No Barreiro constituídaComissão de Apoio à vertente ferroviária e rodoviária na Ponte Barreiro – Chelas
Foi referido que a Comissão já conta com o apoio de 200 barreirenses, sendo dado destaque como “a 1ª figura de relevo” que apoia a Comissão, o Vereador João Soares, Independente da Câmara Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Miguel Matos, referiu que a realização da Conferência de Imprensa no Lavradio tinha o sentido simbólico de ser esta uma freguesia onde a ponte vai ter a sua passagem.
Referiu que “o Barreiro tem sido um pouco órfão da margem sul” e que não é um concelho “tão apetecível como outros da área Metropolitana de Lisboa”.
Miguel Matos, sublinhou a importância da ponte como “factor de desenvolvimento” e de afirmação da centralidade do Barreiro, acrescentando que “o Barreiro precisa de um projecto estruturantes”, estas foram razões invocadas para sublinhar que a Ponte deve contemplar para além das vertentes de ferrovia convencional e a alta velocidade, também a vertente rodoviária.
Acreditar nas vantagens da opção rodo-ferroviária
“Somos barreirenses e pretendemos o melhor para o nosso concelho” – salientou Miguel Matos, acrescentando que – “acreditamos nas vantagens qualitativas e quantitativas da opção rodo-ferroviária”.
Nesse sentido, considerou que “o processo de escolha deve ser transparente e com a necessária intervenção da sociedade cívica barreirense”.
Na sua intervenção referiu que “já contamos com a adesão de cerca de 200 pessoas”, estando previsto o alargamento do convite a personalidades de relevo no âmbito social, político e cultural.
Miguel Matos, salientou que a “1ª figura de relevo” que aderiu á Comissão foi o Vereador Independente da Câmara Municipal do Barreiro, João Soares.
Comissão é absolutamente “independente”
Segundo Miguel Matos, esta matéria da importância de ser contemplada a vertente rodoviária na futura ponte Barreiro- Chelas, é “uma matéria bastante consensual” e saudou a iniciativa do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no apelo que dirigiu à “intervenção cívica” dos barreirenses, porque, salientou “a união dos barreirenses é uma força de pressão”.
Miguel Matos salientou que a Comissão é absolutamente “independente” e “apolítica”, pretendendo ser interventiva e aglutinadora, “em prol de um Barreiro melhor”.
Nas próximas acções anunciadas a Comissão referiu a distribuição de panfletos, a realização de reuniões com os órgãos autárquicos e a promoção de um abaixo-assinado de reivindicação da vertente rodoviária, porque – “o Barreiro precisa da travessia rodoviária”.
Novas centralidades na Península de Setúbal
Luís Carlos Santos, referiu diversos aspectos da evolução da ponte Barreiro-Chelas e sublinhou que “ansiamos que os estudos definam a vertente rodoviária Barreiro- Chelas”, porque esta é “a melhor opção a ser tomada”.
António Reguengos, divulgou a criação do blog da Comissão : terceiratravessiatejo.blogspot.com
Na sua intervenção referiu que a Ponte 25 de Abril está saturada de trânsito automóvel e que, nos dias de hoje, devido a novas acessibilidades construídas, a Ponte Vasco da Gama, “não é alternativa rodoviária à Ponte 25 de Abril”, nem “serve os objectivos de ligação Norte-Sul”.
Na sua intervenção, salientou que a Ponte Barreiro-Chelas, com a vertente rodoviária, “cria novas centralidades na Península de Setúbal”, para além de esta opção poder via a influenciar uma renegociação do Contrato com a Lusoponte.
António Reguengos salientou que a ponte Barreiro-Chelas, com as vertentes ferroviária convencional e com a Alta Velocidade, terá um custo de 1200 milhões de euros, o acrescento da vertente rodoviária, sublinhou, será um acréscimo de 500 milhões de euros.
Quercus versus Carmona Rodrigues
Reinaldo Silva, encerrou a Conferência de Imprensa, tecendo criticas à QUERCUS, recordando que quando da construção da Ponte Vasco da Gama, esta associação ambientalista estava contra a sua construção e tinha preferência pela opção Barreiro-Chelas, porque esta alternativa era “uma ameaça ambientalista” com menor impacto.
Reinaldo Silva, sublinhou que num inquérito realizado, antes da construção da Ponte Vasco da Gama, 81% dos Inquiridos, preferiam a opção Barreiro- Chelas, enquanto apenas 3% era favorável à opção Sacavém-Montijo.
Na sua intervenção sublinhou o facto da QUERCUS defender que na Ponte Barreiro- Chelas se justifique a introdução da vertente rodoviária dentro de 20 anos, e, por outro lado, recordou, que Camona Rodrigues, quando Ministro do Governo PSD, referia que a Ponte Barreiro- Chelas só deveria ter a opção rodoviária dentro de 30 anos.
Reinaldo Silva, manifestou a sua estranheza destas coincidências de opiniões.
Comissão é apartidária, porque tudo é politica
No final, no diálogo com os jornalistas, foi colocada a pergunta se a Comissão era “apolítica”, como se afirmou, ou se era “apartidária”, dado que aquela intervenção cívica, tinha naturalmente, contornos de acção politica, sendo esclarecido que a “Comissão é apartidária, porque tudo é politica”.













