3ª Mostra de Doçaria do BarreiroAfinal…o que é doce nunca amargou
Picada de abelha (Rosa Martinho), Miminhos verdes (Restaurante Ca-cá) e Guinhas (Argnaldo Borba), foram os doces eleitos pelo juri na 3ª Mostra de Doçaria Tradicional - Concurso, que decorreu hoje, no Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro, e que atraiu dezenas de pessoas, desejosas de provar e adoçar uma tarde de Sábado.

Por Jornal Rostos
A espera para saber os resultados foi long porque "tratou-se de uma escolha muito difícil, uma vez que todos os doces eram de enorme qualidade" referiu o Chefe Silva, um habitué destas coisas de gastronomia no distrito, que em conjunto com os restantes membros do júri teve de avaliar os muitos doces apresentados pelos participantes Andreia Martins, Argnaldo Borba, Teresa Medronho (que apresentou um interessante Bolo de alfarroba), Pastelaria Bonanza, Restaurante Carraspana, Álvaro Silva, Eliza Saraiva, Helder Martins, 100 Pecados (com um bolo de Noivado do Barreiro), Restaurante Tabuense, Restaurante Zepelin, Restaurante Ca-Cá, Pastelaria Oceano, Mafraria (cujos Folhados Alentejanos levaram a diversos comentários do público pelo reconhecimento deste doce típico) e Rosa Maria Bucho.
Doces de ontem e de hoje
Coube ao vereador Joaquim Matias iniciar o concurso, relembrando os doces feitos "pela minha mãe e dos quais nunca esqueci o sabor, porque esta esta é uma arte e não é das menores".
O vereador desejou ainda que "o convívio e as críticas construtívas feitas pelo júri, sirvam para apurar e aguçar as próximas edições e descobrir novas sensibilidades para esta arte".
Os doces, divididos em três categorias: Bolos, Doces e Fritos, foram sendo apresentados ao júri, composto por Celeste Cavaleiro, em representação da Região de Turismo Costa Azul, os Chefes Silva, Daniel Piedade e Carlos Silva, o representante da Associação de Comerciantes de Setúbal, António Tomás e o representante da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Moreira, que os foram provando e avaliando, o que levou mesmo o vereador a brincar desejando que "tivessem um bom fígado para aguentar com tanto açúcar".
Exposições de escultura de Cabrita Ramos e cerâmica de Isana
O público, no início maioritariamente feminino, apesar de alguns dos vencedores serem homens, ansiava por saber o resultado, mas também por provar as iguarias que mesmo ali ao lado irradiavam a máxima tentação.
Por isso mesmo, ao fundo da sala podiam adquirir algumas das doçuras, em pequenas «bancas» do Restaurante Tabuense, 100 Pecados, Pastelaria Bonanza ou de Andreia Martins.
Enquanto o júri fazia a sua avaliação, Carlos Humberto inaugurou no mesmo espaço as exposições de escultura em pedra de Cabrita Ramos e os trabalhos em cerâmica e azulejaria de Isana, que forneceu também as peças ofertadas aos primeiros classificados da Mostra.
Seguiu-se a apresentação dos vencedores ns três categorias: Doces - 2º lugar para Serra Gula, do Restaurante Carraspana e 3º lugar para Pudim de Abadessa de Álvaro Silva; Bolos - 2º lugar para o Bolo Coral de Argnaldo Borba e 3º lugar para a Tarte de Maçã da Pastelaria Oceano e em Fritos - 2º lugar para as Azevias de Grão da Pastelaria Bonanza e 3º lugar para as Almofadinhas Fritas de Helder Martins.
Adoçar a vida
Carlos Humberto, presidente da edilidade, colocou «a cereja no topo do bolo» encerrando esta edição da Mostra, com breves palavras "até porque não é para falar que aqui estamos, mas temos de reconhecer que a vida é feita de trabalho e lazer, mas também de cultura e por isso temos aqui as duas exposições, e deste outro componente que também faz falta para nos adoçar a vida, em especial aos que mais dificuldades sentem. Desejo por isso que a vida de todos possa ser hoje um pouco mais doce".
Maria do Carmo Torres













