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Perspectivas

Concentração popular pelo Hospital no SeixalCordão humano que reuniu perto de 10 mil pessoas

A população do Seixal reuniu-se mais uma vez numa concentração que pretendeu enviar uma mensagem ao Ministro da Saúde, Correia de Campos, alertando-o para o atraso na aprovação do projecto do Hospital no Seixal, bem como a falta de informação divulgada aos órgãos autárquicos sobre o projecto.

4 min de leitura
Concentração popular pelo Hospital no Seixal Cordão humano que reuniu perto de 10 mil pessoas

Por Jornal Rostos

Longe do número alcançado há um ano atrás com o cordão humano, que uniu as duas margens da baía do Seixal, o mesmo local foi escolhido este Domingo para a concentração de alguns milhares de pessoas, organizado pela Plataforma «Juntos Pelo Hospital no Seixal».
Recordando o cordão humano que reuniu perto de 10 mil pessoas no Seixal e que conseguiu pressionar o Ministério da Saúde a alterar a proposta da Escola de Gestão do Porto de aumento do Hospital Garcia de Orta em detrimento da construção de um novo Hospital no Seixal, desta feita a Plataforma organizou uma concentração pública com o objectivo de solicitar ao ministro da Saúde a apresentação a curto prazo das conclusões quanto à tipologia do Hospital no Seixal, bem como exigir a definição clara de um programa e cronograma para a construção do equipamento, com inscrição de investimento em 2008 em Plano Plurianual do Orçamento do Estado.
Presentes na concentração estiveram representantes das Comissões de Utentes de Saúde de Almada, Seixal e Sesimbra, bem como representantes das respectivas Câmaras Municipais, embora desta feita não estivesse presente Maria Emília de Sousa, que se fes representar pelo vereador Rui Martins.
A tarde, soalheira, foi animada antes das intervenções das entidades, por pequenos espectáculos de música e teatro, enquanto alguns espaços eram dedicados às crianças. Também houve ainda tempo para a Cruz Vermelha levar a cabo rastreios de tensão arterial e de glicemia.
Num outro espaço, a Comissão de Utentes de Saúde de Corroios recolhia assinaturas contra o encerramento dos SAP de Amora e Corroios. Esta é, conforme foi confirmada ao Rostos por um membros da Comissão, "uma situação que ainda não está confirmada, mas estamos a aproveitar esta concentração para recolher assinaturas em caso de que seja necessário”.

«Cada dia que passa a situação agrava-se»

A terminar as intervenções da tarde, todas elas no sentido da urgência do avanço do projecto do Hospital no Seixal, Alfredo Monteiro, presidente da autarquia, fez um breve balanço do processo que se iniciou com a recolha de 60 mil assinaturas “e que culminou no cordão humano e levou à inclusão do Hospital na lista de prioridades da 2ª vaga de construções destes equipamentos”.
“No entanto, quatro meses depois de terminado o prazo para a definição da tipologia do hospital, a comissão de trabalho constituída para o efeito continua sem apresentar conclusões. Não há justificação plausível para o atraso e cada dia que passa agrava-se as condições de saúde e de apoio hospitalar destes três concelhos que aqui estão reunidos a exigir uma resposta do Ministério” frisou o autarca.
Após os discursos, foi assinado simbolicamente um pedido de reunião com o Ministro Correia de Campos por parte dos autarcas presentes.

Ministério da Saúde quebra silêncio

Entretanto, o Gabinete do Ministro do Ministério da Saúde apresentou uma nota à comunicação social no passado dia 2 de Abril, assinada por Helena Marteleira, assessora do Ministro da Saúde para a Comunicação Social, onde se lê o seguinte:
«Futuro Hospital do Seixal - Por despacho do Ministro da Saúde, publicado a 31 de Agosto de 2006, foi nomeado um grupo de trabalho para definir a tipologia de hospital adequada para implementação no Seixal.
O trabalho em curso aguarda informação complementar, nomeadamente sobre as condições de disponibilização do terreno onde será construída a futura unidade do Seixal.
O Ministro da Saúde mantém o compromisso assumido com o presidente da Câmara Municipal do Seixal, de não tornar público o documento final sem o conhecimento prévio da autarquia.»

Maria do Carmo Torres

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