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Perspectivas

Paulo Portas no Barreiro“Há uma série de Ministros inoperantes”

No decorrer da apresentação da sua candidatura à liderança do CDS/PP, aos militantes do Distrito de Setúbal, Paulo Portas, referiu que “vão-se arrastando no Governo Ministros incompetentes” acrescentando que “há uma série de Ministros inoperantes”.
Neste contexto manifestou a sua incompreensão pelo facto de o Primeiro Ministro “manter no Governo Ministros que não cumprem o seu dever”.

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Paulo Portas no Barreiro “Há uma série de Ministros inoperantes”

Por Jornal Rostos

Carlos Dantas, líder distrital do CDS/PP, recordou que foi na Biblioteca Municipal do Barreiro, há dez anos atrás, que os militantes do CDS/PP expressaram o seu apoio a Paulo Portas, no projecto que apresentou ao país.
“Éramos muito menos, hoje somos mais” – referiu Carlos Dantas.
O líder distrital do CDS/PP sublinhou que de Sines a Almada, “todas as estruturas do partido e da Juventude Popular estão com a tua candidatura”, porque apostam “numa alternativa credível da direita moderna” que assentem em “criar estruturas locais permanentes”.
Carlos Dantas, lamentou “certo tipo de discursos que está a ser mantido nesta campanha” e considerou que “não é esta a imagem que queremos dar do CDS”.
CDS/PP “não tem tamanho para dispensar ninguém”

Paulo Portas, recordou que na sessão realizada na Biblioteca Municipal do Barreiro, há dez anos, “estavam vinte pessoas, hoje a sala está cheia”.
O candidato à liderança do CDS/PP, considerou que o CDS/PP deve ser “por melhores razões e não por divisões ou por conflitos”.
Na sua opinião, o CDS/PP “não tem tamanho para dispensar ninguém” e sublinhou que deve ser percorrido o “caminho da pacificação e unidade interna”.
Recordou que o CDS/PP sofreu muito com antigos Presidentes, acrescentando que manteve uma posição de “lealdade” com Ribeiro e Castro.

Uma oposição mais eficaz e credível ao Primeiro Ministro

“O país quer mais oposição ao Partido Socialista e ao Primeiro Ministro, pessoa determinada” e como tal, referiu, o país precisa de uma “oposição determinada”.
Paulo Portas considerou necessária “uma oposição mais eficaz e credível ao Primeiro Ministro José Sócrates”.
Neste contexto criticou a forma como decorrem os debates mensais com o Primeiro Ministro, na Assembleia da República, sublinhando que “em democracia é a oposição que fiscaliza o Governo , não é o Governo que fiscaliza a oposição”.

José Sócrates “está a ficar bastante mais arrogante”

Na sua opinião, “vão-se arrastando no Governo Ministros incompetentes”, acrescentando que “há Ministros que são inoperantes” e, expressou a sua incompreensão pelo facto do Primeiro Ministro, “manter no Governo Ministros que não cumprem o seu dever”.
Segundo, Paulo Portas, José Sócrates “está a ficar bastante mais arrogante”.

Uma equipa de Governo em 2009

O candidato à liderança do CDS/PP salientou que ser oposição “não chega dizer mas, por dizer mal” é preciso ser “uma oposição alternativa”.
Neste contexto referiu que se for eleito líder do CDS/PP vai apresentar “uma equipa de Governo em 2009” e vai apresentar “linhas de orçamento alternativo”.
A elaboração de uma “agenda focada” que irá desenvolver visa, “falar ás pessoas dos problemas que as pessoas sentem” de forma a “aproximar a agenda do CDS daquilo que são as injustiças e expectativas do eleitorado”.
Salientou que existem “injustiças quanto ao Serviço Nacional de Saúde” do qual “a maioria dos portugueses dependem da sua eficácia” defendendo que é “obrigação melhorar a eficiência”.
Paulo Portas referiu as inquietações da falta de “solvidade do sistema de pensões” e do facto do “crescimento económico não criar emprego”.
“Estamos a crescer pouco, muito menos que o resto da Europa” – sublinhou Paulo Portas.

Proximidade em relação aos cidadãos

Na sua intervenção defendeu que o CDS/PP deve desenvolver a sua acção “com proximidade em relação aos cidadãos” e apostar em “temas da contemporaneidade” como o Ambiente, Ordenamento do Território, Ciência e Culturais, que “só por distracção da direita” são temas da esquerda.
Paulo Portas, sublinhou que o CDS/PP tem que ter “politicas de cidades” e que defenda “as condições de vida, que está muito aquém do que é ser Europeu”.

Criminalidade estar a registar um aumento

“O partido tem que dar respostas ao Governo em matérias de segurança” – referiu Paulo Portas, salientando que é preocupante o facto de na Área Metropolitana de Lisboa – capital e Margem Sul – a criminalidade estar a registar um aumento de 5,2%, a criminalidade jovem aumentar 18% e a criminalidade de grupos ter aumentado em 50%.
Paulo Portas sublinhou que é preciso “uma policia respeitada e respeitadora” e perguntou : “O Governo quer prestigiar os desprestigiar os Agentes de Segurança?”.

Dar ao partido uma vitória melhor em 2009

A finalizar Paulo Portas, salientou que as “eleições não são um ajuste de contas sobre o passado” mas devem ser “uma oportunidade de futuro”.
Referiu que os militantes do CDS/PP “vão escolher o melhor para o CDS e não o que mais convenha ao PS e PSD”.
Paulo Portas salientou “basta de conflitos” os militantes do CDS vão escolher – “quem pode dar ao partido uma vitória melhor em 2009”.

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