“Pensar o Barreiro de amanhã” apresentaViatura para o "desenvolvimento sustentável”
“Pensar o Barreiro de amanhã” – Divisão de Sustentabilidade Ambiental quer que, na substituição da frota municipal, as questões ambientais e de redução de custos sejam tidas em conta.
“Dentro das ofertas temos de ver qual a marca que nos oferece melhores condições e dentro da avaliação qualidade/preço essa marca é a Honda”

Por Jornal Rostos
Perante a necessidade da renovação da frota municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, vereador do Ambiente, considera importante que na escolha dos veículos “as questões ambientais e de redução de custos sejam tidas em conta” e isto, porque, como alega: “O poder político tem de dar o exemplo”. E em conferência de imprensa falou sobre a utilização pela autarquia do veículo híbrido Honda Civic Hybrid, equipado com motor a gasolina e motor eléctrico, o qual considera: “um bom produto, com preço mais baixo e conjugado com as questões ambientais”. Quanto aos veículos actuais da frota da câmara de propulsão convencional refere que são “veículos já bastante antigos com valores ambientais desastrosos a nível de consumo e de manutenção”. Adiantando que a última decisão não faz parte das suas competências, insiste: “é nas pequenas decisões que temos de ter em conta estas questões ambientais”, para, como refere: “Pensar o Barreiro de amanhã”.
Experiência de dez dias com um veículo híbrido
Numa época em que as questões ambientais estão na ordem do dia, assim como o aumento do preço dos combustíveis, um veículo híbrido parece à Divisão de Sustentabilidade Ambiental, da Câmara do Barreiro, uma escolha acertada. Depois de dez dias em que o automóvel esteve nas mãos da autarquia, o engenheiro Nuno Banza, chefe da divisão de Sustentabilidade Ambiental, considerou que em comparação com a frota actual com um consumo médio que ronda os 9.6 litros por 100km, com o Honda Civic os resultados foram mais favoráveis: “fizemos 6.6 litros com este automóvel”, acrescentando que, a longo prazo:”há uma redução de 1500 euros por ano, só em termos de combustíveis”, ao que se associa a redução da emissão de dióxido de carbono (CO2). O objectivo principal, dessa experiência, realça: “foi reunir informação e ter alguma experiência própria deste tipo de veículos”.
O engenheiro Nuno Banza salientou ainda a importância da intervenção da Divisão de Sustentabilidade nestas questões: “compete-nos mostrar que há no mercado soluções significativamente mais favoráveis em termos de desenvolvimento sustentável”. E para isso convidaram os responsáveis da Honda Portugal “porque dos dois veículos que estão ao mesmo nível entre a Toyota e a Honda, numa perspectiva de redução de investimento, consideramos que devemos optar pelo mais barato.”
Veículos híbridos, um meio para o desenvolvimento sustentável
Pedro Meunier da Honda Portugal considera que o veículo híbrido, ou seja um veículo que tem dois motores, um eléctrico e outro de gasolina, “é uma viatura para o desenvolvimento sustentável”, adiantando ainda, durante uma breve exposição do automóvel, que a empresa está “preocupada com a redução de combustível, considerando mesmo que “o petróleo está a chegar ao fim” e também porque o CO2 prejudica o planeta, e “como todas as outras emissões produzidas pelos automóveis estão perfeitamente controláveis, excepto o CO2”, a redução do consumo de combustível é a única forma de a controlar.
“O Hidrogénio vai ser o combustível do futuro”
Considerando que o hidrogénio vai ser o combustível do futuro em 2020/2030, a empresa prevê que vão existir cada vez mais carros híbridos. A Honda foi a pioneira, a nível mundial, a lançar um carro híbrido, lançando um projecto há catorze anos que acreditou ser para o futuro. A nível mundial, o primeiro carro híbrido a sair foi o Honda Insight que não chegou a vir para Portugal. Os portugueses tiveram de esperar pelo final do ano de 2003 pelo Honda Civic IMA com o motor a combustão de baixa cilindrada 1.3 litros e o motor eléctrico. O Honda Civic Hybrid segue as mesmas potencialidades do Civic IMA, “a performance é equivalente a um motor de maior cilindrada e o consumo a um motor de baixa cilindrada”, adianta Pedro Meunier. O preço é de 24 mil euros, na versão mais barata. Sendo o consumo médio de 4,9 litros/100km e de emissões de Co2 de 109g/km que “dão uma clara vantagem ao carro”, ajudando a preservar o ambiente. Uma novidade é a chamada Função Auto Stop, na qual o carro desliga automaticamente quando parado num semáforo ou em fila, poupando gastos de combustível, e quando se tira o pé do travão o carro começa a trabalhar automaticamente, reiniciando a marcha. A caixa automática é apontada como outra das vantagens deste veículo que Pedro Meunier acrescenta “ter uma manutenção igual a um carro que não seja híbrido”
Andreia Lopes Gonçalves













