Opções Participadas – Stº André“É preciso ultrapassar o ambiente de crise que se vive no Barreiro”
- referiu o Presidente da Câmara
. Aberto concurso para o aluguer das garagens e espaços de estacionamento no Mercado Municipal de Stº André
. Igreja de Santo André lançamento da 1ª pedra em 2007
Carlos Humberto referiu que o concelho do Barreiro perdeu 17 mil habitantes, era marcado pela indústria e actualmente é um concelho de serviços.
“Éramos um concelho que marcava uma centralidade regional, pelo emprego que existia ao nível industrial, e, actualmente há mais pessoas a trabalhar fora do concelho, que no próprio concelho” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que - “É preciso que o Barreiro encontre uma nova vocação”.

Por Jornal Rostos
João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, abriu os trabalhos da reunião das “Opções Participadas” na sua freguesia, referindo a importância destas iniciativas e salientando que a sua realização tem como objectivo dar sentido à ideia que “o que é de todos, deve ser resolvido por todos”.
A democracia não se resume ao voto
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por salientar que estas acções do executivo municipal, visam “envolver a população” e “manter a gestão de proximidade” e que tal nada tem a ver com o fazer, tem a ver “com uma concepção de cidade, do fazer a cidade”.
“Podem existir formas de avaliação critica para esta forma de gerir, mas nós não abdicamos de continuar, porque a democracia não se resume ao voto de quatro em quatro anos, deve ser uma prática de todos os dias” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Na sua opinião é essencial que os eleitos possam “prestar contas” e que seja efectuada “una avaliação critica do trabalho que realizam”, porque, sublinhou, “a nossa acção não é isenta de insuficiências”.
As receitas não cobrem as despesas
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que o actual mandato do executivo municipal foi marcado por duas ideias – “manter o constante diálogo com os interessados na vida do concelho” e que “as decisões da Câmara sejam tomadas com base no conhecimento da realidade”.
Acrescentou que as decisões, no entanto, foram marcadas “por uma preocupante situação financeira”, cuja realidade resumiu – “as receitas não cobrem as despesas, esta é a situação real e a Câmara tem a sua capacidade de endividamento esgotada”.
O concelho marcava uma centralidade regional
Carlos Humberto, salientou o empenhamento no “desenvolvimento estratégico” dado que considerou “o maior problema do concelho do Barreiro é o desenvolvimento económico e o emprego”.
“É preciso ultrapassar o ambiente de crise que se vive no Barreiro” – salientou o autarca, recordando que o concelho do Barreiro perdeu 17 mil habitantes, era um concelho marcado pela indústria e actualmente é um concelho de serviços.
“Éramos um concelho que marcava uma centralidade regional, pelo emprego que existia ao nível industrial, e, actualmente há mais pessoas a trabalhar fora do concelho, que no próprio concelho” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que - “É preciso que o Barreiro encontre uma nova vocação”.
POLIS vai ser concluído
Na sua intervenção, salientou a importância da construção da ETAR, para despoluir o Rio Tejo e o Rio Coina e um contributo para valorizar o património ambiental do concelho, podendo “ajudar ao desenvolvimento económico”.
Sublinhou o autarca que o POLIS está em fase de estar concluído, tendo sido abertos 3 concursos e que na próxima reunião de Câmara será lançado mais um concurso.
Segundo Carlos Humberto está tudo bem encaminhado para que se conclua as candidatura e também que possa vir a concretizar-se a fase restante do POLIS.
Seguros nos Parques Infantis
Por outro lado, referiu o empenhamento do executivo municipal no sentido de “melhorar o funcionamento interno da autarquia, e referiu a realização de Concursos Internacionais para as áreas dos Seguros, Vigilância e Limpeza das Instalações Municipais.
Salientou que, por exemplo, com a candidatura dos Seguros, “os Parques Infantis, que hoje não têm seguros, passarão e estar segurados, para qualquer acidente que neles ocorra”.
Referiu, igualmente, a realização do Concurso Internacional que vai permitir que, até ao final do ano, todas as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico sejam apetrechadas com mobiliário novo.
O impacto ambiental do Centro de Reformados
No período de debate com os munícipes foram colocados diversos problemas relativos à freguesia de Santo André.
As preocupações sobre os impactos no espaço urbano envolvente da futura construção do Centro destinado à AURPISA – Associação Unitária de Reformados Pensionistas e Idosos de Santo André.
