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Perspectivas

Presidente da Câmara do Barreiro“Não estamos contra as fábricas, estamos contra a poluição”
. Instituto do Ambiente não fornece dados

O Vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que para um melhor conhecimento da qualidade do ar solicitou dados, sobre as empresas, ao Instituto do Ambiente, dados que segundo a CCDR estão na posse daquele Instituto – “o Instituto remeteu-nos para a CCDR”.

Bruno Vitorino sugeriu a criação de uma Comissão de Acompanhamento da Qualidade do Ar do Lavradio.

“A Câmara tem a competência de defender os interesses das populações, não tem capacidade e avaliação técnica da qualidade do ar” – sublinhou o Presidente da Cãmara Municipal do Barreiro.
“Infelizmente a EDP vai fechar, e, quais vão ser as consequências para o Lavradio” – referiu o autarca.

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Presidente da Câmara do Barreiro “Não estamos contra as fábricas, estamos contra a poluição” . Instituto do Ambiente não fornece dados

Por Jornal Rostos

Bruno Vitorino, Vereador do Ambiente, abriu o debate, inserido no Programa “Opções Participadas”, tem do como tema – “A Qualidade do Ar na Freguesia do Lavradio”, sublinhando que a “qualidade do ar fez-se sentir ao longo dos anos” e que este é “um problema do qual a Câmara Municipal do Barreiro não deve alhear-se, apesar de não ser da sua competência”.
Recordou o autarca que a Câmara Municipal do Barreiro assinou um protocolo com a CCDR sobre a rede de avaliação da qualidade do ar, reforçando o sistema e garantindo alguns aspectos relativos à sua manutenção.

Instituto do Ambiente não faculta dados

“A libertação de partículas tem impacto na Saúde Pública e tem consequências nefastas, nos danos que causa no património” – sublinhou Bruno Vitorino.
O Vereador do Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que para um melhor conhecimento da qualidade do ar solicitou dados, sobre as empresas, ao Instituto do Ambiente, dados que segundo a CCDR estão na posse daquele Instituto – “o Instituto remeteu-nos para a CCDR”.
Bruno Vitorino salientou que vão ser iniciados contactos com as empresas de forma a obter informações e referir as queixas que são recebidas dos munícipes.
Recordou que o importante “é preservar um bem que é a Saúde Pública”.

Estudo global da qualidade do ar na AML

Bruno Vitorino, sublinhou que está em curso um estudo, no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa, que visa a elaboração de um Plano para Melhorar a Qualidade do Ar – “é um programa global que contempla os problemas da AML”.
Na sua opinião, esse plano “não contempla os problemas específicos do Barreiro” e, neste contexto, o autarca considera que são necessários - “estudos específicos para os nossos problemas, em resultado das industrias que aqui existem”.
Na sua intervenção, referiu a disponibilidade da autarquia em colaborar com a ASDAL – Associação de Defesa do Ambiente do Lavradio.

Finalmente a Câmara do Barreiro intervém

Carlos Amado, Presidente da Direcção da ASDAL, louvou a iniciativa da Câmara Municipal do Barreiro, referindo – “finalmente a Câmara Municipal do Barreiro intervém, porque há muitos anos que se mantém na passividade”.

Valores limites de tolerância são ultrapassados

Diferentes residentes no Lavradio, na proximidade das fábricas, referiram a qualidade do ar e que – “há dias que não se consegue sair para a rua ou abrir a janela”, embora, igualmente, fosse reconhecida a existência de alguma melhoria.
“Moro há 39 anos no Lavradio, na proximidade da UFA, por vezes as persianas ficam pretas, de um dia para o outro. Dirijo-me à UFA a empresa diz que não foi daquela empresa, vou à EDP e a empresa diz que não foi a EDP. A minha roupa fica amarela e não foi ninguém” – comentou uma moradora.
“As entidades que administram o concelho devem actuar” – foi referido.
“Os valores limites e as margens de tolerância são ultrapassados” – salientou outro residente, interrogando – “Quem supervisiona a monitorização?”.

Rede não valida a qualidade do ar

Nuno Banza, Técnico da Câmara Municipal do Barreiro, deu aos diversas informações sobre o funcionamento da Rede de Controle da Qualidade do Ar, sublinhando que – “a rede está em funcionamento”.
Na sua opinião existem dificuldades na existência de uma equipa – “que dê apoio rápido e eficiente ao funcionamento das estações” e tal “não permite que os dados contribuam para validar a qualidade do ar”.

A população não se deve desresponsabilizar

Bruno Vitorino referiu que – “há dias que duplicam os limites previstos na lei”, nomeadamente no que diz respeito ao dióxido de enxofre, por outro lado, salientou que “a competência da gestão da qualidade do ar é da CCDR, não é da Câmara Municipal do Barreiro”.
“Nós estamos preocupados e estamos a agir sobre esta matéria” – referiu o Vereador do pelouro do Ambiente.
Na sua opinião, “a população não se deve desresponsabilizar”.
Bruno Vitorino defendeu ser necessário “compatibilizar os interesses da população com os interesses das empresas” e apontou a necessidade de ser feita uma “aposta na Educação Ambiental”.
“O passivo ambiental é um legado da nossa história” – referiu Bruno Vitorino, acrescentando que – “há tecnologias que podem reduzir os impactos ambientais industriais” sendo necessário “exigir responsabilidades sociais às empresas”.
Bruno Vitorino sugeriu a criação de uma Comissão de Acompanhamento da Qualidade do Ar do Lavradio.

As empresas refugiam-se e não dão a cara

O Presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, Adolfo Lopo, sublinhou que “as empresas refugiam-se e não dão a cara” e criticou o facto do Instituto do Ambiente – “não facultar dados”.
Mário Durval, Delegado de Saúde do Barreiro, recordou que o Lavradio – “tem especificidades de poluição atmosférica” e sublinhou que “apesar das medidas que foram tomadas não se evitam os excessos”.
“As empresas têm que ter responsabilidade permanente sobre as questões do ambiente” – sublinhou Mário Durval.

Comissão de Acompanhamento da Qualidade do Ar

Carlos Amado, Presidente da ASDAL, referiu que – “este Executivo está a querer fazer uma acção que outros não fizeram e considerou positivo a criação da Comissão de Acompanhamento da Qualidade do Ar.
Bruno Vitorino, defendeu a criação da Comissão, como caminho para existir intervenção sobre a qualidade do ar e considerou importante que se criem condições para ser prestado apoio jurídico á população.

Defender os interesses das populações

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que – “não estamos contra as fábricas, estamos contra a poluição. Queremos que as fábricas se mantenham a funcionar, sem poluição”.
O Presidente da Câmara considerou que é necessário – “fazer pressão, agir de acordo com as competências e com a população”.
“A Câmara tem a competência de defender os interesses das populações, não tem capacidade e avaliação técnica da qualidade do ar” – sublinhou.
“Infelizmente a EDP vai fechar e quais vão ser as consequências para o Lavradio” – referiu.
A finalizar a sua intervenção referiu que a criação da Comissão de Acompanhamento da Qualidade do Ar é um caminho que pode ajudar a “definir estratégias” sendo a Câmara Municipal do Barreiro “parte integrante dessa Comissão”.

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