Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro“No Barreiro há um sentimento de tristeza que é preciso inverter”
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu no decorrer de um jantar-debate com empresários do Barreiro que “é um erro estratégico se a nova ponte Barreiro-Chelas não tiver a vertente rodoviária”.
O autarca revelou que, no próximo mês de Maio será realizada a “Primeira Reflexão sobre o futuro da Quimiparque”.
“Há necessidade de politicas fiscais que não discriminem negativamente as PME’s” – sublinhou Quintino Aguiar, da Confederação de Pequenas e Médias Empresas.

Por Jornal Rostos
A Câmara Municipal do Barreiro em colaboração com a Associação de Micro e Pequenos Empresários da Construção Civil e Obras Públicas de Setúbal e Alentejo realizado um jantar-debate, com a finalidade de analisar “os problemas do Concelho e dos empresários”, uma iniciativa que contou com cerca de 40 participantes.
Problemas de carácter social de dimensão preocupante
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, começou por sublinhar a importância que atribui na existência de uma relação de proximidade entre a autarquia e os Agentes Económicos, recordando que o “Barreiro atravessa uma situação difícil de falta de emprego”, facto que dá origem “há existência de problemas de carácter social que são de uma dimensão preocupante”.
Estamos a iniciar um novo ciclo de crescimento
“No Barreiro há um sentimento de tristeza que é preciso inverter” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que começa a registar-se “um aumento de desenvolvimento económico” o que poderá indiciar que “estamos a iniciar um novo ciclo de crescimento”, embora tal se esteja a dinamizar na área de comércio e serviços, sublinhando que “hoje o que é preciso é criar postos de trabalho”.
A 3ª travessia deve garantir a vertente rodoviária
Carlos Humberto, por outro lado, referiu que a 3ª travessia do Tejo “deve garantir a vertente rodoviária” salientando que “é um erro estratégico se a nova ponte Barreiro-Chelas não tiver a vertente rodoviária”, afirmando que “não abdicamos de reivindicar” que sejam contempladas a vertentes ferroviária e rodoviária.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que a instalação das Oficinas da Alta Velocidade, no Barreiro, vai reforçar a importância ferroviária do Barreiro.
Referiu a necessidade de se “requalificar e reforçar o centro do Barreiro”, a realização das obras do POLIS e a construção da ETAR que contribuem para voltar a cidade “para os seus rios”.
É preciso afirmar as diferenças
Carlos Humberto, referiu que o território da Quimiparque e o seu futuro é uma questão determinante, sublinhando que no próximo mês de Maio, será realizada a primeira reflexão pública sobre o futuro da Quimiparque.
Ao finalizar a sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou o esforço que está a ser desenvolvido com o objectivo de “promover uma gestão de proximidade” com o objectivo de “aprofundar a democracia”.
“Há diferença de opiniões, é preciso afirmar as diferenças, não impedir que todos conversem e expressem as opiniões” – referiu o autarca.
Protocolo entre as empresas e a autarquia
Francisco Pereira, da AECOPS, sublinhou que “as empresas estão em grandes dificuldades” e que é necessário encontrar respostas positivas, nesse sentido defendeu a existência de protocolos que definam objectivos de cooperação entre as empresas e a autarquia.
Na sua opinião, no concelho do Barreiro, a relação entre a autarquia e as empresas foi marcada por “um acidente durante dois mandatos”, perspectivando que a actual situação é diferente e pode “voltar a ser o que era”, sendo para tal importante que recupere a sua situação financeira.
Politicas fiscais que não discriminem negativamente
Quintino Aguiar, da Confederação de Pequenas e Médias Empresas, recordou que “as dificuldades da PME’s são cada vez maiores” e quase todas “laboram lutando para subsistir”.
Referiu que foram entregues ao Governo propostas “para o desenvolvimento económico deste tecido empresarial” como “alternativa à actual componente do segmento habitacional” que visa “criar condições à recuperação de prédios degradados, prédios de arrendamento ou edifícios públicos”.
“Há necessidade de politicas fiscais que não discriminem negativamente as PME’s” – sublinhou Quintino Aguiar.
Neste contexto referiu algumas propostas como o “pagamento do IVA no acto da boa cobranças, não pela facturação”; a isenção do IMT e IMI; o acesso ao crédito caucionado, com regulamentação das taxas de juro; apoio à formação em exercício e ao acesso aos fundos do Quadro Comunitário.
Barreiro Cidade Industrial do século XXI
Joaquim Matias, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que “as empresas da terra sentem os problemas do Barreiro tanto como nós” e sublinhou que “o grande problema do Barreiro é o desemprego que temos quase o dobro comparativamente ao país”.
Na sua intervenção sublinhou a importância da implementação do “Plano Estratégico da Quimiparque” que deve ser “o motor do desenvolvimento para o Barreiro” e donde deve nascer “o Barreiro Cidade Industrial do século XXI”.
Joaquim Matias salientou a necessidade de “reactivação do centro da Cidade”, lembrou que o Mercado Municipal mantém-se no mesmo local e será valorizado com o estacionamento subterrâneo, por outro lado, referiu as acções concretizadas na “renovação dos serviços” tendo em vista “facilitar a vida das pessoas” e das empresas e tendo como objectivo mudanças que tenham por base a existência de “uma cultura de cooperação”.
Seguiu-se um período de troca de opiniões e debate com os cerca de 40 empresários que participaram nesta reunião.













