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Perspectivas

Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro“O papel histórico que a nossa terra teve na resistência à ditadura fascista”

No decorrer do Jantar evocativo do 25 de Abril, promovido por todas as Juntas de Freguesia do Concelho do Barreiro, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o “Barreiro é uma terra de Liberdade”, uma terra que mesmo quando esteve ocupada militarmente, “nunca deixou de afirmar a liberdade e a democracia”, porque o Barreiro “é uma terra de luta, de intervenção social e cívica”.

Ferreira da Silva, Comandante dos Fuzileiros, em representação do “Movimento das Forças Armadas” referiu que “a normalização do país ocorreu no 25 de Novembro”, pelo que, na sua opinião, comemorar o 25 de Abril é também comemorar o 25 de Novembro.

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Carlos Humberto, Presidente da Câmara do Barreiro “O papel histórico que a nossa terra teve na resistência à ditadura fascista”

Por Jornal Rostos

O salão da SIRB “Os Penicheiros” estava repleto, com cerca de 300 pessoas que participaram no jantar evocativo do 25 de Abril, promovido pelas oito Juntas de Freguesia do concelho do Barreiro.
Na sala estavam representantes das duas Corporações de Bombeiros, dos partidos políticos, autarcas e das Juntas de Freguesia.
Adolfo Lopo, Presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, leu uma declaração conjunta das oito freguesias, na qual sublinha-se que o 25 de Abril foi “uma revolução tranquila simbolizada por uma flor- cravo vermelho”.

Redução de PIDAC no concelho Barreiro

Salientou que as novas gerações cresceram com o “direito à opinião, à liberdade” fazendo parte do dia a dia, mas em Portugal “nem sempre foi assim”.
Na sua intervenção sublinhou que o Poder Local, que arrancou no ano de 1976, foi um pilar importante da melhoria da qualidade de vida das populações.
A finalizar Adolfo Lopo, criticou o facto de existir “uma do redução de PIDAC no concelho Barreiro”.

Há quem queira reescrever a história

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que “todos os que estão com Abril são e serão sempre nossos amigos”, acrescentando que vivemos um tempo, “que há quem queira reescrever a história”.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que “houve ditadura em Portugal, houve fascismo em Portugal”.
Referiu que, “homens e mulheres, milhares que resistiram à ditadura, lutaram e construíram o percurso da liberdade, a liberdade do 25 de Abril”.
Carlos Humberto, sublinhou que essa luta foi feita por muitos homens e mulheres, de diferentes opções políticas e religiosas, que “decidiram lutar” e a todos eles deixou o seu “obrigado”.

Fazer cultura era resistir

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro reafirmou que “as Juntas de Freguesia são determinantes e estruturantes para a construção do Barreiro”, são “parceiros” para procurar “todos os dias melhores condições de vida para as populações”.
Carlos Humberto, salientou a importância do Movimento Associativo, no seu papel de resistência, e no contributo para que o Barreiro seja aquilo que é, “porque tem o Movimento Associativo”.
Sublinhou que, antes do 25 de Abril, “fazer cultura era resistir”.

Barreiro da Liberdade

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou “o papel histórico que a nossa terra teve na resistência à ditadura fascista”, sublinhando que sempre soube “dizer não”, mesmo quando “foi ocupada militarmente, afirmou a liberdade e a democracia”.
Recordou que o Barreiro foi sempre uma terra “da luta, da intervenção social e cívica”.
Neste contexto, Carlos Humberto, deixou o seu “obrigado” ao Barreiro, que é o “Barreiro da Liberdade”.

Comemorar o 25 de Abril é também comemorar o 25 de Novembro

Ferreira da Silva, Comandante dos Fuzileiros, em representação do “Movimento das Forças Armadas”, recordou o significado que o Barreiro teve na sua formação pessoal, evocando os tempos que exerceu funções na Escola de Fuzileiros, onde de forma permanente existiam intervenções na vida “agitada” dos tempos pós 25 de Abril.
Na sua intervenção sublinhou os três “Dês” do Movimento das Forças Armadas – Democratizar, Descolonizar e Desenvolvimento.
Salientou que a “democracia veio para parar com a descolonização”, porque “nenhum povo livre pode oprimir outro povo”.
Referiu que referiu que “a normalização do país ocorreu no 25 de Novembro”, pelo que, na sua opinião, comemorar o 25 de Abril é também comemorar o 25 de Novembro.
Sobre, o Desenvolvimento criticou os actuais ataques ao sistema de saúde, a globalização que quer impor “a democracia pela força das armas”.

Liberdade nunca está completamente conquistada

Ferreira da Silva, alertou que é preciso ter o “pensamento na luta” porque a “liberdade nunca está completamente conquistada” pelo que é necessário “estarmos preparados para defender a liberdade”.
Referiu que da Revolução Francesa foram herdadas três palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” e que, nos tempos actuais, o que está em causa é “a fraternidade e a solidariedade”.
Seguiu-se um espectáculo como o Grupo Musical barreirense “Rapazes da Forja” que evocaram com ritmo e modernidade cânticos da Resistência e da luta pela Liberdade.

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