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Perspectivas

Escola Superior de Tecnologia do Barreiro“Em Setembro temos de arrancar aqui”

. Uma escola que arrancou com 50 alunos e que tem agora 450 na instalação da Quimiparque

. Um investimento de 7,450 milhões de euros, onde “não houve derrapagens

. Obras adiadas até Julho

Na visita de hoje às novas instalações da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTBarreiro), pólo do Instituto Politécnico de Setúbal, João Carlos Vinagre, director do estabelecimento, referiu que a organização de visitas à comunidade tem como objectivo: “Procurar cumprir mais uma pequena etapa”, considerando que “existe muitas curiosidade” quanto ao edifício.

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Escola Superior de Tecnologia do Barreiro “Em Setembro temos de arrancar aqui”

Por Jornal Rostos

A iniciativa, desta feita, dirigida à direcção das escolas secundárias do Barreiro, Moita e Seixal, visa mostrar os espaços “para que as pessoas tenham um pouco a noção do que é isto por dentro”. Que até agora “ainda tem este aspecto cinzentão”, comenta. A conclusão das obras está prevista para Julho, de modo a que o ano lectivo de 2007/2008 tenha início neste local: “Em Setembro temos de arrancar aqui”. “Já não cabemos lá”, referindo-se ao espaço provisório, até então ocupado, num edifício da Quimiparque.

Atraso na entrega de material adia a data de conclusão das obras

A prorrogação da obra, que estava prevista estar pronta em Março, deveu-se a um problema de atraso na entrega dos vidros: “A obra só pode começar lá dentro quando os vidros estivessem colocados”, explica João Carlos Vinagre. As novas instalações têm capacidade para receber 750 alunos, ao que o director da escola considera: “acho que deve ter capacidade para mais”.

“Conjunto de formações sui generis”,

Uma escola que arrancou com 50 alunos e que tem agora 450 na instalação da Quimiparque, é um número que tem tendência para crescer, até pela diversificação dos cursos. Dos três cursos já existentes (licenciaturas de três anos, de acordo com o processo de Bolonha) em Engenharia Civil, Engenharia de Conservação e Reabilitação e Gestão da Construção, vai passar a funcionar um Curso de Especialização Tecnológica em Construção e Obras Públicas (um curso de nível IV) já aprovado pelo Ministério de Educação e o Mestrado em Engenharia Civil que aguarda autorização. Destes cursos, João Carlos Vinagre fala de um “conjunto de formações sui generis”, de valências na área da construção civil que representam, no seu entender, um projecto “inovador no panorama português”. Adiantando: “Já temos cerca de 100 diplomados e não temos um único desempregado”, situação que considera resultar também do facto de a escola disponibilizar uma formação de base muito ampla, e que inclusivamente “permite trabalhar em gestão”.

“Visto de fora não parece tão grande”

A vice-presidente da Escola Secundária de Santo André, Gracinda Dias, presente na visita, ficou surpreendida com o edifício: “visto de fora não parece tão grande”, considerou e, à medida que via o interior das instalações, exprimia o seu agrado, gracejando: “Pena não precisarem de professores de português”.
O edifício agora cinzento, vai ter topos de betão negro e laterais braços, para “haver mais contraste”, refere João Carlos Vinagre que adianta que, para além destas tonalidades, o edifício vai ter mais cores.

“Gostei muito deste arquitecto porque permitiu a interacção”.

Assumindo que a componente estética não é a sua área mais directa, mas que a nível de funcionalidades tem uma palavra a dizer, João Carlos Vinagre fala no trabalho do arquitecto responsável pelo projecto, José Mateus, da ARX Portugal – Arquitectos, Lda : “Gostei muito deste arquitecto porque permitiu a interacção”. E porque diz acompanhar as obras a cada dia, houve situações em que manifestou o seu desagrado quanto a algumas opções, dessas opiniões diz ter havido apenas uma “batalha que perdeu” e que resultou do facto de a torre não ter janelas e, por assim ser, alguns gabinetes dos professores não têm tanta luminosidade natural quanto seria desejável, não deixou no entanto de manifestar a sua satisfação quanto à funcionalidade do edifício.

Equipamento necessário “enquanto campus de ensino”

O novo equipamento tem 15 salas de aulas, para 30 e 60 alunos, dispondo ainda de cerca de seis espaços que podem ser utilizados como salas de aula ou de estudo. Tem três anfiteatros, um auditório que não se pretende que se limite ao uso da escola mas que possa também ser utilizado pelo público para eventos, um laboratório e um centro de documentação, o equipamento necessário “enquanto campus de ensino”, considera João Carlos Vinagre. Um campo de jogos, espaços verdes e um pátio interior chamado: “pátio zen” são locais que visam contribuir para um espaço que inclua também a componente lúdica e de distracção.

“Único senão” – não atribuição de verbas para equipamentos

O director do estabelecimento aponta como “único senão” não lhes ter sido atribuída verba para equipar as instalações. “Esperamos para 2008 a atribuição da verba”. Para isso esperam-se 1,2 milhões de euros. E assim, as salas de aulas e os equipamentos já existentes no estabelecimento provisório na Quimiparque servirão para equipar as novas instalações da escola numa primeira fase.

Investimento “sem derrapagens”

Uma obra financiada pelo PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Administração Central) com um investimento de 7,450 milhões de euros, onde “não houve derrapagens”, garante João Carlos Vinagre.

Andreia Lopes Gonçalves

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