No BarreiroQuimiparque - Quais as actividades âncora para aquele território?
Carlos Humberto, salientou que o território da Quimiparque deve ser avaliado com uma “visão integrada e articulada” no contexto da Península de Setúbal, nomeadamente, como o futuro dos territórios da Siderurgia Nacional e da Margueira, sublinhando que “estes territórios não devem competir entre si”.

Por Jornal Rostos
Realizou-se a 5ª Sessão de Participação Pública do Plano Municipal do Ambiente, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, uma iniciativa coordenada pelo Vereador Bruno Vitorino, responsável pelo Grupo de Trabalho do Ambiente da Câmara Municipal do Ambiente.
Desenvolvimento sustentável do Barreiro
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na abertura da 5ª Sessão de Participação Pública do Plano Municipal do Ambiente, referiu que a elaboração do Plano Municipal do Ambiente se insere na estratégia do Movimento Mundial da Agenda XXI, que visa envolver “os actores locais no desenvolvimento sustentável do Barreiro”.
Na sua intervenção sublinhou que é essencial que a elaboração do Plano Municipal do Ambiente, contribua para “identificar o estado do ambiente do concelho”, “definir prioridades” e promover “estratégias integradas”.
Salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, que a elaboração do Plano Municipal do Ambiente do Barreiro, tem a sua origem “na década de 90”, quando a Câmara Municipal do Barreiro decidiu “incorporar preocupações de carácter ambiental”, quando da “revisão do PDM”.
Rede de Vilas e Cidades Sustentáveis
Sublinhou, Carlos Humberto, que a Câmara Municipal do Barreiro, deliberou integrar a “Rede de Cidades e Vilas Sustentáveis”, processo que conduziu à realização do Plano Municipal do Ambiente, a partir de 12 de Janeiro de 2001.
Segundo o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na elaboração do Plano Municipal do Ambiente é essencial que sejam definidas “metodologias participativas”, que se motive “a participação de todos” e que todos “tenham acesso à informação”, tendo em vista, perante os problemas da globalização ambientais, se “encontrem soluções locais”.
Quais as actividades âncora para aquele território?
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que “o território da Quimiparque é nodal para o desenvolvimento do Barreiro” e referiu que a reflexão sobre o futuro deste território deve ter em conta a sua importância no contexto da Área Metropolitana de Lisboa e do país.
“Quais as actividades âncora para aquele território?” – interrogou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Na sua intervenção defendeu que só depois de definida uma estratégia para o território é que, “depois passamos par o desenho urbano”.
Quimiparque não pode ser vista isoladamente
Carlos Humberto, teceu considerações sobre os impactos da 3ª travessia do Tejo no território da Quimiparque, a necessidade de se definir o enquadramento do Porto da Quimiparque, no Plano Estratégico do Porto de Lisboa e, também, no âmbito da Estratégia Lisboa 2020.
Recordou que “não há fundos comunitários para obras, porque a AML só obtém fundos nos “objectivos de competitividade” para a formação e “pouco para a obra física” e o território da Quimiparque, recordou, “precisa de obra física”.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que a “Quimiparque não pode ser vista isoladamente”.
Referiu, igualmente, a importância de serem definidas e estudadas as acessibilidades e a mobilidade em relação ao futuro desenvolvimento da Quimiparque, porque, tal, determinará o desenvolvimento económico e empresarial.
Uma visão integrada na Península
Carlos Humberto, salientou que o território da Quimiparque deve ser avaliado com uma “visão integrada e articulada” no contexto da Península de Setúbal, nomeadamente, como o futuro dos territórios da Siderurgia Nacional e da Margueira, sublinhando que “estes territórios não devem competir entre si”.
Construir parceria com Quimiparque
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que a “Câmara tem as competências que tem”, pode “construir parcerias” e sublinhou que tal tem vindo a ser concretizado com o Conselho de Administração da Quimiparque, referindo que - “É muito o que nos une”, e, acrescentando que, “temos diferenças de opinião”, que estão presentes para serem ultrapassadas, visando “construir uma solução que tenha sustentabilidade”.
“A Quimiparque é o principal projecto para o desenvolvimento do Barreiro, é um factor de desenvolvimento do Barreiro, para que a Quimiparque, no século XXI, seja um factor de centralidade do Barreiro” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentado a importância de se “gerir a oportunidade” do território da Quimiparque, com “visão de futuro”.
Quimiparque objectivos de qualidade
Carlos Humberto, concluiu a sua intervenção, que os objectivos do território da Quimiparque para o concelho do Barreiro, têm que ser “objectivos de qualidade”, sustentados em vectores de aspectos urbanísticos, aspectos sociais, promoção de actividades económicas, preocupações ambientais e enquadramento no contexto das estratégias da AML e Península de Setúbal.