Sobre esta matéria o Vereador Joaquim Matias, referiu que já existe o projecto para a construção do novo centro dos reformados de Santo André, e que “o que vai ser feito tem dignidade e não vai prejudicar os moradores”.
Para que a construção do projecto avance “terá que aguardar oportunidade para ser feito”.
De forma a que as preocupações referidas e que se proceda a eventuais correcções, antes do arranque da obra, foi sugerido que os moradores com preocupações tomassem conhecimento do projecto através da realização de numa reunião com a Câmara e os serviços.
Construção de Depósito de água sem projecto
A situação dos jardins e o Parque Infantil da Urbanização do Vale do Romão, os cães abandonados nas ruas, os materiais abandonados à entrada do Parque da Cidade, a falta de resposta aos munícipes pelos serviços da Câmara, os atraso na construção da passagem pedonal na IC21, junto ao Modelo, a situação das instalações sanitárias na Escola do Ensino Básico nº 1; a falta de iluminação no Parque da Cidade, a retirada dos moinhos como símbolo municipal, a utilização da Piscina Municipal, pelos clubes; a utilização do Polidesportivo de Santo André, pelos clubes da freguesia e a falta de agia na Quinta da lomba, foram algumas das matérias abordadas, numa primeira fase.
Sobre os materiais abandonados, à entrada do Parque da Cidade, foi referido que pertencem a um estaleiro de obra, instalado pelo anterior executivo municipal para a construção de um depósito de reserva de água para o Parque da Cidade, que verificou-se “não existia projecto, estava ser feito had hoc” era uma obra “que não estava sustentada”.
Não mudou símbolo por opção política
Acerca da mudança dos símbolos da Câmara, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que não foi feita mudança “por opção politica, nós não quisemos mexer no símbolo, apesar de eu, por razões emocionais, gostar muito dos moinhos”.
Recordou que a força política que ganhou a Câmara, a primeira preocupação que teve foi “apagar o símbolo do Barreiro, nós não temos que fazer o mesmo, até porque, as pessoas não são todas iguais”.
Referiu igualmente, “nós temos que fazer a gestão dos recursos e a mudança de um símbolo tem custos económicos”.
São necessários investimentos de milhões de euros
Sobre a falta de água na Quinta da Lomba, a vereadora Sofia Martins, salientou que “a falta de água é um problema do concelho”, acrescentando que é necessário “planear investimentos na rede de águas no concelho do Barreiro”.
“O futuro não é nada bom em relação ao abastecimento de água no concelho do Barreiro” – salientou a vereadora Sofia Martins.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre esta matéria, sublinhou que o problema da água, “è estruturante para o concelho do Barreiro”, os investimentos que são necessários realizar são na ordem dos milhões de euros.
“O Barreiro precisa de investir em águas e saneamento milhões de euros” – salientou, acrescentando que “nós não queremos privatizar as águas”, porque a privatização irá reflectir-se na vida dos cidadãos.
Nenhuma pergunta deve ficar sem resposta
O Presidente da Câmara, esclareceu ainda que, sobre a falta de resposta por parte dos serviços da Câmara, recordou que “não há democracia sem informação” porque “só se tem opinião sobre o que se conhece”.
Neste contexto, considerou que os serviços têm que entender “esta filosofia do executivo, não há pergunta colocada pelos cidadãos que não tenha resposta”.
Modelo atrasa execução de Passagem Pedonal
Sobre a construção da passagem pedonal da IC 21, o Vereador Joaquim Matias, sublinhou que “o projecto que existia era da geração daquele que caiu na IC19” por isso a sua construção não avançou.
Entretanto, já existe um novo projecto aprovado pelo IEP – Instituto de Estradas de Portugal, faltando alguns pormenores.
“A obra vai ser feita pelo Modelo, que está a atrasar a sua execução. Estamos à espera da confirmação quando a obra vai começar” – salientou o Vereador Joaquim Matias – “já devia ter sido feita há um ano”.
Igreja de Santo André 1ª pedra em 2007
Numa segunda ronda de perguntas e sugestões por parte dos presentes nesta sessão das “Opções Participadas”, começou o Padre Armando Azevedo, por solicitar que, no âmbito do centenário da morte de Baden Powell, que será comemorado em 2007, o Barreiro consagra-se na sua toponímia o nome do fundador do escutismo no mundo.
