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Qualidade da Água no Barreiro“Há maior consciência no acompanhamento da água”

A Doutora Marília Marques, gestora do programa de análise, considerou, pelos resultados do plano que “nota maior interesse pela parte dos responsáveis na resolução dos problemas”.

A piscina da Escola de Fuzileiros Navais foi considerada, pelo Doutor Mário Durval, como a situação mais preocupante, apresentando alguns problemas pontuais que estão relacionados com a estrutura da piscina.

As análises das águas das praias fluviais não são feitas desde 2001 e isto porque, de acordo com a Autoridade de Saúde, não podem ser efectuadas análises enquanto não houver tratamento das águas residuais, o que passa pela construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

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Qualidade da Água no Barreiro “Há maior consciência no acompanhamento da água”

Por Jornal Rostos

Em conferência de Imprensa foi divulgado o Relatório sobre a Qualidade da Água para consumo humano e piscinas no concelho do Barreiro em 2006 .

“Há maior consciência no acompanhamento da água”

A Doutora Marília Marques, gestora do programa de análise, considerou, pelos resultados do plano que “nota maior interesse pela parte dos responsáveis na resolução dos problemas”, acrescentando: “temos vindo a notar uma atenção e um pedido até de apoio completamente diferente do que acontecia”. Apesar de a Câmara não ter divulgado ainda o seu relatório, Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro, considerou importante divulgar este relatório no mês de Março, à semelhança dos anos anteriores, referindo: “depois de sair o da Câmara pode haver dados que possam ser contraditórios, mas esperamos que não”.

Águas de consumo – diminuição do cloro da rede

A respeito das águas de consumo verificou-se uma diminuição de cloro na rede no ano de 2006, ao que o Doutor Mário Durval, explica: “de acordo com as regras comunitárias deve existir cloro residual na ordem de pelo menos 0.2 mg/l”. Se o valor for inferior a água não tem capacidade de defesa e aumenta o risco de contaminação, ao que adianta: “Enquanto área de Autoridade da Saúde devemos reduzir o risco”. A solução apresentada, a respeito de oscilações de cloro encontradas passa, segundo nos fala o Doutor Mário Durval pela necessidade de existirem pontos de cloragem ao longo da rede, de modo a minimizar o risco de contaminação da água.
Dos quatro sistemas de abastecimento analisados, sendo três deles de ordem pública e um privado, ao que corresponde a Quimiparque, foram realizadas 173 análises, sendo que a maioria estava conforme – 111 – isto é, apresentava na água níveis de cloro acima dos 0.2 mg/l. Relativamente aos parâmetros microbiológicos, não foi detectada a presença de microorganismos.

Águas das piscinas

A nível da vigilância das águas das piscinas – quer de recreio, quer de fisioterapia – os resultados obtidos em 2006 melhoraram na Piscina Municipal e inclusivamente na Piscina de Fisioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, o qual o Delegado de Saúde adverte tratar-se de um caso que exige maior cuidado: “com uma temperatura de 35º graus, indicada para fisioterapia, pode mais facilmente proporcionar o desenvolvimento de microorganismos” e por isso foram alertados os responsáveis da piscina para a necessidade da remoção periódica superficial da água.
A piscina da Escola de Fuzileiros Navais foi considerada, pelo Doutor Mário Durval, como a situação mais preocupante, apresentando alguns problemas pontuais que estão relacionados com a estrutura da piscina. Depois de uma visita ao local a 7 de Julho de 2006, com o objectivo de conhecer o funcionamento da piscina, foram referenciadas algumas recomendações que tem sido postas em prática pelos responsáveis, como consta no relatório.

Questão das praias fluviais

As análises das águas das praias fluviais não são feitas desde 2001 e isto porque, de acordo com a Autoridade de Saúde, não podem ser efectuadas análises enquanto não houver tratamento das águas residuais, o que passa pela construção de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), cujas obras se iniciam em breve. Ainda a respeito desta questão, e quando questionado se estaria na agenda a realização de uma campanha de alerta para que não sejam frequentadas aquelas águas, o Doutor Mário Durval adianta: ”muito provavelmente teremos de o fazer. É injustificável que uma enorme quantidade de pessoas continue a utilizar essas águas.” Considerando que embora o risco já seja do conhecimento público “como não há conhecimento de grandes doenças, vão-se arriscando”.

Andreia Lopes Gonçalves

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