Bruno Vitorino defendeRecuperação do Barreiro Velho passa pela criação da Sociedade de Reabilitação Urbana
O tema da segurança, referido por muitos dos presentes, levou Bruno Vitorino a afirmar que “compreendo até a posição do comandante da PSP de dizer que o Barreiro não tem mais questões de segurança que outras zonas do pais, mas a verdade é que as coisas estão a complicar-se e todos os dias temos noticia de mais violência”
O vereador referiu as três candidaturas efectuadas ao PRAUD – Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Degradadas “e, sublinhou que, embora, já tenha passado um mês sobre a data apontada, para o Governo dar uma resposta, “ainda não sabemos de nada”.

Por Jornal Rostos
Um ano depois da tomada de posse como vereador do Ambiente e da Reconversão Urbana, Bruno Vitorino participou em mais um “Jantar com Rostos”, onde a recuperação de diversas áreas do Barreiro, a segurança e trabalho autárquico foram os temas à sobremesa.
A noite foi de longa conversa, com uma boa participação de intervenientes, “embora gostássemos de ter mais participação, e contar com opiniões contrárias” segundo referu Sousa Pereira.
O vereador e presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Bruno Vitorino, fez uma exposição sobre o trabalho que o seu pelouro tem desenvolvido ao longo deste ano, com especial ênfase para a questão da reconversão dos moinhos e dos edifícios antigos da cidade.
Barreiro velho, Barreiro novo
“O caminho que defendo para a recuperação do Barreiro Velho passa pelo projecto SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, mas não creio que o actual executivo o vá seguir” salientou Bruno Vitorino.
“O PSD está também frontalmente contra o que se irá realizar no centro do Barreiro, projecto para o qual não houve qualquer estudo de impacte no ambiente urbano e de tráfego para a zona”.
Outra medida com a qual o vereador discorda “é a da taxa de aplicação da derrama, que apenas irá servir para afastar mais os comerciantes”.
Bruo Vitorino salientou a necessidade de recuperação urbana, que não é uma perrogativa apenas de Portugal “mas antes algo a que se tem assistido por toda a Europa, a degradação das zonas urbanas, que se agravou nas últimas décadas, e que tem a ver com as questões interligadas com o emprego, o envelhecimento da população e a falta de atractividade do local, gerando a degradação do mesmo. Tudo isto está ligado transversalmente mas funciona em espiral, porque umas condições levam a outras. É necessário a implementação de uma estratégia contrária, através de diagnósticos da fragilidade desse tecido urbano e das suas potencialidades, não olhando o local como uma ilha, mas como um todo.
E temos de fazer isso com os meios que estão disponíveis. Também os projectos não podem nem devem mudar consoante mudam os vereadores ou as maiorias camarárias, embora tenhamos a consciência de que é impossível agir no imediato sobre tudo.”
O vereador explicou depois as três candidaturas efectuadas ao PRAUD – Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Degradadas “e embora já tenha passado um mês sobre a data apontada para o Governo dar uma resposta, ainda não sabemos de nada”.
O valor total de apoios irá rondar os 200 mil contos na totalidade das canditaturas.
As questões de degradação levantaram o tema da segurança, referido por muitos dos presentes, com Bruno Vitorino a afirmar que “compreendo até a posição do comandante da PSP de dizer que o Barreiro nãotem mais questões de segurança que outras zonas do pais, mas a verdade é que as coisas estão a complicar-se e todos os dias temos noticia de mais violência”
Barreiro ambiental
Durante a sua intervenção, Bruno Vitorino referiu alguns dos projectos mais importantes que tem levado a cabo na vereação, como “as hortas pedagógicas, o projecto de biogás desenvolvido na Escola dos Casquilhos, a subida do Rio Coina, o Plano Municipal do Ambiente, o diagnóstico e as propostas para recuperação dos edifícios com azulejos, entre outros que estão prestes a avançar”.
Com um Grupo de Trabalho “onde trabalham três pessoas” e um Gabinete de Crise com sete técnicos, “temos o trabalho orientado e definido, numa lógica de trabalho de equipa, a única forma de trabalhar, mas os meios é que não chegam”.
“Pusemos a Mata da Machada no mapa da intervenção política, e embora não tenha sido atribuido o apoio que desejevamos por parte dos programas do Estado, conseguimos realizar ali iniciativas muito importantes, revitalizando e protegendo aquele espaço, ao mesmo tempo que o devolviamos aos cidadãos”.
Outro projecto que mereceu um enorme empenho do vereador, foi a recuperação dos Moinhos e do espaço envolvente. “Foi realizado um diagnóstico e tivemos equipas de voluntários, bem como de escuteiros, a realizar a limpeza do espaço, desactivando unidades desportivas degradadas. No entanto, o trabalho teve de ser interrompido devido ao estado de degradação dos moinhos, que se agravou nos últimos tempos. Face a tudo isso, pergunto porque não é feita a classificação dos moinhos?”
A reabilitaçao do Bairro das Palmeiras foi outro dos temas abordados “cujo diagnóstico já está feito e estão definidas estratégias de intervenção de espaço público e de realojamento, mas faltam ainda a definição de alguns caminhos, que já não passam por mim”.
“Tenho cumprido”
Sobre a sua acção como vereador, frisou a importância da ligação entre o trabalho autárquico e a população “e por isso criei o blog, não para dizer mal de ninguém, mas para suscitar o debate e discussão de temas, e também por isso recebo os munícipes sem data marcada, porque os problemas existem todos os dias.
Por outro lado, considero que um vereador não pode estar preso às especificidades do seu pelouro e deve intervir na vida e daí as minhas propostas na Câmara, como a de substituir o papel pelo email. O papel do vereador é articulado com o PSD, que tem soluções para os problemas da cidade e das suas gentes.
E por isso fazemos o que temos a fazer e não nos limitamos a apresentar dificuldades, que têm existido desde sempre.”
O trabalho na área da energia foi outro dos pontos que o vereador salientou, “embora seja uma área nova onde estamos a trabalhar, mas na qual temos dado passos muito concretos com sustentabilidade, trabalhando transversalmente e não apenas num sentido”.
Respondendo a algumas pequenas provocaçoes amigáveis, Bruno Vitorino concluiu dizendo que “estou disponível para trabalhar pelo Barreiro e orgulho-me de, até hoje, em todas as áreas em que trabalhei ter sido criticado por muita coisa, mas nunca ninguém me acusou de não ter feito algo ou que abandonei o cargo a meio. Sem falsa modéstia, tenho cumprido e fui eleito para isso”.
Maria do Carmo Torres