Por outro lado, manifestou o interesse em se “avançar para a construção da nova Igreja de Stº André”. Desejando que “a primeira pedra fosse lançada no ano de 2007”.
Referiu ainda o necessidade de se ter em atenção os problemas da segurança na freguesia.
Sobre a construção da Igreja, o Vereador Joaquim Matias, referiu que foi feita uma pequena deslocação do local, onde estava prevista a construção, de forma a não afectar a zona da REN, manifestou toda a disponibilidade da autarquia para que o projecto possa avançar com celeridade.
Entretanto, o Presidente da Câmara, referiu que com a construção da Igreja ficará resolvido a carência, na freguesia, de uma Casa Mortuária, outro assunto, levantado no decorrer da reunião.
EDP presta um mau serviço
Outra intervenção, referiu o problema dos esgotos no cruzamento da Avenida dos Fuzileiros com a Rua Capitães de Abril e o facto de a iluminação da via pública estar acesa quando ainda é dia, enquanto outra intervenção salientou estar apagada “quando ainda é noite”.
O Vereador Joaquim Matias, salientou que o problema do esgoto referido, é “um problema que já conheço de outra encarnação” e recordou que aquele é um problema complicado dado que o “esgoto passa a 5 metros de profundidade”.
Por outro lado, referiu que naquele local está prevista a construção de uma Rotunda, mas que tal implica expropriação de terrenos, o que torna a solução difícil.
O autarca sobre as situações referidas de iluminação pública salientou que a “EDP não está aprestar um bom serviço” e referiu que “não há possibilidades de haver mais fiscalização por parte da Câmara Municipal”.
Aluguer de Garagens e espaços rende 3 mil euros mensais
Acerca das garagens e lugares de estacionamento no Mercado Municipal de Santo André, outro assunto colocado, a Vereadora Sofia Martins, referiu que “houve uma baralhada, estavam coisas por resolver, mas agora está tudo encaminhado”.
Segundo a autarca os concursos foram lançados e em breve será feita a rentabilização daquele espaço.
O Presidente da Junta de Freguesia de Stº André referiu que numa das Lojas do Mercado Municipal vai funcionar uma Agência do Banco Espírito Santo e que vão ser afixados editais para divulgar, aos interessados, sobre a aquisição dos espaços de estacionamento ou de garagens.
Segundo João Raio a autarquia poderá obter uma receita mensal, com aqueles espaços na ordem dos 3 mil euros, verba que tem perdido ao longo destes meses desde a inauguração daquele espaço municipal.
Não há problemas de segurança graves
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu ainda o problema da segurança na freguesia de Santo André e no concelho do Barreiro.
“Nós, no concelho do Barreiro, não temos verdadeiramente um problema de segurança grave. Há algumas situações” – sublinhou Carlos Humberto, recordando que no concelho, no contexto da Área Metropolitana de Lisboa e da Península de Setúbal, a situação no Barreiro tem que ser “relativizada” e avaliar com algum “equilíbrio”.
Estão a ser recolhidos centenas de carros abandonados
Outro assunto que mereceu atenção nesta reunião foi a existência de carros abandonados, tendo sobre esta matéria, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhado que estão a ser recolhidos cerca de 300 carros e que, de acordo com o Vereador João Soares, responsável por esta área, “já estão listados mais 90 carros”.
Sublinhou, igualmente, sobre a pintura de passadeiras, que “é preciso investir em novas formas de fazer as pinturas, de forma a que tenha mais durabilidade”, matéria que já tem vindo a abordar com o Vereador João Soares, salientando que está a ser executado um “plano global de pintura de passadeiras”.
Cadastro da arborização do concelho
Um registo final dos assuntos abordados, nesta reunião, foi a referência a situações de árvores que não são devidamente tratadas e de caldeiras que existem sem árvores.
Salientou a Vereadora Sofia Martins que actualmente está a ser elaborado um “levantamento da situação da arborização do concelho” que permite saber que tipo de árvores existem, em que locais e a situação real.
Na sua opinião este cadastro, que está a ser feito por freguesia, será um contributo para o desenvolvimento de trabalho futuro de forma a que existam no Barreiro – “zonas verdes com qualidade”.
Divulgou, igualmente, que está a ser elaborada uma candidatura de forma a que possa ser instalado no concelho “um sistema de rega inteligente”, dado que o sistema de telegestão, “funciona mal ou nunca funcionou”.













