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Perspectivas

520º Aniversário da Freguesia do BarreiroJunta de Freguesia propõe “Rua D. João II” para homenagear “criador” do Barreiro

“É indispensável que para projectarmos o Barreiro no futuro tenhamos presente o que foi o seu passado, a sua história “
“É preciso que o Rossio, a Rua Miguel Bombarda e a Rua Miguel Pais sejam parte integrada da centralidade que também precisa de ser requalificada” – sublinhou Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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520º Aniversário da Freguesia do Barreiro Junta de Freguesia propõe “Rua D. João II” para homenagear “criador” do Barreiro

Por Jornal Rostos

O significado da data que se assinalava foi expresso por Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro: “Para nós, comemorar 520 anos da Freguesia do Barreiro é comemorar a história e o contributo de muitas pessoas que construíram o Barreiro que hoje temos” e a respeito dessa cooperação falou no papel das freguesias, considerando-o “um contributo crescente na resolução dos problemas”.
Desafios para o Concelho
No encerramento das comemorações dos 520 anos da Freguesia do Barreiro, Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro, falou no futuro do Barreiro: “temos grandes desafios para o Concelho”. E falou de cinco desafios para os quais considera importante dar resposta, onde é preciso dar passos significativos. Começou por mencionar a questão do território da Quimiparque, que na sua opinião “para além de ter alguns problemas é uma área de grande potencialidade”. Falou na 3ª Travessia do Tejo e Pólo Ferroviário que deve ser encarada, na sua opinião: ”como um contributo para a requalificação do Barreiro que tem de ser cada vez mais sustentado e sustentável”. O terceiro desafio passa pela necessidade de ser repensado o centro do Barreiro: “É preciso que o Rossio, a Rua Miguel Bombarda e a Rua Miguel Pais sejam parte integrada dessa centralidade que também precisa de ser requalificada”. A mobilidade no Concelho foi outra das questões mencionadas pelo Presidente, a nível de trânsito, estacionamento, que, segundo o próprio, apesar de não ser o principal problema do concelho merece especial atenção. Considera ainda, relativamente a esta matéria, que as respostas para outros desafios poderão ajudar a encontrar soluções para a mobilidade no Barreiro. A recuperação e integração dos rios Coina e Tejo na dinâmica e vivência do Concelho foi também referenciada: “ É preciso tomar medidas para que o Concelho não esteja de costas viradas para o rio”, salientando que os rios são “talvez as nossas maiores belezas”.
Envolvimento colectivo
Acerca da história do Barreiro, Carlos Humberto aludiu para o papel de vivência colectiva, de participação e envolvimento colectivo da região e acerca disso referiu: “veja-se o número e o papel do Movimento Associativo, não apenas das colectividades mas dos sindicatos, das cooperativas, da juventude, das associações desportivas” e considerou: “é preciso dar mais força a uma cultura de participação, de envolvimento”. Encarando a participação como um importante factor de desenvolvimento para o concelho, não deixou no entanto de referir: “as questões de emprego são essenciais mas não há desenvolvimento sem o exercício da cidadania”.

A preocupação com as questões sócio culturais também teve lugar no debate e tomaram forma nas palavras do Presidente da Câmara: “Não há democracia sem cultura”. Para a concretização de todos os projectos disse: “o caminho é de profundo trabalho e dedicação e juntar todas as vontades”, realçando assim a importância do contributo de cada um dos cidadãos.
Atribuir nome de “Rua D. João II”
Raul António Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, começou por falar acerca da proposta apresentada à Associação Toponímia da Câmara Municipal do Barreiro para que na nova urbanização no campo do Rossio uma das ruas passe a designar-se por Rua D. João II e sobre isso acrescentou:”Acho extraordinário que nesta Terra não se tivesse até hoje arranjado uma rua com a qual se designasse Dom João II, visto que foi este Rei quem deu início à criação do Barreiro”.
Protocolo entre Câmara e Freguesias do Barreiro
Raul António Malacão falou no Protocolo assinado a 12 de Janeiro de 2007 entre a Câmara do Barreiro e as oito juntas de freguesia que tem a duração de um ano, considerando como principal objectivo deste projecto a gestão tripartida e solidária entre os diversos órgãos autárquicos e sobre isso referiu:”abriu-se um novo ciclo para as Juntas do Concelho”. Para além das inúmeras intervenções diárias, as juntas de freguesia ficaram encarregues de vários projectos de intervenção em parceria com a Câmara, contribuindo assim para um objectivo comum, que diz ser: “a melhor qualidade de vida”. As responsabilidades da Junta do Barreiro acresceram assim, entre outras competências, no aumento da intervenção nas áreas verdes, na intervenção no ensino básico e na manutenção de alguns resguardos das paragens dos autocarros. Considerando que, pela primeira vez na história, a Junta de Freguesia do Barreiro desempenha responsabilidades que nunca teve, acrescenta que a resolução dos problemas vai ser um processo que se vai desenvolver no tempo e terminou o discurso dizendo. “O tempo é de confiança no futuro”.
Freguesia do Barreiro – 520 anos
Rosalina Carmona, historiadora, fez uso de uma sequência de imagens para falar na evolução histórica da Freguesia do Barreiro “ao longo de mais de cinco séculos de existência”, fez questão de salientar. Em jeito de retrato passou pelos momentos mais marcantes da história do Barreiro, focando a atenção na sua formação enquanto freguesia, quando a 12 de Fevereiro de 1487 em Santarém, D. João II, na qualidade de Administrador da Ordem de Santiago, assina uma carta que cria a Paróquia de Santa Cruz, respondendo assim ao pedido dos, na altura, moradores do Barreiro que solicitaram a construção de um capelão para assim passarem a deixar de estar na dependência da Freguesia de Alhos Vedros.

Andreia Lopes Gonçalves

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