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Perspectivas

Protecção Civil do BarreiroApresenta Dispositivo de combate a Incêndios Florestais

. Plano Operacional Municipal estará concluído brevemente

Na Mata da Machada, naquela que é a maior mancha verde do concelho, foi ontem apresentado um conjunto de medidas que visam prevenir e combater os incêndios florestais no concelho.

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que se pretende “sensibilizar a população utilizadora deste espaço” para os riscos de incêndio, actuando de forma consciente e preventiva.

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Protecção Civil do Barreiro Apresenta Dispositivo de combate a Incêndios Florestais

Por Jornal Rostos

A Câmara Municipal do Barreiro, através do Gabinete de Protecção Civil, procedeu, ontem, apresentou o Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais.
A conferência de imprensa decorreu, no Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina.

Sensibilizar a população utilizadora para os riscos de incêndio

Naquela que é a maior mancha verde do concelho, foi ontem apresentado um conjunto de medidas que visam prevenir e combater os incêndios florestais no concelho. O evento contou com a presença e várias entidades que colaboram neste dispositivo que, segundo o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, ambiciona diminuir a frequência de fogos que caracteriza a época que se avizinha. O autarca tem consciência que “é um objectivo que não é fácil de atingir mas é para este objectivo que trabalhamos”, assegura. O edil barreirense pretende também “sensibilizar a população utilizadora deste espaço” para os riscos de incêndio, actuando de forma consciente e preventiva.

Freguesia de Palhais apresenta maior perigosidade de deflagração

O Eng.º António Pinheiro, Coordenador do Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal Barreiro/Moita apresentou o histórico dos incêndios no Barreiro, garantindo que o plano operacional municipal estará concluído brevemente. A ser também arrematado está o plano intermunicipal em colaboração com a Câmara Municipal da Moita, pelo que o responsável certifica: “Em duas semanas teremos ambos planos concretizados”.
De acordo com o Eng.º Pinheiro, as maiores áreas ardidas verificaram-se em 1995, 1996 e 2002 mas o maior número de ocorrências sucedeu em 1981 e 2000.
A apresentação do historial de incêndios do concelho revelou ainda alguns dados relevantes, nomeadamente o facto de nenhum fogo ter deflagrado no interior na mata mas sim nas áreas circundantes que de resto são considerados de grande risco. Assim, das oito freguesias do concelho, a freguesia de Palhais é a que apresenta maior perigosidade de deflagração (muito alta) seguida de Coina com uma perigosidade alta. O responsável do Gabinete Técnico Florestal revelou ainda não existirem postos de vigia no Barreiro, estando o concelho a ser vigiado por postos de Loures, Cascais, Setúbal e Almada.

Plano contempla pontos de acesso a água

Relativamente às medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais: estacionamento de viaturas, vigilância móvel, primeira intervenção e combate, rescaldo e vigilância pos-incêndio, estas ficarão asseguradas pelas duas corporações de bombeiros voluntários do Barreiro que contam com cerca de 20 elementos e 8 viaturas, das quais 5 de grande porte e 3 ligeiras. Os locais de estacionamento de viaturas, previamente estudados pelos comandantes das corporações serão divididos em três áreas.
Deste modo, as freguesias do Barreiro, Lavradio e Santo António ficarão ao cuidado dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste enquanto que as freguesias da Verderena, Alto do Seixalinho, Santo André, Palhais e Coina ficarão ao cuidado dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública. Este plano contempla também alguns pontos de acesso a água.

A mata é de facto uma área com grande risco de incêndio

Gisela Simões, representante da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) e chefe do Núcleo Florestal do Tejo Oeste e Área Metropolitana de Lisboa considera que a mata tem tido uma boa gestão havendo “muita actividade e muita parceria por parte da câmara”. Admitindo que a mata é de facto uma área com grande risco de incêndio, Gisela Simões pensa que é, neste plano municipal, de grande importância “a responsabilidade de outras entidades, nomeadamente das Estradas de Portugal, da Rede Eléctrica Nacional e dos proprietários florestais.
De forma a “prever e de antecipar o combate e o tratamento de combustíveis em zonas onde há maior risco de ocorrência”, a representante da DGRF relembra ainda a importante função dos dados apresentados como uma importante arma de fiscalização.

Património ambiental que é essencial preservar

Pelo seu lado, o Comandante Domingos Coelho, dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública sublinhou a importância do bom tratamento da mata por parte dos seus utilizadores, afinal, é um importante património ambiental que é essencial preservar. O comandante dos Bombeiros assegurou que as corporações, que estão neste momento na fase Bravo, estão a preparar-se para entrar na mais importante fase, a “Charlie” que abrange os meses de Julho, Agosto e Setembro, os meses mais fustigados pelos incêndios florestais.

Ângela Tavares Belo

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