar que respiramos” – referiu a finalizar Carlos Humberto.













