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Perspectivas

Fórum Concelhio do BarreiroAs Associações devem ser autosustentáveis
. Quinta da Migalha o conceito “Bairro-Cidade”

José Araújo defendeu que as associações devem desenvolver as suas actividades visando encontrar modelos de gestão que as tornem “autosustentáveis” e a necessidade de serem desenvolvidas “novas regras no Estatuto do Mecenato Desportivo”.

Romão Antunes referiu que as colectividades deveriam ser espaços atraentes, “motivadores para atrair as pessoas” e sublinhou que a Câmara Municipal do Barreiro deveria ter um Gabinete de Apoio que contribuísse para melhorar a gestão das instalações e a reformulação dos espaços.

Artur Simões recordou que foi aprovado, na Assembleia da República, o “Estatuto de Parceiro Social” para as colectividades e que desde a sua aprovação, “já passaram três governos e continuamos à espera”.

João Paulo Lopes referiu a importância de uma cidade ser estudada com referência à sua “capacidade de carga”, ao “conhecimento do suporte biofísico”, as “necessidades económicas e sociais” assim como a “minimização dos impactos”, nomeadamente através da “articulação de equipamentos e espaços verdes”.

Miguel Pacheco, defendeu a realização de investimentos intermuncipais, quer na gestão, quer na construção de equipamentos, envolvendo parcerias públicas e privados.

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Fórum Concelhio do Barreiro As Associações devem ser autosustentáveis . Quinta da Migalha o conceito “Bairro-Cidade”

Por Jornal Rostos

“A função do Movimento Associativo no Mundo Moderno e o seu reconhecimento pelo Estado” e “A cidade e o desporto – o papel dos equipamentos desportivos como factor de melhoria da qualidade de vida”, foram os temas debatidos no Fórum Concelhio do Desporto, uma iniciativa integrada nas acções preparatórias do Fórum do Desporto da Península de Setúbal.

Associações devem ser autosustentáveis

José Araújo, Vice Presidente da Associação de Futebol de Setúbal, referiu aspectos diversos que caracteriza o que classificou do “paradigma actual do associativismo” cuja base de sustentação assenta nas quotizações e doações dos associados, subsídios públicos e privados ou pelo desenvolvimento de actividades comerciais.
José Araújo considerou essencial que sejam desenvolvidos “incentivos e políticas de apoio à formação” e acrescentou que as associações devem desenvolver as suas actividades visando encontrar modelos de gestão que as tornem “autosustentáveis”.
Por outro lado, defendeu a necessidade de serem desenvolvidas “novas regras no Estatuto do Mecenato Desportivo”.

Apoio à gestão e melhoria das instalações

Romão Antunes, presidente da Associação de Professores de Educação Física – Sul do Tejo, salientou que “o concelho do Barreiro é “marcado pelo desporto” com muitos clubes que “marcam presença na vida nacional”.
Recordou os Jogos Juvenis do Barreiro e referiu que o Barreiro ainda não prestou a “Augusto Valegas uma homenagem como deve ser”.
Na sua intervenção defendeu que devia ser feita “uma caracterização dos espaços desportivos das escolas”, nomeadamente do 1º Ciclo, considerou, igualmente, que “terá que haver uma boa caracterização do Movimento Associativo”.
Na sua intervenção referiu que as colectividades deveriam ser espaços atraentes, “motivadores para atrair as pessoas”.
Sublinhou que a Câmara Municipal do Barreiro deveria ter um Gabinete de Apoio que contribuísse para melhorar a gestão das instalações e a reformulação dos espaços.
Finalizou a sua intervenção defendendo a criação de um Conselho de Desenvolvimento Desportivo e a edição regular de uma Folha Informativa que divulgasse os resultados das diversas competições em que participam as equipas do Barreiro, nas diferentes modalidades.

Colectividades são o grande baluarte desportivo

Artur Simões, presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio,
Sublinhou que “as colectividades de cultura e recreio são o grande baluarte desportivo”.
Sublinhou que o desporto é uma actividade marcada por valores e regras de solidariedade que são as mesmas que definem o associativismo.
Na sua intervenção criticou a actual situação da vida portuguesa marcada por um estado que promove políticas liberais, num país onde vivem “dois milhões de pessoas no limiar da pobreza”.
Artur Simões defendeu que o “desporto faça parte da agenda politica” dado que 73% dos portugueses “são sedentários”.

