“Semana de Coina” – BarreiroLegalização da Quinta da Areia – o problema tem de ser colocado na Assembleia da República
. No sábado o trânsito da Quinta da Areia vai ser cortado para a estrada ser corrigida
Para resolver o problema da legalidade da Quinta da Areia, o presidente da Câmara do Barreiro informou que por tratar-se de um terreno baldio esta questão não está “nem nas mãos da junta de freguesia, nem da câmara municipal, nem da comissão de moradores e proprietários” e que a solução passa por pedir reuniões junto dos partidos políticos, para que a questão seja apresentada na Assembleia da República, assegurando ainda a inteira disponibilidade da câmara para acompanhar essas intervenções.

Por Jornal Rostos
O vereador Joaquim Matias fez questão em sublinhar que a Quinta da Areia não é um bairro clandestino, até porque é reconhecido pelo Plano Director Municipal (PDM) da Câmara do Barreiro, referindo, no entanto, que, por se tratar de um baldio, a lei impede que a câmara intervenha na solução de alguns problemas. “A câmara tem de se sujeitar às leis que existem”, elucida. E por isso diz que apesar de o PDM reconhecer a existência de casas neste local, a câmara não pode passar licenças de construção, nem planos de urbanização, acrescentando que o que pode fazer é permitir que se melhorem as condições de vida da população e que isso também passa “por melhorar as habitações”.
Alterações dos limites do concelho do Barreiro para o lado de Setúbal
O presidente da Junta de Coina, Juvenal Silvestre aproveitou a reunião para questionar o presidente da câmara a respeito da alteração dos limites do concelho do Barreiro e do concelho de Setúbal, Carlos Humberto a respeito desta questão referiu que já está em Assembleia da República para aprovação, realçando no entanto que a aprovação dessas questões têm um prazo alargado, sendo costume a aprovação de uma alteração em cada mandato. Em relação a Setúbal diz já ter enviado um processo e que nesse âmbito já houve uma reunião com a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
“Insustentável e insuportável” o problema de trânsito em Coina
Joaquim Matias considera “insustentável e insuportável” o problema de trânsito na freguesia de Coina e adianta que a câmara vai proceder a um estudo sobre o trânsito de Coina, Covas de Coina e Quinta da Areia, de forma a encontrar uma solução para regular a circulação nessas estradas. Considerando de antemão que: “não é lícito a passagem de camiões em determinadas zonas”, nem que se estejam a fazer desvios da Quinta do Conde ou da Autoeuropa para as estradas do centro da freguesia. A respeito do estudo para encontrar uma solução para regular a circulação em Coina, que vai contemplar quer o trânsito automóvel, quer a acessibilidade da região pelos autocarros, prevê que demore dois meses. Paralelamente a esta análise, falou da aprovação das candidaturas dos Transportes Colectivos do Barreiro a três planos do INTERREG IIIC Sul, uma iniciativa comunitária que promove a partilha de experiências entre cidades do sul da Europa e a implementação de medidas ao nível da mobilidade, e que espera que nesse âmbito se consigam verbas para resolver a situação de Coina, articulando experiências com as regiões de Valência (Espanha) e de Génova (Itália).
No sábado o trânsito da Quinta da Areia vai ser cortado para a estrada ser corrigida
Os moradores queixaram-se das más condições da estrada que passa na Quinta da Areia, uma via sujeita a depressões e a acumulação de águas e areias, apontando ainda as curvas como um perigo para os habitantes, perante estes reparos, a vereadora Sofia disse que essas questões irão ser analisadas, aproveitando o facto de a Simarsul ir mexer na estrada e anunciou também a câmara está a estudar um plano para fazer o desvio das areias para que a valeta possa recolher a água. O presidente da câmara, por sua vez, deu a informação de que no sábado o trânsito vai ser cortado naquele local para que a estrada seja corrigida.
“Estação elevatória de Coina é extremamente necessária”
Perante algumas dúvidas dos moradores a respeito da escolha da localização para a estação elevatória de Coina, considerando que esse deveria ser um local destinado a espaços verdes, o vereador Joaquim Matias reconhece que a localização até pode não ser a melhor mas que não foi possível escolher outro local pois isso iria fazer parar o projecto, adianta ainda que “é extremamente necessária” a sua construção e que é perfeitamente urbana. A respeito desta questão, a vereadora Sofia Martins diz que na prática, em termos urbanísticos vai ser “uma casa de banho, enquadrada num pequeno jardim”, uma zona verde que diz poder ser alargada.
“É preciso trabalhar ombro a ombro”
O presidente da câmara fez um apelo aos moradores da Quinta da Areia para que não se dispersem em questões políticas, nem em “guerrinhas uns com os outros”, como tem acontecido nos últimos tempos, adiantando que o respeito deve ser tido em conta e porque as pessoas têm de ter um mínimo de condições de vida, há a necessidade de se fazerem pequenas obras que podem ser feitas, ao que lembra: “desde que não aumentem a tal área dentro do mesmo espaço”.
Terminou a reunião referindo que: “apesar de os problemas serem difíceis, só é possível ultrapassá-los se juntarmos as vontades todas e quanto às concepções políticas, essas ficam de fora”. “É preciso trabalhar ombro a ombro”, rematou.
“Isto é o que nos dá alento e força”.
Na última das três reuniões agendadas no âmbito da “Semana de Coina”, o presidente da Câmara do Barreiro expressou a sua opinião quanto à realização de iniciativas que promovem o contacto com as pessoas: “Isto é o que nos dá alento e força”, acentuou.
Andreia Lopes Gonçalves













