PSD Setúbal no Barreiro com REFER E CPEm 2008 será implementada a modernização da linha entre Barreiro e Pinhal Novo
. Deputado Luís Rodrigues vai questionar o governo sobre a concretização da 3ª Travessia do Tejo
O deputado Luís Rodrigues, PSD, considerou positivo o encontro com a REFER e CP.
Tendo em conta as obras que vão ser feitas a partir do próximo ano, Luís Rodrigues, considera: “vamos com certeza ter, em 2009, um melhor serviço prestado e vamos, com isto, fazer com que os transportes públicos ganhem alguma quota de mercado ao transporte privado”.

Por Jornal Rostos
Ontem a Comissão Política Distrital do PSD de Setúbal reuniu-se com os representantes da CP e da REFER para discutir o futuro da linha ferroviária do Sado. O deputado do PSD Luís Rodrigues referiu que se tratava de uma visita integrada num pacote de iniciativas que tem vindo a desenvolver na área metropolitana de Lisboa e que, no âmbito ferroviário, esta foi a segunda visita, tendo sido a primeira na linha de Cascais. Na opinião do deputado do PSD, a linha do Sado é “uma linha que há mais de quatro anos que deveria ter sido totalmente reabilitada entre o Pinhal Novo e o Barreiro”. Alberto Castanho Ribeiro, vogal do Conselho da Administração da REFER, informou que em 2008 será implementada a modernização da linha entre Barreiro e Pinhal Novo. “Mais vale tarde do que nunca” foi a frase que tomou eco.
Electrificação das linhas e colocação de sinalização electrónica
No próximo ano a REFER vai iniciar um processo de modernização na linha ferroviária do Sado, o que compreende a electrificação e a colocação de sinalização electrónica, bem como intervenções nas estações e apeadeiros, através de remodelações e de beneficiação de estações. “Vão ser lançados os concursos durante o corrente ano para a obra se iniciar em 2008”, anuncia Alberto Castanho Ribeiro. Relativamente a orçamentos, prefere não adiantar números, até porque diz que os projectos estão a ser finalizados e os valores “ainda não estão totalmente fechados”.
Comboios com composição eléctrica para reduzir o tempo das viagens
O engenheiro Amorim, membro da Comissão Executiva da CP Lisboa, informou que depois de a REFER proceder à modernização das linhas-férreas, a CP irá mudar as composições com tracção a diesel para composições eléctricas, material que diz ser mais moderno e com melhores performances e graus de fiabilidade. “Mais dedicadas ao tráfico urbano”, considera. Alteração que, por sua vez, irá reduzir o tempo do percurso das viagens de comboio, com uma redução de oito minutos entre o Barreiro e Pinhal Novo, viagens que vão passar a ser feitas em 17 minutos, em vez dos actuais 25 e em relação ao trajecto Barreiro-Setúbal a viagem vai passar a ser feita em 30 minuto. “Passamos a ter condições semelhantes às do outro operador, que opera o eixo norte/sul”, referindo-se à Fertagus.
“Vamos tirar partido da inter modalidade” – ligação mais directa com a baixa de Lisboa
Considera que o tráfego existente na linha do Sado é actualmente um elemento importante a ter em consideração e que se trata de uma zona com potencial de crescimento e por isso merecedora de investimentos. O engenheiro Amorim diz acreditar que a linha ferroviária do Sado terá um aumento de passageiro e que os factores de promoção do número de clientes vão estar relacionados, no seu entender, quer pela “transferência de habitantes que se está a passar da margem norte para a margem sul”, quer pelas vantagens relacionadas, não só com a melhoria dos comboios, mas também pelo facto de o comboio fazer ligação com os barcos da Soflusa que, por sua vez, ao atracarem na estação do Terreiro do Paço, entram em ligação com a nova linha do metro Baixa-Chiado, em direcção a Santa Apolónia, com data prevista de abertura para Dezembro deste ano. “Vamos tirar partido da inter modalidade”, refere e nessa inter modalidade a ligação com a zona da baixa de Lisboa será mais directa. Melhores comboios e com menor tempo de percurso são para já as medidas a serem implementadas em 2008, quanto ao aumento do número de comboio, o engenheiro Amorim refere que trabalham com uma “conta resultados” e que por isso: ”é preciso também que os clientes respondam”. Acrescenta também que não vai haver agravamento dos preços.
Questões por resolver – Oficinas da EMEF ficam ou não no Barreiro?
Depois de ouvir os projectos a serem postos em prática para o próximo ano, no sentido da modernização da rede ferroviária do Sado, o deputado Luís Rodrigues falou ainda de algumas questões que ficam por resolver. Questiona se as oficinas da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamentos Ferroviários) vão ou não continuar a funcionar no concelho do Barreiro. “Saindo daqui os comboios a diesel, o que ficam a fazer?”, interroga. Acerca desta questão, disse não ter ainda uma resposta nem do Ministério das Obras Públicas, nem do Ministério do Ambiente.
3ª Travessia do Tejo - ‘Afinal em que é que ficamos?’
Em relação à 3ª Travessia do Tejo, Luís Rodrigues diz ter também algumas dúvidas quanto à sua prossecução, considerando que o governo deixou, sobre este assunto, algumas “incógnitas” através do que diz serem: “sinais contraditórios na comunicação social”. Dando o exemplo de ter sido “levantado pelo Ministério do Ambiente a não prioridade, mesmo com a construção do aeroporto na OTA, da ponte Chelas-Barreiro”, explicando que esse comentário foi feito por um alto responsável técnico do ambiente, mas que essa questão não foi desmentido por nenhum ministro. Considera assim que uma ponte que nunca teve contestação, pelo menos da linha ferroviária, tem agora sofrido algumas contradições, motivo suficiente, no seu entender, para querer questionar publicamente o governo sobre esta matéria:”Vou fazer um requerimento para perguntar ao governo: ‘Afinal em que é que ficamos?’”
“A RAVE recebeu instruções para estudar sobretudo a introdução ou não do modo rodoviário”
A respeito da 3ª Travessia do Tejo, Alberto Castanho Ribeiro diz não ter muito a falar para além do que é conhecido publicamente, referindo:”a RAVE recebeu instruções para estudar sobretudo a introdução ou não do modo rodoviário e para avaliar as ligações, nas duas margens, quer em termos da rede convencional, quer da rede de alta velocidade” e é isso que diz que está a ser feito. “Seguindo as orientações do governo”, sublinha.
“Que os transportes públicos ganhem alguma quota de mercado ao transporte privado”
Em jeito de balanço da reunião, o deputado Luís Rodrigues diz ter sido um encontro positivo, aproveitando para agradecer a disponibilidade, quer da REFER, quer da CP.
E tendo em conta as obras que vão ser feitas a partir do próximo ano, considera: “vamos com certeza ter, em 2009, um melhor serviço prestado e vamos, com isto, fazer com que os transportes públicos ganhem alguma quota de mercado ao transporte privado”.
Andreia Lopes Gonçalves