Três governos e continuamos à espera

Referiu as diversas actividades promovidas pela Confederação na promoção do desporto e saúde.
Por outro lado recordou que no dia 31 de Maio é celebrado o Dia Nacional das Colectividades.
Recordou que foi aprovado, na Assembleia da República, o “Estatuto de Parceiro Social” para as colectividades e que desde a sua aprovação, “já passaram três governos e continuamos à espera”.
Por outro lado, defendeu que as colectividades deveriam ter um tratamento diferenciado em termos de IVA, para as actividades desportivas e culturais.
Artur Simões, sublinhou que a “formação é uma vertente estratégica e estruturante da actividade da Confederação”.

Articulação de equipamentos e espaços verdes

João Paulo Lopes, arquitecto Chefe da Divisão de Planeamento e Ordenamento do Território da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a importância do planeamento das cidades, deu referência de uma experiência de ocupação de um território em Valência – Espanha – e divulgou um “caso de estudo do Barreiro”, apresentado no âmbito de uma tese de mestrado, relacionado com a “Ecocidade – Quina da Migalha”.
Referiu a importância de uma cidade ser estudada com referência à sua “capacidade de carga”, ao “conhecimento do suporte biofísico”, as “necessidades económicas e sociais” assim como a “minimização dos impactos”, nomeadamente através da “articulação de equipamentos e espaços verdes”.

Quinta da Migalha o conceito “Bairro-Cidade”

Referiu que o caso da Quinta da Migalha, no Barreiro, foi objecto de uma tese de Mestrado, sendo este um território que “está a ser objecto de um Plano de Pormenor” que perspectiva “um desenvolvimento sustentado, como exigência do planeamento urbano”.
O desenvolvimento deste território tem em consideração a rede de caminhos, zonas verdes, as linhas de água, com um “olhar para a componente biofísica”.
Na sua intervenção sublinhou a importância de no planeamento deste território ser definida uma “ocupação urbana sustentável” e que seja efectuada a “valorização ambiental do território”.
Sublinhou João Paulo Lopes que na definição no planeamento foi introduzido o conceito “bairro-cidade”, tendo em conta a existência de espaços para a prática desportiva, lazer, a construção de edifícios “eficientes energeticamente”, o aproveitamento das inclinações naturais do terreno, a criação de espelhos de água e a “segregação automóvel”.

Novas formas de gestão dos equipamentos desportivos

Miguel Pacheco, coordenador técnico das Instalações Desportivas da Câmara Municipal de Lisboa, sublinhou que no planeamento dos equipamentos desportivos na cidade é essencial “criar locais bonitos, originais, seguros e saudáveis e de elevada qualidade”, acrescentou, igualmente, que devem ser equipamentos “eficientes energeticamente” e que proporcionem novos “modelos desportivos e sociais”.
Recordou que a taxa de praticantes desportivos, em Portugal, ronda os 27% da população, sublinhando que é essencial “uma mudança de paradigma” e perspectivar “novas formas de gestão dos equipamentos desportivos”, tendo como referência “as necessidades desportivas e as necessidades sociais”.
Miguel Pacheco, defendeu a realização de investimentos intermuncipais, quer na gestão, quer na construção de equipamentos, envolvendo parcerias públicas e privados.
Recordou que a aprovação de um projecto deveria contemplar, no seu estudo, o “projecto de rentabilização”, de forma a evitar os défices que se verificam após a entrada em funcionamento dos equipamentos.
Na sua opinião é preciso “mudar a lógica da rendabilidade social para uma lógica de rentabilidade económico-social”

Fórum Concelhio do Desporto

O Fórum Concelhio do Desporto no âmbito do Fórum do Desporto da Península de Setúbal, tem uma nova sessão no Barreiro, no dia 31 de Março.
“As actividades físico-desportivas e as necessidades do indivíduo” e “A prática desportiva como factor da melhoria da saúde, qualidade de vida e integração social” serão os temas que serão abordados no próximo debate, como referimos, agendado para o dia 31 de Março, a partir das 14 horas, no Auditório da AURPIL – Centro Comunitário do Lavradio.

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